quarta-feira, 26 de maio de 2010

Monografia

Desequilíbrio social Pode designar desigualdade social, miséria, injustiça, exploração social e econômica, marginalização social, entre outras significações. De modo amplo, exclusão social pode ser encarada como um processo sócio-histórico caracterizado pelo recalcamento de grupos sociais ou pessoas, em todas as instâncias da vida social, com profundo impacto na pessoa humana, em sua individualidade. O desenvolvimento tecnológico e o acesso a informação, num mundo cada vez mais globalizado, vêm fazendo uma transformação radical nos sistemas de desigualdade. E o conhecimento torna-se significativo para a estratificação social e a formação do processo de desigualdade. A passagem da Sociedade Industrial para a Sociedade da Informação muda o foco das teorias sobre estrutura e estratificação social. Mudando todo o processo de desigualdade e de mobilidade social. Onde o conhecimento torna-se peça chave para o entendimento das diferenças sociais. O capital intelectual torna-se moeda corrente para a troca. Nesse foco a educação entra como peça fundamental para a mudança na estratificação social. Na Sociedade Industrial o conhecimento técnico-prático era a principal porta de entrada e ascensão social. Na Sociedade da Informação o conhecimento teórico e geral substitui o conhecimento técnico-prático. O indivíduo deve ter a capacidade de decodificar e filtrar as informações que chegam continuamente. A educação, como geradora e portadora da transmissão do conhecimento, se transforma na principal chave de mudança. Aumentando o tempo de escolaridade dos indivíduos. Tendo que mudar o seu foco de formação técnica e prática, para uma formação teórica, capaz de desenvolver no indivíduo o aprender a aprender. Esse estudo será focado em duas questões: 1 - Estamos passando realmente por um processo de mudança nas concepções de desigualdade e mobilidade social? 2 - A educação é uma das principais formas de ascensão social na Sociedade da Informação? Os estudos teórico sobre desigualdade social são reflexos das formas de desigualdade social existentes nas sociedade industrias, conforme a sociedade moderna começa a sofrer uma profunda transformação, as teorias da desigualdade também sofreram mudanças e começaram a perder significação. Ou melhor, os estudo teórico seguem o caminho da substituição da sociedade industrial para a sociedade da informação. Outro ponto é que o conhecimento entendido como força de ação torna-se cada vez mais responsável pelo processo de formação das desigualdades. Para alguns Cientistas Sociais as classes sociais não constituem mais a formação das hierarquias, mas sim outros tipos de clivagens sociais. Uma ilustração disso é que na Sociedade da Informação, os indivíduos ativos no processo de trabalho industrial representam uma minoria no conjunto da população. Há algumas décadas atrás tinha-se como certo que a sociedade industrial e o processo de modernização originaria um sistema de desigualdade social menos hierárquico, refletindo mais de perto as aptidões individuais e as fronteiras entre as classes bastante pequenas. Como se pode perceber, o nível de desigualdade aumentou, por outro lado houve um relativo aumento na perspectiva de vida e bem estar social, com acesso a saúde e a dispositivos de previdência, principalmente durante a década de 50 e 60. No entanto a estrutura de poder e relações de autoridade torna-se difícil discernir mudanças significativas de ordens estruturais. Essas mudanças sociais ocorridas pode ser levadas em contas mais pelas mudanças estruturais da sociedade, do que como resultado de sucesso alcançados pelas pessoas ou por mobilidade individual. Ou seja, a transformação da sociedade industrial na sociedade da informação trouxe novos alentos estruturais e provocou uma certa mudança na pirâmide social. A educação pode ser encaixada como fator determinante para alcançar a Sociedade da Informação. A Educação tem um papel cada vez mais importante na formação da natureza e da estrutura da desigualdade social na sociedade moderna, mas isso não significa afirmar que seja um fenômeno novo para o estudo da natureza da desigualdade. Ela é uma variedade de competência culturais e aptidões. A educação sempre teve uma papel importante na determinação da desigualdade. Por exemplo a capacidade de ler e escrever na língua dominante de uma nação. O conhecimento das leis e dos procedimentos que regem as transações, como saber se o religioso influi na posição social de uma pessoa. Agora conhecer a tecnologia e saber analisar as informações cria um novo aspecto de determinação da desigualdade. Um aspecto importante da transformação da base da desigualdade social é o estabelecimento e garantia da cidadania, especialmente de um pacote de bem-estar social, do qual abaixo não se aceita que a pessoa venha cair. As sociedades avançadas estão se tornando cada vez mais "'sociedades da informação"', as perspectivas multidimensionais da desigualdade social, não captam apropriadamente as novas realidades sociais e econômicas. A maior parte das teorias sobre a desigualdade social é estreitamente relacionadas com o método de produção industrial, onde hoje se situa uma minoria de pessoas economicamente ativas. Cabe também ressaltar o papel primordial que a educação ocupa nessa sociedade moderna, onde o conhecimento torna-se fundamental para compreender o bombardeio de informações recebidas pelo indivíduos. II No século XVIII, com a Revolução Industrial, o capitalismo teve um grande desenvolvimento, dano origem as relações entre o capital e o trabalho, ficando bem claro a divisão entre as classes proprietárias e as classes trabalhadoras. Karl Marx desenvolveu um teoria sobre a noção de liberdade e igualdade do pensamento liberal, essa liberdade baseava-se na liberdade de comprar e vender. Outra muito criticada também foi a igualdade jurídica que baseava-se nas necessidades do capitalismo de apresentar todas as relações como fundadas em normas jurídicas. Como a relação patrão e empregado tinha que ser feita sobre os princípios do direito, e outras tantas relações também. Marx criticava o liberalismo porque só expressava os interesses de uma parte da sociedade. Segundo o próprio Marx a sociedade é um conjunto de atividades dos homens, ou ações humanas, e essas ações e que tornam a sociedade possível. Essas ações ajudam a organização social, e mostra que o homem se relaciona uns com os outros. Assim Marx considera as desigualdades sociais como produto de um conjunto de relações pautado na propriedade como um fato jurídico, e também político. O poder de dominação é que da origem a essas desigualdades. As desigualdades se originam, de uma forma sucinta, dessa relação contraditória, refletem na apropriação e dominação, dando origem a um sistema social, neste sistema uma classes produz e a outra domina os meios de produção. As classes sociais mostram as desigualdades da sociedade capitalista. Cada tipo de organização social estabelece as desigualdades, de privilégios e de desvantagens entre os indivíduos. As desigualdades são vistas como coisas absolutamente normais, como algo sem relação com produção no convívio na sociedade, mas analisando atentamente descobrimos que essas desigualdades para determinados indivíduos são adquiridos socialmente. As divisões em classes se da na forma que o indivíduo esta situado economicamente e socio-politicamente em sua sociedade. As classes sociais se inserem em um quadro antagônico, elas estão em constante luta, que nos mostra o caráter antagônico da sociedade capitalista, pois, normalmente, o patrão é rico e dá ordens ao seu proletariado, que em uma reação normal não gosta de recebe-las, principalmente quando as condições de trabalho e os salários são precários. Prova disso, são as greves e reivindicações que exigem melhorias para as condições de trabalho, mostrando a impossibilidade de se conciliar os interesses de classes . A predominância de uma classe sobre as demais, se funda também no quadro das práticas sociais pois as relações sociais capitalistas alicerçam a dominação econômica, cultural, ideológica, política, etc. A luta de classes perpassa, não só na esfera econômica com greves, etc, ma em todos os momentos da vida social. A greve é apenas um dos aspectos que evidenciam a luta. A luta social também está presente em movimentos artísticos como telenovelas, literatura, cinema, etc. O crescente estado de miséria, as disparidades sociais, a extrema concentração de renda, os salários baixos, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a marginalidade, a violência, etc, são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil. As desigualdades sociais não são acidentais, e sim produzidas por um conjunto de relações que abrangem as esferas da vida social. Na economia existem relações que levam a exploração do trabalho e a concentração da riqueza nas mão de poucos. Na política, a população é excluída das decisões governamentais. Até 1930, a produção brasileira era predominantemente agrária, que coexistia com o esquema agrário-exportado, sendo o Brasil exportador de matéria prima, as indústrias eram pouquíssimas, mesmo tendo ocorrido, neste período, um verdadeiro “surto industrial”. A industrialização no Brasil, a partir da década de 30, criou condições para a acumulação capitalista, evidenciado não só pela redefinição do papel estatal quanto a interferência na economia (onde ele passou a criar as condições para a industrialização) mas também pela implantação de indústrias voltadas para a produção de máquinas, equipamentos, etc. A política econômica, estando em prática, não se voltava para a criação, e sim para o desenvolvimento dos setores de produção, que economizam mão-de-obra. Resultado: desemprego. O subdesenvolvimento latino-americano tornou-se pauta de discussões na década de 50. As proposta que surgiram naquele momento tinham como pano de fundo o quadro de miséria e desigualdade social que precisava ser alterado. A Cepal (Comissão econômica para a América Latina, criada nessa década) acreditava que o aprofundamento industrial e algumas reformas sociais criariam condições econômicas para acabar com o subdesenvolvimento. Acreditava também que o aprofundamento da industrialização inverteria o quadro de pobreza da população. Uma de suas metas era criar meios de inserir esse contingente populacional no mercado consumidor. Contrapunha o desenvolvimento ao subdesenvolvimento e imaginava romper com este último por maio de industrialização e reformas sociais. Mas não foi isso o que realmente aconteceu, pois houve um predomínio de grandes grupos econômicos, um tipo de produção voltado para o atendimento de uma estrita faixa da população e o uso de máquinas que economizavam mão-de-obra. De fato, o Brasil conseguiu um maior grau de industrialização, mas o subdesenvolvimento não acabou, pois esse processo gerou uma acumulação das riquezas nas mãos da minoria, o que não resolveu os problemas sociais, e muito menos acabou com a pobreza. As desigualdades sociais são enormes, e os custos que a maioria da população tem de pagar são muito altos. Com isso a concentração da renda tornou-se extremamente perceptível, bastando apenas conversar com as pessoas nas ruas para nota-lá. Do ponto de vista político esse processo só favoreceu alguns setores, e não levou em conta os reais problemas da população brasileira: moradia, educação, saúde, etc. A pobreza do povo brasileiro aumentou assustadoramente, e a população pobre tornou-se mais miserável ainda. Quando se fala em desigualdades sociais e pobreza no Brasil, não se trata de centenas de pessoas, mas em milhões que vivem na pobreza absoluta. Essas pessoas sobrevivem apenas com 1/4 de salário mínimo no máximo! A pobreza absoluta apresenta-se maior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para se ter uma idéia, o Nordeste, em 1988, apresentava o maior índice (58,8%) ou seja, 23776300 pessoas viviam na pobreza absoluta. Em 1988, o IBGE detectou, através da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios, que 29,1% da população ativa do Brasil ganhava até l salário mínimo, e 23,7% recebia mensalmente de l a 2 salários mínimos. Pode-se concluir que 52,8% da população ativa recebe até 2 salários mínimos mensais. Com esses dados, fica evidente que a mais da metade da população brasileira não tem recursos para a sobrevivência básica. Além dessas pessoas, tem-se que recordar que o contingente de desempregados também é muito elevado no Brasil, que vivem em piores condições piores que as desses assalariados. As condições de miserabilidade da população estão ligadas aos péssimos salários pagos. Observou-se anteriormente que mais de 50% da população ativa brasileira ganha até 2 salários mínimos. Os índices apontados visam chamar a atenção sobre os indivíduos miseráveis no Brasil. Mas não existem somente pobres no Brasil, pois cerca de 4% da população é muito rica. O que prova a concentração maciça da renda nas mãos de poucas pessoas. Além dos elementos já apontados, é importante destacar que a reprodução do capital, o desenvolvimento de alguns setores e a pouca organização dos sindicatos para tentar reivindicar melhores salários, são pontos esclarecedores da geração de desigualdades. Quanto aos bens de consumo duráveis (carros, geladeiras, televisores, etc), são destinados a uma pequena parcela da população. A sofisticação desses produtos, prova o quanto o processo de industrialização beneficiou apenas uma pequena parcela da população. Geraldo Muller, no livro Introdução à economia mundial contemporânea, mostra como a concentração de capital, combinado com a miserabilidade, é responsável pelo surgimento de um novo bloco econômico, onde estão Brasil, México, Coréia do Sul, África do Sul, são os chamados “países subdesenvolvidos industrializados”, em que ocorre uma boa industrialização e um quadro do enormes problemas sociais. O setor informal é outro fator indicador de condições de reprodução capitalista no Brasil. Os camelôs, vendedores ambulantes, marreteiros, etc. Por marcos barbosa da silva http://www.monografias.brasilescola.com/sociologia/desequilibrio-social.htm

Projeto de Pesquisa

Monografias » Regras da ABNT » Projeto de Pesquisa A pesquisa começa com um problema que compensa ser investigado. Aparece em forma de problema de pesquisa, que constitui o tema a ser investigado. Dessa forma, o motivo da existência do projeto é a busca de solução para um determinado problema a ser resolvido. A pesquisa é importante para todas as áreas de conhecimento, pois a busca de conhecimentos pode resultar em transformações. Os problemas, os questionamentos, os por quês surgem na relação do homem com o mundo e com os outros homens e são esses que possibilita o homem conhecer, o refletir e o transformar sua realidade. O problema deve ser delimitado e formulado com clareza, precisão e objetividade. O tema e os demais elementos que compõem o projeto podem ser seqüenciados em etapas, essas levarão o pesquisador à solução almejada, se forem bem direcionadas. Por Marina Cabral da Silva http://www.monografias.brasilescola.com/regras-abnt/projeto-pesquisa.htm

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mobilidade sustentável, crise e reurbanização

Colaboração com artigo: Rosani Lidia Finger (geografia rede estadual) A tentativa em melhorar o trânsito da rua João Pessoas poderá ser ampliado de forma a agilizar o fluxo atual em horário de pique. O simples fato de criarem um “fura-fila” não é uma alternativa real e viável a médio e longo prazos. São preciso medidas mais agressivas de mobilidades em horário de pique atualmente prejudicadas, tanto pela falta de transporte coletivo e excesso de veículos individualizados. Essa mesma visão de mundo privada e individualista se observa nas calçadas, nas ruas estreitas ou pouco aproveitadas. Uma das propostas alternativas de agilizar o fluxo do trânsito, mesmo que paliativa, é a de se fazer a terceira via da rua João Pessoas desde a rotatória do Tômio até a mão única da mesma. E alternar de manhã, pois todos se dirigem para o Centro e a tarde se faz o fluxo contrário, conforme horários já conhecidos de pique. Propostas já colocadas em prática atualmente, foram pensadas para segurança, mas não para fluxo e agilidade da mobilidade. Outras necessidades: mais entradas para ônibus, as chamadas “baias”, e passarelas em locais de travessia de pedestre mais intensa. A falta de participação da sociedade civil e controle social fazem com que se decida em gabinetes por políticos que, por muitas vezes, não dominam técnicas necessárias ou autonomia para os técnicos agirem conforme as verdadeiras necessidades da mobilidade da cidade. Com o objetivo de construir uma agenda para a cidade, envolvendo a sociedade civil e Poder Público, desafios da mobilidade em Blumenau, a avaliação dos indicadores técnicos, a relação entre transporte e saúde e as propostas (vinculadas aos orçamentos municipais e estaduais), deve-se criar o Plano Municipal de Mobilidade e Transporte Sustentáveis. A falta de debate e abertura da questão são o que emperram as mudanças necessárias á mobilidade diante da realidade atual do trânsito, cada vez mais caótico. Para um futuro, deverão ser pensadas soluções ousadas, levando em conta a geologia do território, respeitando peculiaridades espaciais, onde as novas vias públicas, observando as altitudes, deverão ser construídas em curvas de níveis e com túneis. Neste debate e nova visão de flexibilização do território, busca-se a garantia de mobilidade espacial, rompendo com histórica ocupação privada do território, onde o espaço público é ocupado pelo privado. Mobilidade em crise e reurbanização insustentável Osni Valfredo Wagner 09 de junho de 2010 A necessidade capitalista em realização do consumismo mesmo que não seja essa a ‘solução’ do sistema, mas. Apenas um produto que gera capital ‘circulação rápida e barato’ pois sua necessidade é gerar capital para reinvestimento. Essa capacidade de inserir as coisas em sua lógica de lucro, a mobilidade urbana está em um estágio de demanda expansiva que é inerente ao uso e consumo de deslocamento intensivo de um ponto fixo para outro. O transporte coletivo precisa de uma nova configuração em qualidade, e quantidade, a baixo custo, essa nova formatação em substituição ao serviço precário, lotações verdadeiros amontoados em situação degradante insalubre a preço caro. Se o mercado necessita de qualificação e barata, mesmo que os de baixo necessitam de salários e por isso precisam trabalhar, automaticamente devemos pensar em ter essa lógica para os trabalhadores do transporte público. A lógica atual é da mercearia que vende lingüiça feita em casa, como ninguém mais produz lingüiça o comerciante vende ao preço que quer. Não é que a carne tenha aumentado de preço, mas sou o único que vende, até tem mais três colegas que fazem o mesmo, como bebemos a mesma cerveja artesanal de comerciantes com a mesma lógica, entre outros que sempre de maneira espontânea vivemos nesse local e sempre deu certo. Então esse negócio de planejar não é bom para os que controlam essa atividade e os arranjos em torno dessa atividade foram regulamentadas, não pensando nos usuários mas sim no lucro monopolistas. Não se está garantindo essa mobilidade por um preço barato, a questão é que o custo ainda é menor aos que tem seus próprios veículos próprios, familiar, micro empresa; do que o consumo da mobilidade pública propriamente dita. Não foi sempre assim essas ruas eram picadas em torno dos ribeirões, as canoas eram as primeiras locomoções, cavalo, carroças, trem e automóvel. Até chegar a essa hegemonia do pós guerra, os anos de 1950 um modelo de combustível fóssil. A aceleração que a máquina a vapor provocou pode-se observar pela quantidade de árvores de madeira nobre que foram extraídas no Vale do Itajaí, recurso natural que fora acumulado em mãos de poucos que utilizaram em beneficio próprio e enriquecimento familiar, privado. Esse patrimonialismo privado dentro do Estatal centraliza o poder e impede o próprio capitalismo em se locomover e se realizar. Que capitalismo que ganha com o modelo de circulação atual¿ Outra questão são as demandas populares de trabalhadores que além de serem explorados em sua força de mão de obra, estão sujeitos a um modelo de circulação classista e com mecanismos de exclusão ao acesso a mobilidade. Pesar espaços fixos com edifícios garagem é mais um produto do capital se realizar, uma coisa é o interesse e ou desejo do capital que visa lucrar com o aluguel desse espaço fixo com finalidade definida se for o caso. Outra é o interesse do governo em manter e ampliar a cobrança de pedágio para estacionar em locais públicos. O interesse dos comerciantes também está em jogo nessa configuração e a que pode vir a ser aplicada nas próximas iniciativas de investimentos na mobilidade urbana na cidade. O corte de árvores na cidade acelera a cada momento histórico, no rural se tem atividade agrícola, com a urbanização, meio a rurubanização se verifica loteamentos em pastagens, desmatamento de florestas em locais com necessidade de altos investimentos comparado ao custo de um apartamento. O que faz com que as pessoas manterem-se nesses locais de risco, mesmo com custos altos, é a identidade com o local, herança de outras gerações. Meio a tradição e costume de morar nestes locais. Quem ganha e quem perdem com as mudanças no fluxo urbano¿ nesse interesse do capital me faz pensar que vai sobrar para o lado mais fraco, quem trabalha e se desloca de casa e precisa de transporte coletivo. Esses últimos é que necessitam de espaço humanizado dificilmente terão por que não dá lucro espaços de mobilidade sustentáveis de fluxo indivíduos que não tem como pagar pelo custo extra da qualidade. O que pode acontecer é que a cidade invista com capital Estatal em locais centrais como em Blumenau para o turismo e de lambuja os habitantes locais recebam uma cidade reorganizada. Essa reterritorialização da Beira Rio para aplicação da “cancha” e fluxo por mais uma via é algo que vem de cima do Ministério da Cidade, Governos: Federal e do Estado onde o município fica com a parte de coordenação, licitando e ou contratando empresa escutadora da obra. Quem se beneficia diretamente são os investidores em atividades terciárias de comércio em geral, em conjuntos de lojas das mais variadas que se pode imaginar. Propiciando aos consumidores em potencial no Vale do Itajaí quase meio milhão de habitantes. Bibliografia: HARVEY, David a PRODUÇÃO CAPITALISTA DO ESPAÇO, David Harvey, São Paulo: Annblume, 2005. http://www.folhadeblumenau.com.br/site/noticia.php?noticia=9509&url=noticia.php?noticia=9509 Mobilidade sustentável Matéria publicada na edição 388, no dia 21-05-2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ENQUETE DO DIAP PARA PRESIDENTE.

Dentre os presidenciáveis, qual a melhor opção para os trabalhadores e o movimento sindical? A enquete promovida pelo DIAP até o momento PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO pré-candidato do PSOL está com a maioria dos votos. Confira; http://www.diap.org.br/ Dentre os presidenciáveis, qual a melhor opção para os trabalhadores e o movimento sindical? Plínio de Arruda Sampaio (PSol) 1016 51.4% Dilma Rousseff (PT) 482 24.4% Marina Silva (PV) 279 14.1% José Serra (PSDB) 101 5.1% Nenhuma das opções 76 3.8% Número de Votos : 1976 Primeiro Voto : Qui, 22 de Abril de 2010 10:22 Último Voto : Qua, 19 de Maio de 2010 12:48 PLINIO com Lula 1988 Plínio Governador São Paulo Fontes: http://www.cm-castanheiradepera.pt/ocastanheirense/1780/cantinho_brasileiro_ficheiros/image040.jpg http://www.diap.org.br/

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pré - Projete EEBHD

E.E.B Hercílio Dekke Disciplina: Sociologia Professor: Osni Valfredo Wagner Aluno: Luis Fernando Massaneiro Série : 1°3 Pré-projeto Racismo Justificativa. Universalizar o racismo significa reduzir as diferenças a um equivalente geral,um mesmo valor.É a universalização racionalista do conceito de homem que inaugura no século XIX,o racismo doutrinário,com as teorias de Gobineau e Lombroso.Até então,as raças ou as etnias podem ter sempre alimentado ódios ou desconfianças mútuas,mas nunca sob alegações científicas,sob o critério de uma razão universal.A palavra racismo é fruto do século XIX,conseqüência de um conceito de cultura fundado na visão indiferenciada do humano. (Muniz Sodré, página 137,2004) Temos o direito de ser iguais,sempre que a diferença nos inferioriza,temos o direito de ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracteriza (Boaventura De Souza Santos , página 136) O racismo é um ato muitas vezes feito através de palavras ou gestos feito por algo ou alguém afim de atingir a pessoa muitas vezes no sentimento dessa pessoa.Ela é discriminada pela raça ou etnia que ela pertence e também o preconceito é um desses atos que certas pessoas fazem. Objetivo Geral O racismo pra quem não sabe é a superioridade de algumas raças em relação a outras.O racismo hoje se manifesta ainda de forma aberta ou em formas elaboradas. Objetivo Específico 1- Discriminar alguém através de ações ou atos. 2- Preconceito com algo ou com uma sociedade. 3- Racismo produz o ódio entre grupos e pessoas de quem sofrem. 4- O maior racista é o próprio discriminado ou o preconceituoso. Metodologia Estudo bibliográfico. OLIVEIRA, Luiz Fernandes de,1968 Sociologia para jovens do século XXI/ Luiz Fernandes de Oliveira,Ricardo César Rocha da Costa, Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2007.

Metodologia e Técnicas de Pesquisa

ALEF - PESQUISAS DE INTERVENÇÃO Assim surgiu uma pesquisa que é, na verdade, um projeto de intervenção. Teoricamente embasada, criteriosamente planejada, essa pesquisa volta-se para uma situação concreta buscando resolve-la. Com essa mesma finalidade e proposta, existe outra alternativa, que é pesquisa-ação, desenvolvida principalmente por Michel Thiollent. É o próprio autor que assim define o modelo proposto: É um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou resolução de um problema coletivo e no quais os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Ao contrário das propostas que buscam isenção e objetividade do pesquisador, a pesquisa-ação pressupõe o engajamento do cientista social na causa que deseja estudar. Como exemplo dessa postura podemos lembrar, nos anos 1970, das pesquisas educacionais que buscavam alfabetizar adultos e, ao mesmo tempo, testar novos princípios e procedimentos pedagógicos. TIAGO -CRITERIOS DE ESCOLHA PESQUISAS QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS Além do controle dos métodos e técnicas, o papel da metodologia consiste em orientar o pesquisador na estrutura da pesquisa: com que tipo de raciocínio trabalhar? Qual é o papel das hipóteses? Como chegar a uma certeza maior na elaboração dos resultados e interpretações? Essas são algumas questões controvertidas que abordaremos. Há ainda outro motivo para que um pesquisador opte pelos procedimentos quantitativos e estatísticos: são os recursos humanos e financeiros. As pesquisas qualitativas exigem deslocamentos, registros e um grupo maior de pessoas. O conhecimento e o uso desses recursos impedem a generalização apressada dos dados de uma pesquisa. Escalas e mensurações populacionais também são técnicas que ajudam em muito o sociólogo, ao calcular, por exemplo, o numero de pessoas presentes em uma manifestação publica. WALTER - O SUCESSO DE PESQUISA Tem-se desenvolvido muito no mundo contemporâneo a pratica da pesquisa. O desenvolvimento do marketing, a necessidade cada vez maior de planejamento empresarial, o ritmo alucinante das mudanças sociais e a fragmentação da sociedade impedem cada vez mais generalizações apresadas. Assim, cresce o numero de pesquisas e o sucesso das atividades que nelas se baseiam. Entretanto, o sucesso e a confiança de uma pesquisa dependem de inúmeros fatores: embasamento teórico, elaboração de hipófises cuidadosas, escolha de indicadores adequados, opção por técnicas compatíveis com a relação que se quer avaliar ou medir. Resultam também de uma orientação bibliográfica atualizada e confiável, do treinamento da equipe de pesquisadores, de uma fiscalização eficiente sobre cada procedimento e, naturalmente, da adoção de uma conduta ética responsável. MAICON - NOVOS RECURSOS Antes de encerramos este capitulo é preciso abrir espaço para algumas considerações a respeito do uso do computador em pesquisas sociais. Afinal, quase todos os cientistas têm feito uso cada vez mais abrangente das novas tecnologias em seus trabalhos. E seu uso, efetivamente, tem significado um apoio indiscutível para a produção de textos e bancos de dados. O uso da rede de computadores para envio de questionários e roteiro de entrevistas, bem como de relatório, também tem agilizado as pesquisas: o tempo tem sido mais bem aproveitado e o custo reduzido. Existem pesquisas bem-sucedidas que desvendaram relações significativas entre esses campos do texto e outras variáveis acerca do corpos pesquisado. Isso porque o cruzamento de informações, que exigia muito tempo, hoje é conseguido de forma imediata como auxilio de um programa. O uso da informática potencializada os dados de uma pesquisa, além de criar formas adequadas de armazenamento. Até mesmo os programas que se propõem ao gerenciamento de pesquisas qualitativas devem ser examinados. E.E.B Hercílio Deeke Disciplina:Sociologia Professor:Osni Valfredo Wagner Nomes: Ana Pabla ,Caroline Martins , Fabiane Ochner , Lisete Spaniol , Rosilaini Neumann , Paulo H. A realidade e os métodos de observação Introdução (Ana pabla) A sistematização da sociologia como campo do conhecimento se deu no séc. XIX, após um longo período em que a filosofia e, depois, a própria ciência procuraram desvendar as relações entre o homem e o meio social. Conceber o comportamento humano como decorrente de leis próprias à vida em sociedade e não da vontade divina ou das características pessoais dos agentes em questão, como até então se fazia, representou uma profunda ruptura nas formas de interpretação da sociedade Até esse momento em que se constitui o pensamento sociológico, tinham pleno sucesso as interpretações míticas e transcendentais que viam nos fenômenos sociais e nas calamidades públicas formas de castigo divino. Na idade Média, também, pela importância do pensamento religioso, as pestes foram igualmente atribuídas aos pecados humanos, assim como se considerava bruxas ou possuídas pelo demônio as mulheres rebeldes ao patriarcalismo da época. E a filosofia – cujos resultados satisfatórios no estudo da natureza da sociedade e da propensão do homem para a vida social foram reconhecidos por Aristóteles – mostrava dificuldades na identificação daquilo que constituía, essencialmente, o social. Foi, portanto uma difícil gestação a emergência do pensamento sociológico e a compreensão de que a vida social tem características próprias, que se expressam por certa regularidade dos fatos sociais. A emergência e a sistematização do pensamento sociológico constituíram um processo de lenta gestação. A emergência dessa compreensão cientifica da realidade social rompeu com as antigas formas de se pensar a sociedade, obrigando-nos a estudá-la em suas bases materiais – percurso histórico, meio geográfico, movimentos populacionais recursos materiais, regras sociais, crenças, regimes políticos, legislações.Ao lado disso,fez-nos aceitar como principio que a vida social não resulta da soma dos indivíduos que a compõem. Desenvolver esse tipo de pensamento, todavia, implicada o desenvolvimento de procedimentos adequados, por meio dos quais os elementos da vida social se tornavam acessíveis e inteligíveis. Com o intuito de entender essa idéia, podemos fazer uso de uma metáfora: para saber o gosto de um bolo cujo os ingredientes estão bem misturados não preciso comer mais do que um pedaço, pois todos os demais pedaços terão o mesmo gosto. Chamamos de CORPUS de uma pesquisa exatamente o tamanho do “pedaço” de uma realidade que resolvemos investigar e que julgamos representativo dela. Essas descobertas só se tornaram possíveis quando os problemas enfrentados pela Europa no século XIX se tornaram tão grave – êxodo rural pobreza nas cidades, greves e revoluções – que as interpretações míticas, filosóficas ou de senso como perdera sua eficácia. A partir dessa nova concepção da realidade social, a intervenção na sociedade tornou-se mais racional e planejada, de acordo com as exigências do desenvolvimento do racionalismo, do capitalismo industrial e do colonialismo. O pesquisador dispõe hoje de inúmeros recursos e técnicas que podem ser utilizados, desenvolvidos ao longo desses quase duzentos anos de pesquisa cientifica da realidade social. Não é raro,também, que se utilize numa mesma pesquisa mais de uma técnica ou fonte de informação e diferentes tipos de analise e interpretação.Não podemos esquecer que toda pesquisa é um processo, ele próprio também social e , portanto, condicionado a situação que lhe deu origem e as condições sociais as quais se realiza. Modos de ver (Caroline) Ouve-se falar muito em olho treinado ou em aprender a ver, mais essa fraseologia pode ser enganosa se esconde o fato de que o que podemos aprender é a discriminar, e não a ver. O historiador da arte E. H. Gombrich afirma nesse trecho que o nosso olhar não vê a realidade à nossa volta em sua essência, mas distingue nessa mesma realidade aquelas manifestações cuja apreenção e definição nos são dados pela cultura. É assim que organizamos os dados sensíveis da realidade de maneira a ser possível reconhecê-la em certos elementos significativos. O cientista elabora um conjunto de idéias que serve para organizar a realidade cotidiana, distinguindo, discriminando séries de fatos observáveis. O cientista cria uma metodologia, um conjunto de princípios e regras capazes de distinguir na realidade complexa, manifestações e comportamentos diversos, a fim de compará-los, analisá-los,avaliá-los. O desenvolvimento da metodologia científica na sociologia, ou seja, a elaboração de técnicas de pesquisa, vem crescendo na mesma proporção em que frutificam as formulações teóricas. Seu ritmo se acelera à medida que as proporções metodológicas se comprovam, ou seja , mostram-se válidas quanto à sua capacidade de explicar os acontecimentos sociais, prevê-los e intervir na sociedade. Outros fatores que estimulam seu desenvolvimento são a própria racionalidade da vida social moderna, a necessidade premente de planejamento em qualquer âmbito da atividade humana e a forma aguda com que os problemas sociais se apresentam ao cientista. Indicadores (Caroline) Dissemos que a metodologia cientifica utilizada em determinada pesquisa é aquela que ensina o cientista a “ver” a realidade, isto é, a nela distinguir determinados acontecimentos e as relações existentes entre eles. Isso se torna especialmente importante pois na pesquisa social o objeto de estudo não é um organismo ou um ser, nem um fenômeno absolutamente circunscrito, mas certo aspecto da realidade na qual estamos inseridos, ou seja , uma certa maneira de ser social da própria vida. Em sentido figurado, podemos dizer que os conceitos são as “ferramentas” de trabalho , como o binóculo ou a bússola, em quanto as técnicas de pesquisa são as instruções para o uso correto desse instrumento.Existe , uma relação direta entre os conceitos e o modo de abordar a realidade . Uma metodologia incorreta provoca distorções semelhantes às de um binóculo mal-ajustado. Para observar os conceitos que quer analisar ou comprovar, o cientista social deverá se valer de indicadores ( elementos empiricamente perceptíveis nos quais os conceitos se traduzem). É ele que, direcionado por seus interesses e inquietações e por um conjunto de pressupostos teóricos, elege determinados recortes da realidade capazes de indicar certo aspecto do seu objeto de estudo. O papel da teoria é fundamental para a conceituação e escolha dos indicadores,pois é ela que recorta a realidade, configura os limites do que deverá ser estudado e estabelece as possibilidades de generalização da pesquisa . Assim, a ascensão social, dada como exemplo de um objeto de pesquisa social, poderá ser traduzir por indicadores diferentes, dependendo dos aportes teóricos do sociólogo. Os procedimentos empíricos que permitem ao sociólogo obter os indicadores a partir dos quais tecerá suas análises constituem o que chamamos de “pesquisa de campo” e que significa o deslocamento do cientista do seu escritório para o espaço do fenômeno que quer estudar. Indicadores Quantitativos (Paulo) Um dos métodos de observação à sociedade mais eficaz em questão de praticidade, precisão e rapidez é o indicador quantitativo. Nos primórdios da sociologia, os cientistas julgavam que o envolvimento do cientista com o objeto de estudo poderia comprometer a realidade de suas análises, portanto, o sociólogo procurava se distanciar do objeto estudado, era difícil mas valia a pena, pois a pesquisa era bem mais valorizada . Mas atualmente considera-se que o envolvimento do investigador com o objeto de investigação possa ser conveniente, permitindo economizar etapas de pesquisa. Observação ( Rosilaini) Dá- se o nome de observação à técnica de pesquisa em que o cientista, guiado por uma metodologia, por conceitos e indicadores correspondentes, coleta,seleciona e ordena dados da realidade a fim de tentar explicar sua gênese e suas características. É tão importante na ciência sociais como nas demais ciências. As primeira investigações desse tipo foram os relatos de viajantes europeus que se dispunham a conhecer outros continentes. Embora valiosos, resultavam de observação espontânea e informal . A escola funcionalista foi a que mais chamou a atenção para a necessidade de observação sistemática, de realização de amplos estudos empíricos com base em dados obtidos diretamente pelo investigador, numa relação direta prolongada e orientada com o objeto de estudo. Observar não significa simplesmente “olhar”, mas discriminar e discernir. Significa separar, em meio à complexa vida social, aquilo que é circunstancial e periférico daquilo que é essencial e diz respeito ao problema investigado. Podemos distinguir três fases no processo de observação. A primeira é aquela em que o cientista, de posse de seus indicadores, reúne uma massa de dados considerados importantes (brutos). A segunda fase é a da codificação, os dados são compilados e classificados. Em uma terceira fase, a da tabulação, os dados são dispostos segundo sua significância. Observação em massa (Rosilaini) A observação pode limitar-se a um único evento, quando a intenção do investigador é estudar um festejo ou qualquer acontecimento individualizado, ou pode estender-se a um grande número de eventos ou pessoas e a casos observados por diversos pesquisadores, focalizando um tema constante na vida cotidiana. Quando se observa o comportamento de uma grande população em relação a um conjunto determinado de fatos, está se praticando um método da observação em massa. A observação em massa foi muito utilizada na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial, quando os cientistas sentiram a necessidade de estudar as reações populares diante da situação de guerra. A primeira observação em massa levada a efeito foi em 12 de maio de 1937, na Inglaterra, durante de Jorge VI , quando centenas de observadores relataram o que viram e ouviram, enviando seus relatórios a sociólogos e antropólogos. As observações em massa prosseguiram durante toda a guerra, inclusive no outono de 1940 , período dos pesados bombardeios aéreos alemães, que provocaram alterações profundas no modo de vida da população inglesa. Tanto as pesquisas de marketing como as de comportamento político procuram desenvolver esse método de observação, a fim de atingir o maior número de pessoas e de informações. As pesquisas atuais contam com todo avanço tecnológico para os processos de codificação e tabulação de dados. A observação direta da realidade é instrumento imprescindível para qualquer pesquisa social, e seu método varia de acordo com o problema investigado.O cientista depara com acontecimentos únicos , cuja observação não poderá ser repetida, mas isso não porá em risco suas analises se a observação for feita de maneira rigorosa e metódica, relacionando os fatos particulares aos aspectos mais gerais da realidade social investigada. Observação participante (Paulo) Foi criada pela antropologia e principalmente pela escola funcionalista. Como diz o próprio nome, na observação participante o investigador “participa” do objeto estudado, e é isso que à difere dos métodos de observação comuns. A aplicação desse método tem levado inúmeros cientistas a adotar estilos de vida da comunidade a ser estudada. Observação controlada e observação participante (Fabiane) Os sociólogos dividiram suas técnicas em: Observação à distância, observação repetida e , mais tarde, sob influencia do desenvolvimento da pesquisa antropológica, observação participante. Com o intuito de observar a organização de operários numa fábrica, por exemplo, os pesquisadores passavam a trabalhar na fábrica, podendo assim observar de perto e também de dentro essa realidade. Uma forma de controle dos desvios inerentes à técnica de observação é repeti-la, fazendo variar os horários e as condições do fenômeno que se quer observar. Temos nesse caso a possibilidade de distinguir o que é essencial e o que é circunstancial nos acontecimentos observados. Há, ainda para garantir maior objetividade aos métodos de observação, a estratégia de observação comparada de grupos de controle. Nesse caso, estaremos fazendo variar não só as condições que envolvem um acontecimento,como também o tipo de acontecimento. Em qualquer modelo de observação, um elemento indispensável é o registro sistemático dos dados observados.Por mais que se sustente a regularidade dos fenômenos sociais, estaremos observando situações únicas.Os registros garantirão uma sistematização daquilo que observamos e a armazenagem de elementos importantes dessa observação. Observando documentos e registros (Fabiane) Com o desenvolvimento de novas tecnologias de registro, gravação e reprodução, multiplicaram-se na sociedade as formas de acesso aos dados sobre acontecimentos importantes da vida social. Fotografias, filmes e vídeos trazem aos sociólogos as mais diversas informações sobre fenômenos sociais. A utilização desses registros exigiu também inúmeros estudos, na medida em que cada uma dessas técnicas constituem também linguagem e carrega em si formas diferentes de interpretação dos fatos, expressas nesse documentos. O uso desses documentos possibilita também melhores alternativas para as reconstituições de épocas. Além disso, a necessidade de garantir objetividade no uso de fotografias e filmes na pesquisa social propiciou o desenvolvimento de estudos profundos sobre a linguagem dos meios de comunicação da arte. Registrando a observação (Fabiane) O registro daquilo que se observa é essencial para garantir o melhor uso possível dos dados observados. Ao descrever de maneira precisa aquilo que observamos, estamos possibilitando que as analises sejam feitas em um segundo momento, após a experiência da observação. O registro garante maior perenidade as observações e a possibilidade de comparação futura com as novas informações. Também chamamos de “diários de campo”, esses registros servem para múltiplas funções: descrição e organização mental daquilo que se observa, elaboração de analises criticas e o registro da metodologia de trabalho. Muito útil é o registro de desenhos, esquemas e mapas, que auxiliam na reconstituição dos fatos. As novas tecnologias tem ampliado os meios de acesso a dados sobre diversos acontecimentos. Não podemos esquecer que esses mesmos meios de gravação e reprodução têm sido utilizados nos registros científicos de acontecimentos. Cada vez mais o sociólogo utiliza a fotografia e o vídeo, além do gravador, no registro dos fatos observados. As mesmas informações que o sociólogo deve considerar no uso de registros feitos por terceiros devem estar presentes em suas próprias gravações. Como se pode perceber, observar é uma estratégia importantíssima, rica e , como muitas outras deve estar cercada de rigor e método. Entretanto por mais fidedignas que sejam as técnicas não podemos esquecer que os resultados de uma pesquisa têm a magnitude das questões e das analises propostas pelos cientistas. Roger Bastide e a pesca de Xareu (Lisete) Roger Bastide põem em destaque a mística, pelo menos as atividades religiosas paralelamente aos trabalhos da pesca e em função desta, vez que o comportamento religioso surge na medida em que o pescador necessita de amparo, digamos divino para o bom desempenho de suas tarefas. Educação a distância – entre o entusiasmo e a critica (Lisete) A autora estabeleceu uma relação entre tecnologia, linguagem e educação. Se como um inseto pequeno pode ser observado a distancia , com suas características aumentadas pelo zoom da (tela) câmera, em segurança e em uma perspectiva jamais conseguida ao vivo. Técnicas e instrumentos de observação (Lisete) O conhecimento cientifico da realidade global de seus aspectos particulares, se compõem de fenômenos e relações entre fenômenos que se dão livremente, mas que obedecem a uma necessidade,tais outros tem de ocorrer, necessariamente, ou há uma probabilidade de que venham a ocorrer.Os fenômenos estudados pela sociologia sucedem no espaço ou no tempo, por obediência e relações determinadas. Identificar esses fenômenos é explicar essa realidade, conhecer cientificamente essa realidade. A observação humana, que é sempre uma adequação entre o sujeito observador e o objeto observado. O observador da realidade social é um ser social e a sua observação estará sempre condicionada pela localização espacial e temporal. O objeto observado não se apresenta ao observador como se apresentam os objetos das ciências naturais, com propriedades físicas. Apresenta-se através da criação da existência e da transformação de grupos, relações, comportamentos, instituições de valores, idéias , reações pessoais e etc. A relação sujeito – objeto além de estar condicionada pelas características de um e de outro apresenta características próprias: seletividade e limitações. A observação é seletiva, algumas características são observadas outras não, dependendo do observador e das relações entre ambos os fenômenos. Referência Bibliográfica: COSTA, Maria Cristina Castilho Sociologia: introdução à ciência da sociedade, Ed.: Moderna, SP p. 332 a 383, 2005.

domingo, 16 de maio de 2010

Entrevista com Plínio no Portal Terra

Entrevista com Plínio no Portal Terra Dilma, Marina e Serra não têm nada de esquerda, diz Plínio Leia a entrevista: Terra – O que motivou o senhor a ingressar na carreira política? Plínio de Arruda Sampaio – Sou de uma família de gente política. A vida inteira se discutiu sobre isso na minha casa. As primeiras prosas de política que eu ouvi foram no colo do meu pai. Meu avô foi deputado, então, sempre fui criado com essa preocupação. Depois, fui militante da Juventude Universitária Católica e o nosso envolvimento social era enorme. E preocupação social é política. Terra – O senhor foi exilado durante a ditadura militar e a pré-candidata petista, Dilma Rousseff, também foi vítima do regime e o combateu de outra forma, com a luta armada. O que o senhor acha desta forma de resistência e o que acha das críticas feitas à ex-ministra por conta disso? Plínio de Arruda Sampaio – Tenho o maior respeito pela coragem desses moços e pela dedicação deles. Na época foi uma grande dúvida para a minha consciência. Eu estava exilado com a minha esposa e meus cinco filhos. Eu me perguntava se eu deveria estar aqui ou lá. Mas minha avaliação política é de que foi um erro. Tanto é que depois fizeram uma autocrítica e voltaram à vida institucional, porque daquela forma não tinha a menor condição política de vencermos a ditadura. Terra – O que o senhor acha da Lei da Anistia? Plínio de Arruda Sampaio – A lei é política, diz respeito aos delitos políticos. A tortura não é um delito político, mas um crime comum. Cruel. Portanto, não pode ser abrangido pelo conceito de anistia. Terra – O senhor é a favor da legalização ou descriminalização das drogas? Plínio de Arruda Sampaio – Estamos estudando isso no meu partido porque eu não tenho uma opinião formada. Chamei vários especialistas em psicologia e medicina, por exemplo. Estou esperando esse grupo me dar uma ideia para eu tomar uma posição clara. Reconheço que se usa o pretexto da droga para criminalizar a população jovem pobre. Se houver uma maneira de evitar que a legalidade da droga seja um fator que ajude a expansão da criminalidade, evidentemente serei favorável. Terra – Dilma e Serra se manifestaram sobre a questão do aborto porque a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que apoiaria o candidato favorável à vida. O senhor é favorável à legalização do aborto? Plínio de Arruda Sampaio – Serra fugiu da questão e passou o problema adiante. Dilma voltou para trás. Marina diz que é uma questão que é, mas não é, se fosse, seria ótimo, mas como ela não é, é ótimo também. Eu discordo da opinião da CNBB, que é uma opinião muito rígida, muito fechada. E eu sou cristão, católico apostólico romano e me confesso frequentemente. Exatamente por eu ser católico que sou contra. Do ponto de vista da administração pública, sou favorável. Não posso, numa sociedade pluralista impor uma convicção religiosa minha a ninguém. Essa é uma questão social. Milhares de moças perdem a vida ou se machucam por causa da ilegalidade. A minha proposta é legalizar o aborto. Não é a descriminalização, é mais, é a legalização com procedimentos que assegurem que aquela moça, diante deste dilema, não tenha decisões forçadas, nem para um lado, nem para o outro. Ninguém defende mais o filho do que a mãe. Terra – O senhor acredita que pode vencer ou é, desde já, uma candidatura de propaganda política do partido? Plínio de Arruda Sampaio – Antes de mais nada, é uma candidatura para dizer o que nem Marina, nem Dilma, nem Serra estão dizendo sobre o aborto, sobre a reforma agrária, sobre todas as questões do País. Porque ninguém diz nada. Quando você diz, tem gente contrária e a favor. Por exemplo, o que eu disse agora sobre o aborto. Eu devo ter perdido milhões de votos dos fundamentalistas que não aceitam o aborto de jeito nenhum. Eu falo, paciência. A candidatura é para dizer que a política tem que ser o jogo da verdade. Não pode continuar a ser o jogo da mistificação. Esse é o intuito real da candidatura. Eu quero vencer? Claro. Tenho condições? Não sei. Aparentemente não, porque tenho pouquíssimos recursos, não sou uma pessoa que esteja na mídia todos os dias, ao contrário. Minha candidatura é para afirmar uma alternativa totalmente diferente para o País, para mostrar a impossibilidade de resolver os problemas do Brasil dentro do capitalismo e para apontar a um socialismo democrático. Terra – O que faria um eleitor votar no senhor e não em Marina Silva, tendo em vista que ambos se colocam como uma alternativa à polarização PT-PSDB? Plínio de Arruda Sampaio – Marina polariza e não polariza. Se polarizasse, não polarizaria. Se polarizando, não vai polarizar. Assim, ela não se traduz nunca. Ela é a mesma coisa que os outros dois. Ela não se propõe a ser socialista. É assim: ou você é capitalista e do campo da ordem, ou você é anti-capitalista e do campo da ruptura democrática, revolucionária. Terra – Em algumas pesquisas de intenção de voto, o nome do senhor sequer apareceu no questionário. Como lida com isso? Plínio de Arruda Sampaio – Mal, muito mal. Fico irritadíssimo e absolutamente indignado. Eu sou um homem público há 60 anos, não sou um arrivista que veio brincar de ser candidato. Já fui candidato a governador do estado de São Paulo por duas vezes, fui deputado federal três vezes, fui um homem cassado pelo regime militar. É um desrespeito com a minha pessoa e, sobretudo, um desrespeito ao meu eleitor. Porque eu tenho eleitores. Posso não ter para ganhar, mas tenho e eles têm o direito de saber. Terra – O que o senhor acha do projeto ficha limpa? Ter a ficha limpa não deveria ser um pressuposto do homem público? Plínio de Arruda Sampaio – Acho que não deveria ser necessário. A Constituição diz que é preciso ter uma reputação ilibada. Mas eu acho que é uma prevenção razoável. Não creio que seja um instrumento final para evitar o sem vergonha malando na política. Isto só virá com a consciência política. Mas já ajuda. Terra – O que o senhor acha do financiamento público de campanha? O partido do senhor é socialista, contudo nas eleições de 2008 aceitou financiamento privado de uma grande empresa no Rio Grande do Sul… Plínio de Arruda Sampaio – Não entra um tostão de empresa na minha campanha. Vetadíssimo! Aceitaremos contribuições particulares, pessoas que doem R$10, R$15, ou R$20… In-di-vi-du-al-men-te. Eventualmente se um empresário, enquanto pessoa, quiser me dar uma colaboração módica, pode dar. Tudo público. Durante a Constituinte, eu fiz um projeto de financiamento de campanha. Terra – Como o senhor avalia as coligações que estão sendo feitas pelo Psol? Os partidos de maneira geral tem se aliado com diversas siglas que em outra ocasião eram completamente distantes. Plínio de Arruda Sampaio – Porque não são partidos, mas condomínios de caciques políticos. Os partidos da ordem não são partidos, mas condomínios que abrigam lideranças pessoais. Cada cacique tem o seu partido e eles fazem as mais variadas alianças. Pode se fazer alianças amplas. O Stálin (URSS) se aliou a Churchill (Inglaterra). Nem um achou que o outro virou comunista, nem o contrário. Quando se tem um objetivo comum, pode aliar com outros partidos. No caso dessas eleições, não temos objetivo em comum com nenhum partido que não seja de esquerda. Então, só nos aliamos com PCB e PSTU. E isso vai valer para todos os Estados. (Caso a eleição vá para o segundo turno, o Psol defenderá o voto nulo). Terra – Se as chances do senhor aumentarem, o senhor pensa em fazer uma Carta aos Brasileiros, como fez Lula em 2002? Plínio de Arruda Sampaio – Farei, mas de teor completamente diferente. Seria a carta que ele deveria ter feito, porque se comprometeu, e não fez. Terra – O senhor guarda algum tipo de mágoa em relação ao PT? Plínio de Arruda Sampaio – Não. Guardo uma grande tristeza. A tristeza de uma tragédia. O PT é o primeiro partido que o povo resolveu construir. O PT polarizou a luta entre as duas classes básicas pela primeira vez na história do Brasil. E a maioria dos petistas é gente ótima. Gente de uma enorme responsabilidade social. O que houve foi um desvio de cúpula. A cúpula do PT se perverteu. Terra – Foi isso que motivou a saída do senhor? Plínio de Arruda Sampaio – Foi… Eu lutei lá. Eu percebi a mudança do PT. Em 1994, um pouco. Em 1998, claramente. Tive uma longa conversa com Lula em que eu expliquei isso e mostrei a ele a necessidade de ser candidato com o programa do partido, mesmo que ele não se elegesse. Mas o PT preferiu o outro caminho, o do poder. Com isso fui ficando numa posição de escanteio, mas permaneci no partido e decidi disputar a presidência da legenda. Naquela campanha eu percebi que era impossível combater o grupo que estava no poder porque eles montaram uma máquina eleitoral imbatível. A democracia é a promessa da rotatividade no poder. Se sou minoria, continuo porque sei que dá pra convencer as pessoas do outro lado e na próxima tentar ser eleito. Quando isso se torna impossível, eu estou lá só legitimando o processo. Assim, resolvi sair. Mas com tristeza. Eu não sai do PT, o PT é que saiu de mim. Eu comecei socialista, o PT também. Eu continuei socialista e o PT deixou de ser socialista. Terra – O ex-governador de São Paulo tem dito que defende uma “reforma agrária pra valer”. O senhor defende uma reforma agrária em quais moldes? Plínio de Arruda Sampaio – Primeiro, que ex-governador é esse? Terra – Serra. Plínio de Arruda Sampaio – Mas o Serra lá entende de reforma agrária? O Serra não sabe nem onde é a frente de uma vaca. O Serra não tem noção disso. E a posição dele é reacionária. Ele está eleitoralmente querendo capturar os votos de Kátia Abreu (senadora do DEM-TO e líder da bancada ruralista). É triste. Terra – Reclama-se sempre das altas taxas tributárias. Em época de eleição sempre prometem uma reforma tributária e ela não vem. O senhor acha ser preciso uma reforma tributária? Plínio de Arruda Sampaio – Acho que é indispensável, mas contra os que estão querendo uma reforma. Porque querem a reforma para não pagar imposto. Precisa ter uma reforma para fazer esse povo pagar. Quem não precisa pagar é o povo pobre, que paga idêntico ao rico. Quando o Antônio Ermírio de Morais e a Dona Maria, lá na Vila Prudente, compram uma caixa de fósforos, pagam o mesmo imposto. Isto é um absurdo. Terra – Como o senhor avalia os oito anos de governo FHC? Plínio de Arruda Sampaio – Uh! Foi um desastre! Quem quebrou a Era Vargas foi Fernando Collor, que era um irresponsável e quebrou irresponsavelmente. Agora, quem consolidou a ruptura e realmente destruiu o Estado Vargas foi Fernando Henrique. A Era Vargas foi a primeira afirmação nacional forte nesse País. Depois, nós regredimos. Esse foi o grande mal. Terra – E como avalia os oito anos de governo Lula? Plínio de Arruda Sampaio – Os oito anos de governo Lula têm um outro aspecto absolutamente negativo. Ele dissolveu a organização popular. Ele não perseguiu, mas cooptou, o que é mais grave, porque ele mexeu no moral dessas entidades. Terra – Como a história vai olhar para esses oito anos. O que mudou na política brasileira e que vai deixar marcas históricas? Plínio de Arruda Sampaio – Uma época de sonambulismo. O Brasil ficou enfeitiçado. Por um lado as coisas melhoraram objetivamente, não foi nem aparentemente, melhoraram mesmo. Mais pessoas receberam o Bolsa-Família, salários melhores e preços mais favoráveis para comprar eletrodomésticos e automóveis. Agora, essa mesma pessoa que acha que mudou de classe social porque comprou uma geladeira não está percebendo que o filho dela não está sendo alfabetizado, ou que ela vai levar seis meses para conseguir uma consulta se não tiver um seguro médico, ou que o pai dela não tem aposentadoria suficiente para manter uma casa e vai morar na casa dela. Quer dizer, essa pessoa também não está percebendo a violência que está se formando nesse País, o fato de existirem bairros comandados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), onde o Estado não entra. Este é o drama, um sonambulismo. O historiador dirá que a população, imantada pela demagogia do Lula, não percebeu a realidade dura que estava atrás. Terra – Serra tem dito que é um candidato de esquerda. Plínio de Arruda Sampaio – Quem? Ele? Foi. Terra – Se pensarmos nessa divisão entre direita e esquerda, o senhor é de esquerda. Acredita nessa classificação? Como o senhor se classificaria? Plínio de Arruda Sampaio – Quem não acredita nessa classificação é porque é de direita. Ou você está do lado do povo, ou do lado da ordem. O Serra foi radical, radicalíssimo. Foi radical o danado, viu? Convivemos muito no exílio, não tenho nada contra o Serra pessoalmente, mas politicamente. Ele optou pelo outro lado. Como se diz por aí, ele criou juízo. Eu não criei, com a graça de Deus. Serra não tem nada de esquerda. Nem Dilma. Nem Marina. Terra – Quais são as suas plataformas de governo? Plínio de Arruda Sampaio – O partido dirá o meu programa, mas, como membro, darei o meu pitaco. O Brasil tem dois grandes problemas: a segregação social e a dependência econômica e política do exterior. Para mim, o fundamental para atacar a segregação é a reforma agrária. Um tópico só: toda propriedade com mais de 500 hectares, seja ela produtiva ou não, ficará suscetível à desapropriação. Um segundo ponto é a educação pública, gratuita e de qualidade. Outro: medicina, só pública. Não admito que alguém lucre com o câncer, por exemplo, e que uma pessoa torça para ter mais cancerosos para ter mais lucro. Isso é uma excrescência. A Saúde tem que ser estatal. Terra – Como o governo deve se portar em relação ao Banco Central? O BC deve ter total autonomia? Plínio de Arruda Sampaio – Não deve. É entregar a horta para a cabra. O Banco Central é do governo. Quem controla a moeda é o governo porque ele é que pensa no bem estar coletivo e conjunto. É claro que o banqueiro vai pensar só nele. Terra – O senhor comentou as facilidades em se comprar eletrodomésticos. O que o senhor achou das medidas adotadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise? Plínio de Arruda Sampaio – O Brasil conseguiu enganar a crise. Essa medida não foi provocada por Lula, mas pela própria crise. A crise tornou impossível a aplicação no país desenvolvido, porque estava parado. Aquele capital que não pode ser investido no seu País, vai procurar bons lugares. O Brasil, com um juros altíssimo – o maior do mundo – atraiu o capital e deu uma folga fiscal para o governo que, ao invés de pegar essa folga e reestruturar a nossa economia, jogou tudo demagogicamente para conseguir que uma parte da população ficasse ultrasatisfeita. O efeito de demonstração dessa parte da população gera esperança naqueles que ainda não têm. Então, todo mundo acha que está bom porque tem esperança de melhorar. Terra – O que o senhor acha do Bolsa-Família? Plínio de Arruda Sampaio – O sujeito só não está sentindo a dor da fome, mas não está se alimentando bem. Não está comendo proteína, só farinha. Terra – O senhor é contra o programa? Plínio de Arruda Sampaio – Não. Inclusive fui do grupo do Bolsa-Família, mas me demiti quando o programa perdeu o seu sentido. Deixou de ser uma atenção imediata, com a garantia de uma terra depois, um emprego, um lar. Não tem reforma agrária, nem política de emprego, virou assistencialismo puro e simples e mais, estão corrompendo os beneficiados. Terra – O que o senhor acha da política exterior brasileira? Plínio de Arruda Sampaio – É o único aspecto em que não é um desastre. Tem um pouco de fogos de artifício. Porque, na verdade, um País que não tem forças armadas para sustentar sua diplomacia tem uma ação diplomática relativamente pequena. Agora, dizer que o Brasil está intermediando a relação com o Irã é mania de grandeza. Terra – Como o senhor avalia a relação brasileira com o Irã? Plínio de Arruda Sampaio – Corretíssima. O Irã não pode ter armas nucleares, mas quando ele olha para o lado, vê Israel que tem. Sou contra ter armas nucleares, mas, ou todo mundo tem, ou ninguém tem. Acho uma hipocrisia essa condenação. Acho que o Brasil faz muito bem em ir ao Irã e eu iria também. Terra – O que o senhor acha da gestão do presidente venezuelano Hugo Chávez? Plínio de Arruda Sampaio – Excelente. Está fazendo um ótimo trabalho. É um homem devotado ao seu país. Conheço bem a Venezuela, pois realizei muitos trabalhos lá. Chávez está sendo atacado porque está realizando verdadeiras reformas estruturais no País. Terra – E sobre a gestão do americano Barack Obama? Plínio de Arruda Sampaio – Tenho simpatia por ele. O importante mesmo é o fato de que ele chegou lá. Terra – Como Lula? Plínio de Arruda Sampaio – Mais ou menos. A importância é o povo perceber que um deles chegou lá. É isso que me deixa triste com Lula, ele está jogando isso fora. Obama está procurando dentro das dificuldades que tem – os EUA são reacionários -, dentro dessa camisa de força, conseguir vitórias como a da Saúde. Terra – Quais são os teóricos que fazem a sua cabeça? Plínio de Arruda Sampaio – Minha referência básica de direcionamento político é o pensador alemão Karl Marx. Mas tenho um tripé no plano sociológico nacional: Florestan Fernandes, Caio Prado e Celso Furtado Terra – Torce para que time? Plínio de Arruda Sampaio – Sou leal ao São Paulo Futebol Clube, minha esposa é corintiana e meus filhos são santistas. Terra – O que achou da convocação de Dunga? Os meninos santistas deveriam ter sido chamados? Plínio de Arruda Sampaio – Eu queria o Ganso. Neymar poderia esperar mais, mas eu queria que o Ganso tivesse sido convocado. Publicado no Portal Terra em 14/5/2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Crise Grega fim dos "mil euristas"

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifE9dKEO3Av2Bzi5fFO4BIGenm9A16vrmiGlpCog6GuPWs9JocUVGxDs2EoS4GoY8hDfWlq1tUNhS-XzqXomBhL-RCsoPYTsTaIgHJV_AFDmdawstp9BpYpbyRH8pk4VqtlcYzvm7SrwEQ/s1600/gr2.jpg O retrocesso financeiro em países europeus é algo que está também no NAFT, e Japão; a Ásia está absolvendo muito emprego, a exemplo da revolução indústria da máquina a vapor a automação está buscando outros mercados, esse ‘neo-mercantilismo’. De oligopólios e monopólios de capital, que para Karl Marx era visto como imperialismo. Será que estamos vivendo um feudalismo industrial¿ um novo colonialismo industrial¿ Parece que a crise grega tem mais um sentido anti social do que crise financeira propriamente dita. O sistema financeiro está reagindo contra a manifestação dos trabalhadores contrários a flexibilização da economia local. Pensar global e agir local é um lema dos neoliberais que estão minando qualquer possibilidade de ação dos trabalhadores contra o capital. O capital está avançando muito rápido, privatizando tudo, não se admite mais que tenha direitos, por mais que OMC diga que tem resoluções contrárias ao trabalho escrevo, e subsídios. E contraditoriamente defenda Direitos trabalhistas, e o meio ambiente, do tipo Poluidor Pagador, muito mais por motivos de justificar o lucro do que ação a favor do social ou do meio ambiente propriamente dito. Tudo gera crise do sistema, ou simplesmente uma retórica de crise, o sistema é só retórico de poucos que se beneficiam da crise, ganhadores e perdedores. Apartheid social de muitos em detrimento do acumulo de poucos que controlam, e porque controlar¿ Se o Estatal estiver fazendo essa ação coletiva e não privada será de todos os lucros da automação e toda inovação tecnológica do século XXI. Não se quer de jeito nenhum que todos tenham benefícios do que vem ai de novo, acredito que estamos caminhando para um momento histórico muito diferente do que vimos até hoje. A concentração em excesso deverá trazer a solução em equilíbrio. Ou estamos fardados a viver na barbárie¿ O vulcão grego em erupção Pedro Fuentes (*) Em abril passado, a nuvem provocada pelo vulcão da Islândia praticamente paralisou o tráfico aéreo europeu por cinco dias. Há alguns dias, a nuvem voltou a se manifestar, e foi então o momento de fechar aeroportos em Portugal e na Espanha. Trata-se de um fenômeno natural, que costuma ocorrer aproximadamente a cada cem anos. Porém, há outro vulcão em erupção na Europa, e de natureza distinta ao da Islândia: um vulcão na Grécia. Este outro vulcão pode ter efeitos muito mais drásticos que o fechamento de aeroportos europeus por alguns dias. Na república helena, o movimento social se assemelha a um vulcão que estourou como resposta aos planos de ajustes do governo social democrata do PASOK, provocados pela brutal crise econômica no país. Esta crise grega é um episódio a mais da crise que vive o capitalismo mundial desde 2007, e que se instalou agora com mais força na Europa, ainda que alcance, por enquanto, os países chamados depreciativamente de PIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, Espanha). O novo desta crise é que o plano de ajuste grego provocou uma intensa onda de luta dos trabalhadores e do povo, que faz recordar as lutas vividas nos fins dos 90 e começos de 2000 na Argentina, Equador e Bolívia, como resposta a situações similares. A diferença é que, naquele momento da América do Sul, a crise mundial não havia estourado com a intensidade com que agora se desenvolve desde a explosão da bolha financeira em 2008 nos EUA, a partir da quebra do Banco Lehman Brothers. Por isso, sem nenhuma dúvida esta situação grega demonstra algo historicamente novo: confirma-se o que foi escrito nos artigos de Roberto Robaina e Pedro Fuentes, nos quais definimos que, a partir da crise de 2007-2008, entramos num novo período da situação mundial. Um giro histórico que está marcado pela maior crise do capitalismo, econômico e ecológica, por uma polarização social intensa que é mais favorável aos socialistas e ao movimento de massas. Grécia requer atenção e apoio de todos os partidos e movimentos socialistas revolucionários do mundo. Porque neste país, a combinação entre crise econômica, crise política e resposta social, cria as condições para o surgimento de uma situação revolucionária como antes não se viu, desde décadas atrás na Europa. Um país quebrado Como ocorreu na Argentina em 2001, a Grécia também acumulou um forte déficit público e privado, e uma grande dívida externa. A dívida estatal grega ascende à soma astronômica próxima de 300 bilhões de euros e seu déficit orçamentário em relação ao PIB é de mais de 13%. Desta dívida, 95% são títulos nas mãos de bancos europeus, principalmente alemães e franceses. Num artigo publicado na ARGENPRESS, Manuel Giribets explica como se deu a entrada da Grécia na zona euro, em 2001. Ele denuncia que para lograr esta entrada, os governos gregos falsearam descaradamente os dados econômicos do país. “Goldman Sachs, um dos maiores bancos dos EUA, ajudou a ‘maquiar’ 15 bilhões de euros de dívida externa, como divisas e não como empréstimos em 2001, para que o país cumprisse os requisitos da UE em matéria de endividamento público”, assegura Giribets. Além disso, afirma que por essa ‘operação’ o banco americano recebeu 300 milhões de euros de comissão, e mais 735 bilhões de euros no ‘ajuste’ destes títulos a partir de 2002. Como já vimos, nesta etapa crise, cheia de bolhas criadas por manobras financeiras, balanços fictícios e fraudulentos, os governos gregos também fizeram sua parte, mentindo que o déficit público era de 3,7%. Este era o déficit limite exigido pelos acordos da Comunidade Européia, e os requisitos agora estão saltando pelos ares em muitos países. Giribets denuncia com o governo conservador - anterior ao atual governo social democrata de PASOK -, preferiu endividar-se com os bancos estrangeiros ao invés de aumentar os impostos dos ricos para corrigir o déficit fiscal. A evasão fiscal da burguesia e a alta classe média grega são aterradoras. As cifras dizem que 90% dos contribuintes declaram à Fazenda Pública entradas anuais de menos de 30 mil euros. Acredita-se que 20% da população grega ganha mais que 100 mil euros ao ano, ainda que menos de 1% o admitam. Só 15 mil pessoas declaram entradas superiores a 100 mil euros anuais. Irrisório, ainda que nesta conta não se inclua a Igreja, que detém 30% das propriedades do país e não paga impostos. Daí também se explica o grande endividamento, com dinheiro conseguido através da venda de títulos a bancos europeus. A isso se acrescenta que 30% da economia do país é informal, e que o nível de pobreza alcança 21% da população, enquanto se estima que o desemprego chegue a 20%, afetando especialmente as faixas mais jovens. A aceleração da crise provocou uma fuga de capitais que não cessa. Em janeiro passado, 8 a 10 bilhões de euros saíram do país, uma cifra superior à última emissão de títulos do Estado. A crise, crescente em toda zona euro, produziu um estouro da bolha grega. Agora, o governo teve que reconhecer que o déficit alcança 13% (e não 3,7%, como as fraudes permitiram parecer) e que o endividamento supera 100% do PIB, ao que se soma uma dívida privada igual ou maior que a pública. Os governos da zona euro duvidaram e demoraram no auxílio à Grécia. Finalmente, e depois que as bolsas sofreram uma estrepitosa queda em todo mundo, foi feito um “plano de salvação” da UE com apoio de Obama. Um plano de ajuda que alcança 750 bilhões de euros. Esse plano tem como objetivo evitar a moratória grega, e apoiar as economias comprometidas pela crise. A contrapartida é um severíssimo plano de ajuste, que no caso da Grécia, é um dos mais ortodoxos e massacrantes que já se conheceu. Faz parte deste plano a redução do salário de todos os funcionários públicos em 10% a 20%; o congelamento de novos empregos por parte do Estado; o aumento da idade da aposentadoria, de 35 anos trabalhados para idade mínima de 63 anos sem considerar os anos trabalhados; o aumento nos preços da gasolina em 10%; a nova lei de impostos para produtos de comércio básico para o povo, que implica aumento entre 8% e 10%. Também o governo de PASOK planeja realizar mudanças radicais na seguridade social, privatizando grande parte desta, como o modelo chileno. Estas medidas extremas são inevitáveis para um país que está na zona euro, já que por essa dependência não se pode simplesmente desvalorizar a moeda para reduzir salários, como foi feito na Argentina e no Brasil. Isso obriga ao capital os draconianos cortes diretos de salários, como parte do plano de ajustes. A reação dos trabalhadores e a greve geral No dia 5 de maio, se realizou uma grande greve geral, com enormes manifestações de massas, incluindo a mobilização de mais de 200 mil trabalhadores na capital Atenas. A greve paralisou tudo: empresas do setor público e privado, pequenas lojas, e até os meios de comunicação. Os taxistas também aderiram. No dia seguinte, várias federações sindicais continuaram os protestos e dezenas de milhares de manifestante rodearão o edifício do parlamento grego, onde a maioria decidiu votar as medidas do plano de ajuste que mencionamos. Panagiotis Tzamaros, do Partido de Esquerda Internacionalista dos Trabalhadores, comentou que a marcha foi representativa de uma mobilização desde baixo: “Os sindicatos estiveram presentes não só através das federações grandes, mas também de sindicatos locais de trabalhadores tomaram parte com suas próprias faixas. Esse ativismo estabeleceu o tom. A raiva também foi característica da jornada. Dezenas de milhares de trabalhadores gritaram: ‘Hoje e amanhã, e mais o tempo que for necessário, todos estamos em greve!’. A fúria inacreditável dos manifestantes inundou o centro de Atenas apesar da chuva sem precedentes de gás lacrimogêneo disparado contra os manifestantes pela polícia”. A manifestação foi também excepcionalmente política. Os cantos da esquerda revolucionária foram assumidos pela imensa maioria dos manifestantes. Panagiotis Tzamaros prossegue: “Por outra parte milhares de trabalhadores que votaram a favor de PASOK estavam ali, unindo-se com os partidários da esquerda e atacando um governo a respeito do qual alimentavam ilusões há poucos meses atrás. Agora eles cantavam: ‘Abaixo às medidas de austeridade!’. Esse sentimento também foi abertamente contra a direção sindical. O presidente da Confederação Geral de Trabalhadores Gregos (GSEE, segundo as siglas em grego), que também é um destacado membro do PASOK, foi vaiado por gente de seu próprio partido e isso o obrigou a cortar seu breve discurso”. Panagiotis Tzamaros conta também quer “em 5 de maio, a greve se viu surpreendida pela morte de 3 trabalhadores não grevistas empregados de uma sucursal do banco privado Marfim, que foi incendiado durante a manifestação. Foi comprovado que os trabalhadores do banco tinham solicitado licença do trabalho. Mas sob ameaça de demissão, a gerência os obrigou a permanecer – fato que por si só se tornou uma provocação, já que é bem conhecido que os bancos se convertem em alvos freqüentes durante as manifestações. Os manifestantes atacaram o edifício Marfim. Porém, ainda não foi comprovado se o fogo começou com coquetéis Molotov lançados pelos manifestantes ou com bombas de gás lacrimogênio lançadas pela polícia”. E continua: “O que está claro é que para reforçar suas fortificações, a direção do banco havia fechado o edifício. Como resultado, quando o fogo se espalhou, os trabalhadores não puderam escapar – com o trágico desfecho da morte de 3 deles”. O governo de PASOK está tentando usar a trágica morte dos 3 trabalhadores do banco Marfim para fazer frente à enorme resistência da classe trabalhadora do 5 de maio, por meio de uma política “mão de ferro” de “lei e ordem”. Não é casual que o governo tenha pleno apoio do partido de extrema direita fascista na imposição do programa de austeridade do FMI e da UE. O alvo dos ataques da extrema direita não é somente a coalizão de esquerda (SYRZA) e as organizações da extrema esquerda (como foi durante as manifestações de jovens militantes em dezembro de 2008), mas também o mais moderado Partido Comunista. Finalmente, com apoio da direita as medidas de ‘ajuste’ foram votadas no parlamento, porém, como veremos, a situação segue aberta e é muito provável que este ascenso popular se aprofunde como conseqüência dos grandes avanços que vem fazendo o movimento social de massas nos últimos anos, da qual a greve geral significou um salto na situação do movimento de massas. Acúmulo de lutas: a rebelião juvenil de 2008 Quando a crise grega se fez evidente, o governo da ‘Nova Democracia’ (partido herdeiro da direita fascista dos anos 30) iniciou uma política de planos de ajustes, que em geral foi combatida pelos trabalhadores. Greves dos setores públicos foram constantes durante todo período de governo do primeiro ministro Kostas Karamanlis. A situação do governo ficou crítica no final de 2008, com o assassinato do estudante Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos, vítima de um policial que lhe atirou no coração. Esse assassinato gerou uma onda de manifestações massivas e distúrbios no país, efervescência social que não ocorria na Grécia desde as históricas mobilizações, greves e ocupações estudantis de 1973-74, responsáveis pela queda da ditadura dos coronéis imposta em 1965. O assassinato ocorreu num bairro popular de Atenas, onde os enfrentamentos entre policiais e grupos de jovens anarquistas são comuns. Milhões de manifestantes jovens, fartos da continua violência policial, apoderaram-se do centro de Atenas em questão de horas. Armados com “coquetel molotov” e pedras, os manifestantes atacaram símbolos da polícia, patrulhas, bancos e lojas. No dia 7 de dezembro, os protestos massivos foram espontâneos. No dia 8, uma nova mobilização foi convocada por partidos de esquerda, e unificou as lutas contra a violência policial, contra a crise econômica e contra o crescimento do desemprego entre os jovens. Depois se organizou greves nas universidades e, no dia 10 de dezembro, uma greve geral. As manifestações não pararam, mesmo se restringindo aos partidos de esquerda e, em particular, a setores anarquistas. Panos Petrou, membro da Esquerda Internacionalista dos Trabalhadores (DEA - sigla em Grego), descreveu a situação nos seguintes termos. “A explosão de ira que se seguiu ao assassinato de Alexis, sintetizou todas as pressões que as pessoas sofreram durante anos: aumento de preços e medidas contínuas de austeridade que foram reduzindo drasticamente os salários dos trabalhadores; sistemática redução de gastos sociais que levou os hospitais, as escolas e os fundos de pensão a beira do colapso”. A organização protagonista destas manifestações foi a ampla coalizão SIRYZA, da esquerda radical, na qual participam alguns setores socialistas de origem trotskista, entre eles o Partido Internacionalista dos Trabalhadores, e o Sinapysmos, um partido mais amplo aonde coexistem em seu interior setores mais reformistas. Nessa oportunidade a atuação do Partido Comunista foi decepcionante. Não só porque não fizeram nenhum esforço para organizar e politizar os protestos, mas também porque confundiram o povo com calúnias sobre “provocadores”, e se colocaram ao lado daqueles que exigiam restauração imediata da “paz e ordem.” Outro governo PASOK: mais crise econômica e novos protestos Menos de um ano depois, no dia 4 de outubro de 2009, o governo de direita sofreu uma dura derrota da social democracia, do PASOK. Os escândalos de corrupção ajudaram a produzir esta derrota, porém também os 5 anos em que os trabalhadores acumularam experiências amargas com a política neoliberal, especialmente na juventude, com o assassinato do jovem estudante. Como aconteceu em vários países da Europa, o Governo social-democrata, liderado por Papandréu Jr, eleito com a promessa de mudar a política social da direita, adotou o duro programa neoliberal de austeridade contra os trabalhadores, que nem mesmo a direita se atreveu a implementar. Algumas das medidas, anunciadas a pretexto de reduzir a dívida, foram as mais duras que a Grécia conheceu. A reação dos trabalhadores, que logo culminaria na greve geral de 5 de Maio, não demorou. O Sindicato dos Servidores Públicos chamou uma greve em 11 de Março, chamado atendido pela Federação dos Trabalhadores do Setor Privado (GSEE), controlada pelo próprio PASOK. Estas medidas abriram crise inclusive dentro do partido do Governo, enquanto que o ascenso social continuou. SIRYZA e o Partido Comunista ocuparam prédios do sistema de seguridade social e estão formando comitês de luta em diferentes cidades, liderados por ativistas e militantes de esquerda. Ao mesmo tempo, está ocorrendo um fortalecimento da esquerda. O domingo, 25 de abril, concluiu-se com a eleição da nova direção do Federação Grega de Trabalhadores do Setor Privado (GSEE), que até então era controlada pelo PASOK. Ocorreu o 35° Congresso da GSEE, que faz parte da Confederação de Trabalhadores Gregos (também controlada pelo PASOK). Segundo nos informa Costa Constantino, responsável pela comissão para América Latina do SINASPYSMOS (setor da coalizão SIRYZA), foram 44.000 trabalhadores ao pré-congresso, e eleitos 439 delegados, que elegeram a nova direção. A chapa aberta da qual participou SINASPYSMOS e outras forças de SIRYZA obteve 07 cargos na nova direção. O Partido Comunista 06 cargos e o PASOK, que como dissemos antes era a força hegemônica, outros 06 cargos, ficando em terceiro lugar. Na eleição dos delegados para a Confederação dos Trabalhadores os resultados foram 08, 07 e 03, respectivamente. Esta nova situação vem fortalecendo a esquerda, que não obteve bons resultados eleitorais em 2009, quando ganho o PASOK. Segundo os companheiros do Partido Internacionalista dos Trabalhadores, se desperdiçou uma oportunidade. A votação manteve-se no nível de 13%. O KKE (sigla em grego para Partido Comunista Grego) ficou em terceiro com 7,5%, enquanto nas eleições anteriores havia alcançado 8,2%. Por outro lado, SYRIZA conseguiu 4,6% dos votos e a eleição de 13 deputados. Na análise de dos companheiros, este resultado se deveu a amplo voto útil no PASOK, para que alcançasse maioria parlamentar própria. O que não ocorreu nas eleições, ocorreu nas ruas, na luta política contra a crise. E as eleições sindicais da GSEE foram uma conseqüência disso. O que virá? A luta acaba de começar A greve geral foi o primeiro passo. A crise continua e contagia toda a Europa. Ao mesmo tempo, a mobilização e a greve grega se converteram em um grande exemplo. E como disse Lênin: “se o discurso convence, o exemplo arrasta”. Os sindicatos franceses e espanhóis enviaram delegações para expressar sua solidariedade. Nos países europeus, os sindicatos e ativistas organizaram eventos de solidariedade em frente às embaixadas gregas. A idéia de uma frente de resistência européia está amadurecendo. Prova disso foi a declaração assinada por numerosos partidos de esquerda, entre eles SYRIZA, o Bloco de Esquerda de Portugal e o NPA da França, entre outros. É possível que o plano de ajuda de 750 bilhões de euros, postergue na Grécia o estalido da crise, porém não será a solução. As economias grega e dos países europeus mais fragilizados não vão se recuperar, e serão obrigados a aprofundar os ajustes anti sociais. Os trabalhadores gregos estão dando um extraordinário exemplo de combatividade e unidade para enfrentar a crise e suas conseqüências. A pergunta é: o que acontecerá quando o ajuste for implementado? O que acontecerá quando os salários dos funcionários públicos forem rebaixados e quando os preços dispararem? O que acontecerá também quando os pequenos poupadores, com medo, saquem todo o seu dinheiro dos bancos? Recordemos o que aconteceu na Argentina, numa situação similar. Houve uma mobilização geral contra os ‘ajustes’, que derrubou um governo numa semana e outro governo na semana seguinte. Naquela crise, o parlamento argentino votou o não pagamento da dívida externa. Temos confiar que a combativa esquerda grega, que compõe a SYRIZA, atue sábia e unitariamente: medindo os tempos e através de políticas que mantenham viva a mudança de consciência produzida nas massas, graças às mobilizações. E que novas e maiores ações ampliem a experiência da luta grega. Terão que descobrir qual será o ritmo da resposta das massas, frente os futuros episódios da crise. Como experiência, recordemos que na Argentina depois do “argentinazo” se conformaram grandes assembléias de bairro, que convocaram grandes marchas sob a consigna “que se vaya el gobierno y que se vayan todos” (que se vá o governo, e que saiam todos). A esquerda em vez de atuar unida respondendo as necessidades do movimento de massas, disputou entre si a hegemonia das assembléias, estabelecendo uma luta entre posições táticas, ao invés de criar um grande movimento do “argentinazo” para organizar o avanço na consciência política nas massas. Só assim seria possível criar um pólo político capaz de aprofundar a mobilização. Numa crise desta envergadura, nós, socialistas, temos grandes possibilidades de disputar a direção e a hegemonia do movimento de massas. É muito provável que, a longo prazo, não só se retomem as grandes mobilizações, mas também se aprofundem as reivindicações. As massas vão fazer sua experiência com as medidas draconianas de ‘ajuste’ quando estas se apliquem, e vão perceber com seus próprios olhos que esta dívida é impagável. Que a grande burguesia não paga impostos e estes recaem sobre o povo pobre. Daí que consignas como o “não pagar a divida”, “impostos para os ricos e não para o povo”, “assembléia constituinte para reorganizar o país sobre outras bases que permitam terminar com os privilégios dos ricos, nacionalizar os bancos e tirar o poder dos corruptos e do capital estrangeiro podem estar colocadas. O vulcão Grego recém começou sua primeira erupção. (*) Pedro Fuentes é Secretário de Relações Internacionais do PSOL Pedro Fuentes Secretaria de Relações Internacionais PSOL te: 005561 91772367 skype: pedromovimiento www.internacionalpsol.wordpress.com -- ANTONIO JACINTO ÍNDIO (61) 8150-9670 / 8214-7340 / 8613-4530 (61) 3041-5877

Mobilidade Urbana versus Transporte Coletivo

Um transporte coletivo que está licitado a concessão para 30 anos, como tudo no interesse desestatizante de alguns desindustrializados e submissos ao capital. Não se vai ter solução imediata, talvez em médio prazo 2015, acredito mesmo que quando Blumenau for uma metrópole com 1 milhão de habitantes em 2070. Palestra em comemoração a 160 de Blumenau, mais parece solução para comemoração de 2000 anos de Blumenau. Pelo menos transpareceu no meu ver em relação às soluções apontadas pelos palestrantes. Significa nas entrelinhas que o governo local segue uma política neoliberal, visando lucro quando se diz que com mais usuários fica mais barato a mobilidade por transporte coletivo. Outra constatação é que somos submissos as soluções de um pseudo colonizador a Alemanha e Europa, que está em crise de reestruturação, frente à globalização e inovações tecnológicas do século XXI. Vamos dar de graça o pouco que temos para viver e continuar dizendo que somos trabalhadores, em tempo que o desemprego reina em todos os lugares ocidentais, em detrimento de um trabalho quase escravo no oriente. O que será de Blumenau no final do século XXI¿ Se depender de alguns capitalistas um monte de favelas e poucos ricos. Podemos fazer diferente¿ Se podemos! Devemos começar quando a construir a Blumenau que respeite os direitos sociais, o meio ambiente. Uma Santa Catarina e Brasil convergente nestes sentidos articulados para esses interesses da maioria, vida digna. Sustentabilidade da mobilidade urbana e rural.

BASE GOVERNISTA APROVA PROJETO DE PRIVATIZAÇÃO DO ESGOTO

Foi aprovado na tarde de ontem (11/05) o projeto que altera o dispositivo da lei nº 7.360, de 10/12/2008, que “autoriza o SAMAE a outorgar a concessão do serviço de esgotamento sanitário”. Deu para perceber que apesar da tensão dos vereadores da base governista, os mesmos se subordinaram à vontade o Prefeito contra a vontade do povo manifestada pelo movimento contra privatização. Agora resta a continuidade da mobilização popular e a ação judicial. O Promotor Gustavo Meireles Ruiz Diaz, da Promotoria da Moralidade Pública, apontou ilegalidades no processo de concessão, além de acusar o presidente da SAMAE de ter cometido improbidade administrativa e de agir de má-fé. O mesmo pediu a anulação do processo . É preciso registrar que durante a semana passada e esta semana, em conversas nos corredores da Câmara Municipal, alguns vereadores da base governista reclamaram sobre a pressão e ameaças que estavam sofrendo para votar a favor ao projeto do governo. Foram ameaçados de perderem os cargos comissionados que foram indicados para este governo. A pressão teve os resultados esperados com a aprovação pelos vereadores da base do governo de mais este projeto de lei que privatiza o serviço de esgoto em nosso município. Com isto os servidores do SAMAE, em especial os leituristas, serão diretamente afetados, a população estará subordinada aos interesses da empresa concessionária (Foz do Brasil) abrindo um processo para ampliar a privatização para os demais municípios do Médio Vale do Itajaí. Também é possível que os recursos públicos recebidos pelo Município (mais de 40 milhões) do Governo Federal devam ser devolvidos à União em função das irregularidades cometidas pelo governo Kleinubing e sua base aliada. Os vereadores do PT mantiveram-se ao lado do povo, do movimento contra a privatização e contra as ilegalidades cometidas pela Câmara de Vereadores. Será fundamental que nas próximas eleições o povo desta cidade vote com consciência, não esquecendo o que aconteceu ontem na Câmara Municipal, e que votem em pessoas que estão de fato ao lado do povo e não de interesses próprios. Resultado da Votação: Jens Juergen Mantau/ presidente da mesa PSDB Não Vota Fábio Fiedler DEM SIM Braz Eunildo Wiltuschnig PP – NÃO Antonio Veneza DEM SIM Deusdith PP NÃO Helenice PSDB SIM Zeca Bombeiro PDT NÃO Jovino Cardoso DEM SIM Marcelo Schrubbe DEM SIM Marco Antônio PSDB ABST Napoleão PSDB SIM Norma DEM SIM Beto Tribess PMDB SIM Vanderlei PT NÃO Vânio Salm PT NÃO Vereador Vânio F. Salm Gabinete Câmara Municipal de Blumenau - SC Gabinete 08 - Fone: (47) 3231-1518 - 3231-1608 E-mail: vanio@camarablu.sc.gov.br Blog: vaniosalmvereador.blogspot.com

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pensando artigo 1200 caracteres cultura faixa e pró-passarelas

Bicicleta e mobilidade sustentável Uma nova mobilidade está a ser empregada no cotidiano da humanidade, ou apenas uma moda¿ podemos sugerir que essa medida não resolve o problema da mobilidade humana, nem os problemas ecológicos de nosso tempo. São medidas paliativas e não soluções locais, acreditar em milagre ou que todos estarão dispostos a colaborar é complexo. Podemos regulamentar leis que obriguem todos a andarem de bicicleta, mas não resolve-se tudo por decreto. Precisa da ação individual das pessoas, adesão espontânea e voluntária. Quando vamos ter isso¿ Precisamos tentar resolver o paradigma da mobilidade, adequando às mobilidades: dos pedestres, dos bicicletários, automóveis e transportes coletivos. A ecobicicultura cada vez está mais aceita como solução em detrimento a uso do carro individual, a defesa da ecologia a partir de veículos não poluentes e a mobilidade urbana sustentável, a bicicleta é uma alternativa além de ecologicamente correta, tem a fator da motricidade humana a atividade física, que serve de complemento ao todo do ser humano: espiritualidade com a mística da vida e vida em ambulância; intelectualidade oxigene e vitaliza o pensamento e a capacidade em assimilar e aprender novos conhecimentos; físico com o corpo físico saudável. Um contraponto a mobilidade urbana do século vinte a Mobilidade Humana uma rede pensada para entrelaçar as relações que mantemos com os lugares, com as pessoas, com os espaços, com os significados individuais, sociais e coletivos que atribuímos às cidades e aos movimentos que fazemos para nela existir. O movimento é a costura e o tecido, o amálgama e a imagem, o lugar de existir e de ser evasão na indissociável relação entre sujeitos, subjetividades e espaço. Aqui, desejamos constituir novas ações, pensamentos e idéias que reposicionem não só as formas como nos deslocamos, mas sobretudo, quem somos quando nos deslocamos. A bicicultura e a necessidade e a realidade das nossas cidades a Lei brasileira regulamenta que. “Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segurança na circulação.” (Código de Trânsito Brasileiro, Lei Federal 9.503, de 1997). O compreende-se por mobilidade humanizada que a ecobicicultura se apresenta no século vinte, um como garantia de melhores condições de vida possibilita uma saída para sociedade em se deslocar com segurança em espaços fixos pavimentados, no sentido da ecobicicultura se tornar um fluxo cada vez mais intenso e usual na vida cotidiana. O acionismo da ecobicicultura como incorporação individual das pessoas conscientes em estarem ao mesmo tempo cuidando do meio ambiente e de suas próprias existências de maneira ecologicamente sustentáveis. Sem soma de dúvidas o uso da bicicleta como ação individual, mas enquanto bicicultura tornando-se fato coletiva, internalizada na subjetiva cotidiana da cidade. Mobilidade humana e sustentável Osni Valfredo Wagner Cultura da faixa de pedestre e cultura da passarela de pedestre, o que se alega em não implantar as passarelas, é, a não cultura de uso das mesmas. O custo em construir as passarelas é outra questão apresentada. Precisamos ter acidentes com a perda de vidas para sensibilizar que em segurança é investimento e não apenas custo¿ Observa-se a necessidade de passarelas em locais críticos da cidade, em locais com fluxos de veículos na via e a necessidade de travesia de pedestre cada vez está mais inviável apenas em faixas. O exemplo da passarela da FURB construída a partir da construção do GIASSI em analise de impacto de vizinhança. Neste sentido de impacto de vizinhança a partir do aumento do fluxo de veículos nas ruas de Blumenau, analisar a necessidade de alternativas de locomoção de pessoas de maneira adequada e sem muito transtorno e segurança. A questão está relacionada à existência de fluxos em horários específicos e de risco de acidente a indivíduos, desatentos com as mudanças e ou a aceleração do trânsito em muitas vias devemos estar atentos com essa complexidade. As pessoas têm a cultura de motorista e cultura de pedestre são complexidades culturais que merecem ser compreendidas, é uma relação conflituosa pelo simples fato de estarem no território local em tempos semelhantes, ou com objetivos e ou velocidades diferentes, o fluxo acelerado pela prótese do homem com uma máquina veloz e podendo colocar em risco a vida de pedestre. Esses urbanóides com sua próteses individualistas necessitam ser fiscalizados em suas infrações nos excessos de velocidades que em média estão utilizando esse tapete preto com impunidade de velocidades até cem porcentos acima do permitido no espaço urbano da cidade, território exclusivo da máquina e do urbanóide e sua lógica, não possibilitando outra lógica. O ser humano não pode ficar sujeito ao bel prazer de mentalidades individualistas e na lógica da máquina. Necessitamos pensar e agir a partir de uma lógica humana, os espaços do território necessitam de locais fixos de fluxos para os indivíduos, com essa lógica podemos construir a cultura de locomoção de pessoas em alternativas evitando o risco de acidentes e violências de trânsito. A lógica coletiva pode-se acionar um fluxo mais humanizado e seguro, em elevados de passarelas ou túneis de passagem para esses trânsitos de humanos sem máquinas. Esses desmáquinados ou sem máquinas tem outra lógica. A lógica da mobilidade coletiva, que por sinal é potencialmente muito mais sustentável que a lógica da máquina. As passarelas já existentes e as novas passarelas necessitam de campanhas e de orientação do uso como medida de segurança das pessoas que necessitam ir de um lado para o outro da via, medidas como cercar, colocar placas e regulamentar multar e fiscalizar que não utiliza a passarela e a faixa de pedestre, como medida preventiva a acidentes e construindo de imediato a mobilidade humana de maneira sustentável. Mobilidade Sustentável I Osni Valfredo Wagner A tentativa da Rua: João Pessoas dos últimos dias não é ousado, pelo simples fato de criarem um fura fila e não uma alternativa real. A falta de debate e abertura para essa questão é um dos motivos que não se muda a ação ortodoxa de mobilidade, como se fosse uma vila do tempo da Blumenau apenas rural do final do século XIX e inicio do século XX. Falta se aproveitar a estrutura do território curvas de níveis e altitudes com túneis, por vários motivos, a ocupação privada do território falta de uma maior flexibilização do território, historicamente o espaço público é em detrimento do privado. As necessidades mais agressivas de mobilidades em horário de pique ficam prejudicadas tanto pela falta de transporte coletivo e excesso de uso de veículos individualizados. Essa mesma ortodoxia privada individualista se observa nas calçadas, nas ruas, estreitas, ou pouco aproveitadas, em vez de se fazer a terceira via da João Pessoas desde a rotatória do Tômio até chegar à mão única da João Pessoa. E alternar de manhã todos vão em sentido centro e a tarde se faz o fluxo contrário conforme horários já conhecidos de pique. Pensadas para segurança, mas não para fluxo da mobilidade. A necessidade de mais entradas para parada de ônibus as chamadas “baias” e outra necessidade são passarelas. Ente outras soluções que podem ser apresentadas. A falta de participação da sociedade civil e controle social fazem com que se decida em gabinetes por políticos que por muitas vezes não dominam técnicas necessárias ou autonomia para os técnicos em agirem conforme as verdadeiras necessidades da mobilidade da cidade. Com o objetivo de construir uma agenda para a cidade envolvendo sociedade civil e poder público, desafios da mobilidade em Blumenau, a avaliação dos indicadores técnicos, a relação entre transporte e saúde e as propostas (vinculadas aos orçamentos municipais e estaduais), para um Plano Municipal de Mobilidade e Transporte Sustentáveis. O tema “Os desafios da mobilidade na cidade de Blumenau: avaliação e indicadores”. http://diamundialsemcarro.ning.com/events/seminario-os-desafios-da Mobilidade Humana Uma rede pensada para entrelaçar as relações que mantemos com os lugares, com as pessoas, com os espaços, com os significados individuais, sociais e coletivos que atribuímos às cidades e aos movimentos que fazemos para nela existir. O movimento é a costura e o tecido, o amálgama e a imagem, o lugar de existir e de ser evasão na indissociável relação entre sujeitos, subjetividades e espaço. Aqui, desejamos constituir novas ações, pensamentos e idéias que reposicionem não só as formas como nos deslocamos, mas sobretudo, quem somos quando nos deslocamos. http://mobilidadehumana.ning.com/profile/MobilidadeHumana “Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segurança na circulação.” (Código de Trânsito Brasileiro, Lei Federal 9.503, de 1997) http://www.apocalipsemotorizado.net/

domingo, 9 de maio de 2010

Grécia: Problema não é só dívida pública‏

A crise na Europa ganha dimensões mais inquietantes com o reconhecimento, por grande parte do mercado, de que o problema na região não é só de endividamento público. O comentário é de Fernando Canzian e publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, 07-05-2010. Esse pode ser o maior problema da Grécia. Mas, para outros países listados como "problemáticos", é a soma do endividamento do setor público com o privado (de empresas e bancos) que faz a crise ser grande. Enquanto a dívida pública grega como proporção do PIB (relação que determina a capacidade ou não de honrá-la) é maior do que a de Portugal e Espanha, a história é diferente quando considerados o endividamento privado de todos. As dívidas totais de Portugal (pública e privada) equivalem a 236% do PIB português. No caso da Espanha, a 342% do PIB espanhol. Na Grécia, essa proporção é bem menor, de 195%. Isso significa que a solvência de outros países na comparação com a Grécia pode se tornar mais complicada com o tempo. O motivo é que os três países (mais a Irlanda) terão em comum crescimento baixo ou negativo neste ano (-3% na Grécia e -0,5% na Espanha, por exemplo). Ficarão aquém da magra média europeia, abaixo de 1%. Isso quer dizer que estão fadados a ter uma relação entre o tamanho das dívidas (que cresce com juros cada vez mais altos) e PIB (que encolhe) ainda maior ao final de 2010 e além. Se já há receio em relação às dificuldades desses países em honrar suas dívidas hoje, essa percepção só tende a piorar. É isso o que o mercado antecipou ontem quando se desfez em massa de ações de empresas e bancos na Europa e nos EUA. O outro aspecto grave da crise é a enorme exposição do sistema bancário mundial a dívidas privadas e públicas dos "problemáticos" Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda. Segundo o BIS (Bank for International Settlements), os setores público e privado desses países devem US$ 2 trilhões a bancos dentro e fora da Europa. Em recessão e com alto desemprego, não é difícil prever empresas e governos faturando e arrecadando menos, o que pode agravar a dívida. Os EUA enfrentaram problema semelhante em 2009. Lá, o Fed (BC) assumiu 100% da rolagem das dívidas de empresas e do Tesouro, que estavam virtualmente quebrados. Se o BC europeu fizer o mesmo, a conta recairá sobre a Alemanha e a França. Isso pode ser politicamente inaceitável. Já uma onda de calotes ou de aumento de juros para rolar dívidas poderá ter reflexos ainda maiores nos países "problemáticos" e além de suas fronteiras.

sábado, 1 de maio de 2010

Ministério Público tenta anular concessão do esgoto em Blumenau Promotor apresentou ação após concluir inquérito civil público O promotor de justiça Gustavo Mereles Ruiz Diaz ajuizou ação civil pública para anular o contrato de concessão do sistema de coleta e tratamento de esgoto em Blumenau. A ação tramita na Vara da Fazenda Pública, de responsabilidade do juiz Osmar Tomazoni. O promotor pede, através de uma liminar, que o contrato assinado com a empresa Foz do Brasil seja suspenso imediatamente, devido a uma série de irregularidades constatadas durante um inquérito civil público, aberto no final de março. Segundo Diaz, vários itens do contrato firmado com a empresa estão em desacordo com a Lei Municipal 7.360/2008, que autoriza a concessão do serviço à iniciativa privada. A recente tentativa do Executivo dealterar a lei de concessão, através de um projeto que tramita na Câmara de Vereadores, também é criticada pelo promotor. As modificações prejudicariam as outras empresas que participaram da licitação, sustenta Diaz. Uma das alterações diz respeito à a responsabilidade pelas desapropriações necessárias para o sistema de coleta e tratamento de esgoto. Antes, a empresa pagaria a conta. Se aprovado o projeto, caberá aos cofres públicos garantir as indenizações. Fonte: http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/jsc/19,6,2889434,Ministerio-Publico-tenta-anular-concessao-do-esgoto-em-Blumenau.html Política | 30/04/2010 17h03min

Feira promove consumo solidário e uso de moeda social

Nos dias 1º e 02 de Maio, no Parque Ramiro Ruediger - em Blumenau será realizada a II Feira de Economia Solidária do Vale do Itajaí. A economia solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar, que leva em conta a não exploração dos outros, a preocupação com o meio ambiente, e que tem por base práticas participativas e autogestionárias, a fim de fortalecer o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem. A feira deverá reunir aproximadamente 30 empreendimentos de economia solidária do Vale do Itajaí para comercializarem seus produtos (desde artesanato até produtos alimentícios) e incentivarem o consumo solidário na região e o uso da Moeda Social. “No local será montado um Ecobanco, que fará a troca do Real pela Moeda Social. Mas a troca de produtos também é uma possibilidade”, explica a Mestranda do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional, integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa em Economia Solidária, Trabalho e Desenvolvimento Regional da FURB, Jackeline Oliveira. Além da comercialização, o evento contará com atividades culturais e de formação relacionados à economia solidária, comércio justo, redes de economia solidária e políticas públicas. A Feira de Economia Solidária do Vale do Itajaí faz parte do Programa Nacional de Apoio às Feiras de Economia Solidária, aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária. A realização é do Instituto Marista de Solidariedade e a feira acontece com o apoio local da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da FURB. Na parte da manhã as atividades serão dedicadas à formação e a partir das 14h até as 21 horas acontecem as atividades culturais e a feira de empreendimentos.