sábado, 17 de dezembro de 2011

É uma questão de qual classe?

Arquivo pessoal

jesse souza.JPG Jessé Souza: nova classe não se enquadra nos critérios que caracterizam a classe média tradicional

Quais os critérios de categorização da classe média?

A classe média é, antes de tudo, aquela que se apropria do capital cultural como base de seu privilégio social. O capital cultural nas suas diversas formas é a base do funcionamento do mercado e do Estado sob a forma de conhecimento técnico e útil, principalmente. Dessa necessidade objetiva as classes médias retiram toda a sua importância. O capital econômico expressivo é, por sua vez, privilégio das classes altas. Em conjunto, as duas formam as classes dominantes e que têm interesse na reprodução eterna de seus privilégios.

Quem é classe média hoje no Brasil?

Na nossa pesquisa preferimos definir a classe em questão como sendo uma “nova classe trabalhadora” brasileira, chamada impropriamente de “nova classe média”. Isso porque ela parece se definir como uma classe social com baixa incorporação dos capitais impessoais mais importantes da sociedade moderna, capital econômico e capital cultural, o que explica seu não pertencimento a uma classe média verdadeira. Em contrapartida, desenvolve disposições para o comportamento que permitem a articulação da tríade disciplina-autocontrole-pensamento prospectivo. Essa tríade motivacional e disposicional conforma a “economia emocional” necessária para o trabalho produtivo e útil no mercado competitivo capitalista, aspecto que separa essa classe do destino dos excluídos brasileiros. Esse contexto é precisamente o nicho clássico das classes trabalhadoras que desenvolvem atividades úteis no mercado competitivo ainda que sob condições de trabalho intensivo e prolongado. Só que, nas condições modificadas do pós-fordismo que caracterizam o mundo do trabalho a partir dos anos 90, a classe trabalhadora também muda, porque ela se acredita “empresária de si mesmo” e com isso dispensa os gastos clássicos em controle e supervisão do trabalho, produzindo riqueza e excedente de lucro ainda maiores.

Fontes:

http://www.ufmg.br/online/arquivos/017683.shtml (Boletim UFMG - 6/12/2010. Autora: Gabriela Garcia) Jesé Souza traça perfil da nova classe trabalhadora brasileira

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010, às 7h27 http://cafecomsociologia.blogspot.com/2010/10/construcao-social-da-subcidadania-jesse.html

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quando se perde o sentido¿

Estilista Ronaldo Fraga desiste de desfilar na SPFW “Tenho convicção de que a moda acabou”, disse designer a jornal

Seguindo as pegadas de Michel Foucault, Gilles Deleuze (1996) compreendeu a crise da sociedade disciplinar como uma crise dos modos de confinamento.

A perda do sentido 'de ir para a escola'.

Raul Seixas o dia em que a terra parrou

Essa noite eu tive um sonho de sonhador Maluco que sou, eu sonhei Com o dia em que a Terra parou com o dia em que a Terra parou

Foi assim No dia em que todas as pessoas Do planeta inteiro Resolveram que ninguém ia sair de casa Como que se fosse combinado em todo o planeta Naquele dia, ninguém saiu saiu de casa, ninguém

O empregado não saiu pro seu trabalho Pois sabia que o patrão também não tava lá Dona de casa não saiu pra comprar pão Pois sabia que o padeiro também não tava lá E o guarda não saiu para prender Pois sabia que o ladrão, também não tava lá e o ladrão não saiu para roubar Pois sabia que não ia ter onde gastar

No dia em que a Terra parou (Êêê) No dia em que a Terra parou (Ôôô) No dia em que a Terra parou (Ôôô) No dia em que a Terra parou

E nas Igrejas nem um sino a badalar Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá E os fiéis não saíram pra rezar Pois sabiam que o padre também não tava lá E o aluno não saiu para estudar Pois sabia o professor também não tava lá E o professor não saiu pra lecionar Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar

No dia em que a Terra parou (Ôôôô) No dia em que a Terra parou (Ôôô) No dia em que a Terra parou (Uuu) No dia em que a Terra parou

O comandante não saiu para o quartel Pois sabia que o soldado também não tava lá E o soldado não saiu pra ir pra guerra Pois sabia que o inimigo também não tava lá E o paciente não saiu pra se tratar Pois sabia que o doutor também não tava lá E o doutor não saiu pra medicar Pois sabia que não tinha mais doença pra curar

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah) No dia em que a Terra parou (Foi tudo) No dia em que a Terra parou (Ôôôô) No dia em que a Terra parou

Essa noite eu tive um sonho de sonhador Maluco que sou, acordei

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah) No dia em que a Terra parou (Ôôô) No dia em que a Terra parou (Eu acordei) No dia em que a Terra parou (Acordei) No dia em que a Terra parou (Justamente) No dia em que a Terra parou (Eu não sonhei acordado) No dia em que a Terra parou (Êêêêêêêêê...) No dia em que a Terra parou (No dia em que a terra parou)

Fontes:

http://entretenimento.r7.com/moda-e-beleza/noticias/estilista-ronaldo-fraga-desiste-de-desfilar-na-spfw-20111213.html

http://works.bepress.com/cgi/viewcontent.cgi?article=1008&context=andre_duarte&sei-redir=1&referer=http%3A%2F%2Fwww.google.com.br%2Furl%3Fsa%3Dt%26rct%3Dj%26q%3Dcrise%2520da%2520pedagogia%2520segundo%2520mich

http://redalyc.uaemex.mx/pdf/715/71560206.pdf

http://www.youtube.com/watch?v=9FwZWjCI02M

http://letras.terra.com.br/raul-seixas/48325/

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Minha casa minha batalha

Que seja destinado 15% para habitação, esse Fundo de Habitação de Interesse Social seja a partir de autarquia estatal ou cooperativa para não se buscar lucro e busque acabar com o déficit habitacional brasileiro.
Mas a máscara caiu e o Programa Minha Casa, Minha Vida mostrou, nos últimos meses, aquilo que realmente é: um programa de auxílio aos capitalistas da construção civil, imobiliárias e bancos, que ganham milhões com os programas públicos de construção e vendas de terrenos, casas e apartamentos. O programa Minha Casa, Minha Vida se destina apenas a um determinado setor da classe média, com melhor salário, e não para os trabalhadores pobres e explorados, que não ganham o suficiente nem para comer. Além do mais, para 1 milhão de casas que vão ser feitas, já foram feitas 17 milhões de inscrições e mais da metade das casas será entregue a quem ganha mais de R$1.500,00 reais.
Defendemos:
  • A efetividade do direito à moradia em proveito da população trabalhadora (empregada e desempregada), do campo e da cidade;
  • O acesso às políticas públicas de saúde, educação e saneamento básico nas ocupações, bairros populares, cortiços e favelas;
  • O atendimento das reivindicações específicas das mulheres trabalhadoras e da juventude explorada dos movimentos e organizações populares;
  • O combate a toda e qualquer tipo de discriminação da população negra pobre e ao processo de militarização e criminalização das periferias e dos movimentos populares;
  • Garantia de não remoção das populações atingidas pelas intervenções urbanas, com prioridade de política de ocupação de imóveis vazios e/ou subutilizados

Jornada Nacional de Lutas organizada pela Frente Nacional de Resistência Urbana se contrapõe ao programa do governo Minha Casa Minha Vida

A Jornada Nacional de Lutas organizada pela Frente Nacional de Resistência Urbana foi lançada na última sexta feira (26) com a campanha “Minha Casa, Minha Luta!”. Protestos e ocupações ocorreram em diversas capitais em contraponto ao Programa Minha Casa, Minha Vida do Governo Lula, que até agora não saiu do papel para a população mais pobre.

http://conlutas.org.br/site/exibedocs.asp?id=4806

domingo, 11 de dezembro de 2011

‘HU eu quero!’

http://www.blumenaunoticias.com.br/2011/02/28/alunos-da-furb-se-mobilizam-pelo-hospital-universitario/

Defende batalhar pela conclusão do HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA FURB.

Possibilitando para 2013 a inaugura e funcionamento com o repasse de 5 milhões dos cofres (público) Municipal para finalização conforme FNS para finalizar a obra.

Aumentando os leitos necessários para a cidade e região além de cobrar dos municípios da região maior empenho no termino dessa obra em beneficio da sociedade.

Fonte: http://home.furb.br/adaime/hu/hospital.htm

Os “Ratos” e os “Queijos”

Fonte: http://www.google.com.br/imgres?q=Ratos+e+queijos&um=1&hl=pt-BR&sa=N&biw=1024&bih=636&tbm=isch&tbnid=DfrbWXT1Vvr1rM:&imgrefurl=http://www.dementia.pt/esculturas-de-queijo/&docid=QaAnKpQYqN5bTM&imgurl=http://dementia.pt/wp-content/uploads/queijo.jpg&w=354&h=260&ei=i7rpTsfsM9PLtgfghY30CQ&zoom=1&iact=hc&vpx=453&vpy=153&dur=1413&hovh=192&hovw=262&tx=140&ty=94&sig=109568127508472354177&page=1&tbnh=139&tbnw=194&start=0&ndsp=15&ved=1t:429,r:2,s:0

“ANTIGAMENTE, lá em Minas, a política era coisa séria. Havia dois partidos com nome registrado, programa de governo e tudo mais. Mas não era isso que entusiasmava os eleitores. Eles não sabiam direito o nome do seu partido nem se interessavam pelo programa de governo. O que fazia o sangue ferver era o nome do bicho e correlatos por que seu partido era conhecido.

Em Lavras, os partidos eram os “Gaviões” e as “Rolinhas”. Em Dores da Boa Esperança, onde nasci, eram os “Ratos” e os “Queijos”. Os nomes diziam tudo. Ratos querem mesmo é comer o queijo. E o queijo quer mesmo é se colocar de isca na ratoeira para pegar o rato.

(…) Como já disse, os eleitores nada sabiam dos programas de governo nem prestavam atenção nas promessas que eram feitas pelos chefões. Sua relação com seus partidos não era ideológica. Nada tinha a ver com a inteligência. Eles já sabiam que política não se faz com razão. Ganha não é quem tem razão. Ganha quem provoca paixão. O entusiasmo que tomava conta deles era igualzinho ao entusiasmo que toma conta do torcedor no campo. (…) Naqueles tempos o entusiasmo não vinha nem da ideologia nem do caráter dos coronéis. O que fazia o sangue ferver era o símbolo: “Eu sou Rato”, Eu sou Queijo”.

Corria o boato de que coronel Sigismundo, fazendeiro, chefe dos "Ratos", usava jagunços para matar seus desafetos. Não surtia efeito. Era mentira deslavada dos "Queijos". Corria o boato de que o doutor Alberto, médico rico, chefe dos "Queijos", praticava a agiotagem. Mentira deslavada dos "Ratos". Os chefões, na cabeça dos eleitores, eram semideuses, padrinhos, sempre inocentes. O que dava o entusiasmo era o campeonato. Quem ganharia? Os "Ratos" ou os "Queijos"? Quem ganhasse a eleição seria o campeão, dono do poder, nomeações dos afilhados, até a próxima...

Mais de oitenta anos se passaram. Os nomes são outros. Mas nada mudou. Política é a mesma paixão pelo futebol decidindo o destino do país. Os torcedores se preparam para a finalíssima entre os “Ratos” e os “Queijos”. É como era na cidadezinha de Dores da Boa Esperança, onde nasci 73 anos atrás....

ALVES, Rubem. Os “Ratos” e os “Queijos”… Folha de São Paulo, 19 de set. 2006 apud TOMAZI, N. Dacio. Sociologia para o Ensino Médio, Atual Editora São Paulo, 2007.

Fonte: http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/index.asp?token=FF139610-9BF9-4B0E-8F9F-EB9FD1800EE5&usr=pub&id_projeto=27&ID_OBJETO=110738&ID_PAI=107174&tipo=tre&cp=BF0000&cb=&disciplina=Filosof

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Além do dia 20 de novembro,
temos os dias 14 e 24 de maio
Nascimento e morte de
ABDIAS DO NASCIMENTO
http://blogdoacra.blogspot.com/2011/06/abdias-nascimento-com-grande-admiracao.html

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

POLÍTICAS PÚBLICAS ESTUDANTIS

O questionamento em forma de crítica ao presidente nacional da UNE é a falta de mobilização da entidade por parte da visão mais a esquerda, enquanto a visão mais a direita fala somente em organização. A imprensa acaba ocupando o espaço que o Movimento Estudantil deveria estar fazendo críticas e mobilizando a sociedade em defesa da ética e contra a corrupção.

O problema da pauta estar voltada apenas na defesa de 10 % do PIB para educação, mas não se fazer a crítica nos cortes, desvios de investimentos que deveriam estar sendo feito na educação e não são feitos.

O presidente da UNE, Daniel Iliesco de Recife defende a tese que a crise do capitalismo não chegou no Brasil, não é o mesmo que o caso do Chile e países do norte, e outra ainda o norte da África. Diz o presidente da UNE que o Brasil está ampliando conquistas por isso não precisa mobilizar a sociedade. O que precisamos e conciliar a agenda entre conquistas e ampliação de conquistas, em 2012 a UNE vai comemorar 75 anos.

O Deputado Otávio Leite PSDB – RJ defende que o Movimento estudantil é um amplo espaço de aprendizado e democratização. Requer ao movimento estudantil mais qualificação e ideologizar – ética contra a corrupção nos ministérios. A corrupção tem que ser questionada.

Dari Brito do DCE do DF, não defende a mobilização mas sim a organização da entidade estudantil. Lorena do PSOL – DF por outro lado defende a mobilização contra a corrupção.

Fonte: Programa da TV Câmara entrevista: Presidente da UNE Daniel Iliesco de Recife, Davi do DCE – DF, Lorena PSOL -DF e Deputado Otávio Leite PSDB – RJ, exibido dia 20 de novembro de 2011.

A ELITIZAÇÃO DA POLÍTICA BRASILEIRA

A elitização seus interesses e a manipulação da sociedade através da mídia. A disputa eleitoral inicia na captura de Entidades Religiosas, Escolas, APP, Associações de Moradores, Sindicatos e Estudantis como a UNE, entre outras ONG. O apadrinhamento em sua organização e ou no encaminhamento das reivindicações se chega aos parlamentares, poder executivo e ou judiciário.

'Separa o trigo do joio' O que é a realidade, necessidade, conhecimento e interesse?

O que é o patrimonialismo? O que é clientelismo? O que é populismo?

Como romper com essa política de 'p' minusculo e construir a POLITICA de P maiúsculo?

Como podemos colaborar para que as entidades sejam éticas?

O que reivindicar?

Quais entidades nos representam?

Como acompanhar os encaminhamentos das reivindicações?

Por que as coisas ficam soltas?

O por que da estagnação da política? Da participação?

A disputa ideológica contribui para gerar crises e confundir o povo? O que fazer frente a essas crises?

A nossa indignação está contribuindo para manter a situação ou melhor?

O que é mudança? O que mudar? Como mudar?

O que precisa ser transformado?

O que precisa ser feito?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FAMILIA ADDAMS TIO FESTER É O LULA

Fontes: http://brincadodecoisaseria.blogspot.com/2011/11/como-ficaria-o-visual-do-ex-presidente.html http://www.cipamericas.org/pt-br/archives/3702

domingo, 13 de novembro de 2011

Qual a importância do estudante na sociedade?

Fonte da foto: http://www.portalzapnoticias.com.br/portal/2011/10/alvo-de-protestos-estudantis-governo-do-chile-reajusta-em-72-orcamento-para-educacao/
Para responder a essa pergunta entre outras que surgirão, uma boa leitura Estudante é não ser aluno.
A autora que encontrei esse texto foi Regiane Ap. Atisano, Sociologia 1M1 Material do Professor, introdução à Sociologia, Indivíduo e sociedade (p. 7).
Estudante é não ser “aluno”
A pergunta mais instigante que deve incomodar/desacomodar noite e dia a vida dos estudantes é: “por que é preciso aprender?” É bem verdade que muitos “educadores” não gostam muito de ser questionados neste sentido. Talvez, também estes tenham medo de se incomodar/desacomodar. A sua visão dos processos educativos tendem a conceber o conhecimento como algo já produzido, acabado. Ao professor basta “proferir” a verdade absoluta. Ao aluno (do latim alumnus = aquele que não tem luz), compete simplesmente receber, acolher, encolher e acomodar na sua massa cinzenta (esquecendo do corpo) os conteúdos pré-estabelecidos. Parafraseando Rubem Alves, nós podemos comparar o processo educativo com o ato de cozinhar. Com freqüência, as comidas preparadas pelos professores, impostas por um cardápio pré-estabelecido e empurradas goela abaixo nos estudantes, têm provocado indigestão, diarréia e vômito. Isto deve-se ao fato de que o estudante não participou do preparo e na escolha dos alimentos, muito menos no momento da opção dos condimentos utilizados. O “rango” já vem “mastigadinho”, sem gosto, não provocando, obviamente, prazer no ato de comer. Aprender é muito mais Primeiramente, é necessário perceber que aprender é uma necessidade vital do ser humano. “Por natureza, os seres humanos não têm instintos munidos de todos os elementos para a sobrevivência. É preciso acrescentar requisitos essenciais à natureza que o conforma durante toda a vida” (Esther Grossi). Ou seja, não estamos prontos. Somos provocados pelo mundo. Ele nos desafia, nos coloca em crise. E a crise é motivadora para o protagonismo do ser humano. É mergulhar no mistério da vida. É ir em direção ao novo que dá medo, encanta, desafia e impulsiona. Ser estudante é uma postura de vida. É ter a sensibilidade necessária para ver além do óbvio e da superficialidade que o cotidiano nos impõe. É ousar ter uma postura reflexiva sobre si mesmo e sobre o mundo. É conceber-se incompleto; como dizia o filósofo Sócrates: “A única coisa que sei é que nada sei”. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, as pessoas se educam entre si, mediatizadas pelo mundo”, dizia o mestre Paulo Freire. Viver em grupo implica resolver o problema singular que é o de construir a história de maneira original. Ou seja, ser estudante é não se acovardar, omitir e/ou deixar-se manipular pelo sistema vigente. Ser estudante é ser sujeito do seu próprio processo educativo, sentindo-se interpelado pelo desejo de construir o seu conhecimento como forma de humanizar-se. Só que não acaba aí... Ser estudante é desejar que todas as pessoas, sem distinção, também tenham acesso a esta possibilidade. Portanto, ser estudante é ser bem mais do que ser “alumnus”. É ousar ser sal e luz. “Ninguém acende uma vela para colocá-la debaixo de uma vasilha” (Mt 5,15). Ser estudante é assumir a missão desafiadora de ser vela àqueles que tanto precisam de luz. Mas ninguém dá o que não tem. É preciso cultivar o fogo intenso da busca pela verdade que habita no fundo do nosso ser. Eis aí o cativante desafio de ser estudante. Vá em frente!
FONTE:

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

para onde vai a juventude? DEPENDE DO VENTO (...)?

À direita e a esquerda¿

Na UNB o DCE que foi eleito é mais a direita! Elege-se porque a esquerda está desunida, a fragmentação dos projetos do esquerdismo facilita a direita emergir para o poder. A confusão entre o poder e a oposição, a oposição de direita e a oposição de esquerda, a esquerda no poder e a direita como oposição.

O que é esquerda e o que é direita mesmo¿ A esquerda é o interesse dos trabalhadores, dos excluídos e dos pobres. A direita é o interesse das elites e explorar e dominar os pobres, na centralização da riqueza nas mãos de poucos.

Daí pode perguntar quais partidos no Brasil estão no perfil de esquerda e direita¿ Ou até mesmo como partido de centro, com um discurso e prática de meio de campo, aproveitando a riqueza e defendendo como pode melhorar a situação do pobre. Talvez seja essa a maneira do brasileiro de fazer socialismo.

Socialismo a moda brasileira é como pode, mantendo o Estado o controle majoritário, mas a iniciativa privada é dada o legado dos outros 49%, como é o caso da CASAN em Santa Catarina, que o PSD governa.

Se não somos em cima do murro e desejamos um Brasil mais a esquerda, a necessidade de lutar por essa vontade política, caso contrário fica só na utopia.

Priorizar ações e atitudes em defesa do patrimônio Estatal, denunciar a corrupção, criar mecanismos de protesto e indignação parece ser algo difícil, mas não é impossível.

A despolitização precisa ser contraposta com a politização com argumentos e ideias que sejam condizentes com os problemas, sem fantasias, ou criando ilusões sobre a realidade.

Alguns dizem que não tem mais esquerda, que todos são corruptos entre outras ideologias que ajuda ainda mais a manter no poder e eleger aquele que pioram cada vez mais o nosso país.

Desmascarar todos que estão à direita, as políticas privatizantes do governo federal, o PPP – Projeto Publica Privado que viabiliza as privatizações.

Será que a direita está no poder em Brasília¿ com um discurso de esquerda, e difamando a imagem da esquerda prestando o serviço à direita e um desserviço para a esquerda.

Se pelo menos pudéssemos dizer que o governo federal é social democrata, alguns avanços sociais, leis e regulamentações em temas como gênero e diversidade.

Mas ao mesmo tempo se esconde o problema da dívida estatal brasileira, frente a crises internacionais chegaremos logo a nossa própria bolha da dívida estatal em dois trilhões.

A onde está à esquerda brasileira se não está em Brasília¿ Porque não consegue mostrar força¿ Será que a esquerda brasileira é tão pequena que não consegue visibilidade para contrapor as elites nacionais¿

domingo, 16 de outubro de 2011

Candidato da Ação Popular Socialista em Blumenau 2008 no Partido Socialismo e Liberdade e só!?

Dari Diehl fala de suas propostas para Blumenau

Candidato do PSOL foi entrevistado da série publicada pelo Jornal de Santa Catarina

O candidato a prefeito de Blumenau pelo PSOL, Dari Diehl, aproveitou a condição de servidor público municipal para falar sobre temas com os quais convive diariamente. Assistência social, saúde e combate aos cargos comissionados dominaram a entrevista, concedida ao Jornal de Santa Catarina no dia 20 de agosto. Dari falou à repórter Giovana Pietrzacka, aos colunistas Fabrício Cardoso, Cao Hering, Clóvis Reis, Francisco Fresard, Valther Ostermann e Maicon Tenfen e ao editor de Política Evandro de Assis

Dari falou sobre a troca de partido - era do PSTU - e de sua adoração pela ex-senadora Heloísa Helena (PSOL). Com semblante tenso no início, aos poucos o candidato se descontraiu, explicou sua orientação política, criticou o governo Lula e elogiou Hugo Chávez. Ao ser informado que o tempo havia acabado, já completamente à vontade, lamentou:

— Pena que o tempo é curto, né?.

Evandro — Uma pesquisa do Instituto Mapa, encomendada pelo Jornal de Santa Catarina, mostrou que a saúde é a grande preocupação do eleitorado. O que o senhor pretende fazer para acabar com a rotatividade dos médicos nos postos de saúde?

Dari — Eu, como funcionário público, acompanho isso aí. Até porque eu trabalho na assistência social e a gente acaba utilizando também o serviço de saúde para fazer os nossos encaminhamentos. A gente percebe que, realmente, a dificuldade é grande. Então eu me coloco no lugar do cidadão comum que não sabe exatamente aonde ir, onde acessar os serviços de saúde... deve ser muito difícil. Nós podemos falar e resolver a questão imediata, mas nós também temos que pensar em fazer com que as pessoas não fiquem mais doentes. Como é que se faz isso? Investindo em prevenção. A falta de médicos nos postos de saúde eu considero uma desorganização do poder público porque nós sabemos quantos médicos temos e que, em determinada época do ano, este ou aquele médico tem direito de pegar férias.

Valther — Daí não é substituído?

Dari — Não é substituído porque a prefeitura não tem aquele médico coringa. Ela deveria ter.

Valther — Então ela tem 11 meses de médico, na prática.

Dari — Exatamente. E aí que eu digo: falta de planejamento, de organizar essa questão. Só começam a tomar uma providência quando o problema já está ali, batendo na porta.

Francisco — Dari, aproveitando que tu és da assistência social, a questão dos andarilhos. Qual o tratamento que o seu governo daria a esse tipo de situação? Abrigo é o caminho, mandar para casa de volta... qual é a sua opinião?

Dari — Pois é, eu atendo migrantes, pessoas que vêm de fora. Em épocas de eleição acaba vindo muita gente, né? A gente percebe que tem muita cara nova. Parece que o período eleitoral atrai esse pessoal.

Clóvis — Atrai por quê?

Dari — Eu não sei te dizer. Talvez seja uma mão-de-obra barata para fazer campanha. Um grande problema é que aqui em Blumenau ainda existe aquela velha idéia do assistencialismo, o que eu chamo de política compensatória: você dá as coisas, mas não exige nada em troca.

Valther — Daí acomoda o cidadão...

Dari — Exatamente. Por exemplo: você vai ter que assumir o compromisso de fazer um tratamento para desintoxicação... porque 100% dos andarilhos são dependentes de drogas lícitas ou ilícitas. Ou as duas. A gente encaminha eles para o abrigo e eles vão ficando lá... não têm uma atividade para que possam se ocupar. Ficam lá um mês, dois meses, três meses... eles até não bebem quando eles estão lá porque existem regras. Mas acaba o prazo deles, porque não dá pra ficar com eles pra sempre. E aí, o que que acontece? Ele volta pra rua, volta para a situação anterior dele. Tem que haver um planejamento para que seja encaminhado para um tratamento. Porque é muito dinheiro que se gasta.

Valther — O cara fica profissional.

Dari — Sim, há pessoas que, em oito anos, nós fizemos mais de 300 atendimentos. Então é muita coisa, muito recurso que se gasta. Mas não é só com andarilho. Entra também a questão de saúde. Temos, no nosso plano de governo, uma política municipal voltada ao dependente químico. A gente tem um problema: não consegue vagas pra tratamento. Isso, na assistência social, é direto. Dizemos que é necessário fazer tratamento, que é um direito, mas a gente acaba não oferecendo esse tipo de serviço.

Maicon — Candidato, eu pedi a alguns amigos, alguns leitores, o que eles perguntariam aos candidatos a prefeito de Blumenau. Quase todas as pessoas falaram da questão do trânsito. Como fazer para resolver esse problema grave?

Dari — Eu estive vendo os números... é o rápido crescimento da nossa cidade. Em 1970, nós tínhamos 100 mil habitantes. Hoje, Blumenau vai fechar o ano com 300 mil habitantes. Nós triplicamos. Aí, pela questão geográfica de Blumenau e pela falta de planejamento, nós chegamos na situação que estamos hoje. Porque em Blumenau existe uma cultura de que: "ah, vou sair com o meu carro". Não usa o transporte coletivo, como devia ser, por diversos fatores. Eu utilizo o transporte coletivo, sem problema nenhum. Mós temos que dar o exemplo, né?

Clóvis — Na campanha estás usando também?

Dari — Também uso. Não adianta eu dizer para o cidadão: "olha, tem que usar o transporte coletivo para reduzir o número de veículos", mas eu, como político, não uso.

Giovana — Então esta seria a solução para o trânsito.

Dari — Fica uma sugestão: peguem ônubis no horário de pico, no verão, aquele sol escaldante, quase 40 graus. É uma coisa terrível. A maioria não tem nem sequer ar-condicionado, que já auxilia bastante. Um dos motivos que as pessoas não utilizam é a qualidade do transporte coletivo. Temos que exigir das empresas que fazem o transporte coletivo que elas coloquem qualidade nesse transporte. A questão do trânsito: nós podemos abrir novas vias de acesso, mas a cada mês entram mil novos veículos no transito. Nós podemos abrir a Ponte do Badenfurt, o acesso Garcia-Velha, mas daqui a quatro, cinco anos, o problema vai ser igual ou até pior. Nós temos que começar a planejar um transporte coletivo alternativo. Aí alguns acham que a gente é maluco falando em metrô, em trem em Blumenau. Mas nós temos que pensar nisso agora, não adianta começarmos a falar nisso daqui a 15 anos quando a questão já é insolúvel.

Clóvis — Dari, com a chegada do PT ao poder no Brasil e essa tendência da esquerda mais ao centro, uma candidatura como a tua é uma candidatura retórica, para a cidade discutir outras questões, ou é uma candidatura com viabilidade eleitoral?

Dari — Não, não é retórica. São candidaturas que que apresentam uma viabilidade eleitoral. Os outros partidos estão muito próximos né. Então existem certas coisas que você nem consegue fazer uma distinção entre um e outro. As linhas gerais, as diretrizes, eles deixaram de lado. Eu não considero mais o PT como sendo partido de esquerda. Está bem próximo da direita. Existem alguns traços de discurso de esquerda, mas práticas, não existem mais.

Maicon — As políticas sociais do governo Lula não se aproximam do ideário de esquerda?

Dari — Há uma distorção. A esquerda jamais defende essa política assistencialista do governo Lula. Vamos dar um exemplo: o cidadão tá com câncer, precisa fazer quimioterapia para curar. Aí o Estado chega e diz: nós não temos como te dar quimioterapia... serve uma cesta básica? Tu vais morrer, mas pelo menos não morre de fome (risos). É por isso que eu chamo de política compensatória, não consegue resolver o problema, mas aí compensa.

Clóvis — Dari, tua saída do PSTU e ida para o P-Sol... parece que estás mais light. É o Dari paz e amor? (risos)

Dari — Não, não é o Dari paz e amor. É o Dari que cresceu e amadureceu, né? Acho que triste do ser humano que estaciona e não cresce. Eu considero que consegui evoluir e pretendo evoluir muito mais.

Clóvis — O que mudou na tua cabeça, o que tu não dirias de novo?

Dari — Eu estou dizendo todas as coisas que eu disse em 2004, mas de uma maneira diferente, menos agressiva. Acho que a maneira como você diz pras pessoas as coisas faz com que elas estejam abertas ou se fechem para te ouvir. Eu posso dizer alguma coisa pra Giovana, por exemplo, de uma forma agressiva, a Giovana vai virar as costas e vai me odiar para o resto da vida. Agora, eu posso chegar e falar numa boa, a Giovana vai me ouvir, e, de repente, até vai concordar comigo lá na frente. Mas eu não posso cair no senso comum para conseguir voto, deixar de falar a verdade. Os princípios, a gente não deve abrir mão. Muitos dos políticos que eram contra privatização, hoje são a favor. Falavam mal do FMI, hoje elogiam. Diziam que os usineiros eram bandidos, hoje o usineiro é herói.

Valther — Dentro dessa linha, a sua definição de esquerda, qual é? Qual sua visão exata e histórica de esquerda? Essa coisa de esquerda e do Stalin, esse rolo, essa geléia...

Dari — É, o grande problema é que as pessoas confundem stalinismo com socialismo. O stalinismo foi uma coisa terrível, um genocídio. Nós dizemos o seguinte: a democracia que está aí não é uma democracia para todos, é dirigida para alguns setores da sociedade. As pessoas acabam sendo julgadas pelo que têm e não pelo que elas são.

Valther — Tipo algema pra pobre, não pra rico.

Dari — Exatamente. Nós achamos importante a democracia, mas a democracia onde, cometeu crime, todos devem pagar da mesma forma. Eu entendo como esquerda aquilo que faz com que o poder público tenha políticas voltadas para as pessoas mais necessitadas, as que mais sofrem no sistema capitalista.

Evandro — Uma coisa me chama a atenção no teu discurso: ao mesmo tempo em que critica os grandes empresários, defendes o apoio às microempresas. Mas, se tu ajudas uma microempresa, ela cresce e pode virar grande. Aí ela não vai mais precisar de ajuda? Ela deve ser combatida?

Dari — Não, nenhuma empresa deve ser combatida. O grande empresário já consegue andar com as próprias pernas. Agora, o pequeno e microempresário, as dificuldades deles são "n" vezes maiores do que o grande empresário. Mas o grande empresário acaba conseguindo as benesses do poder público. O pequeno, por não ter esse poder econômico, acaba não conseguindo.

Evandro — Incentivo fiscal, por exemplo.

Dari — Isso a gente vê aqui em Blumenau, tá muito evidente. As grandes empresas ganhando incentivos fiscais e as pequenas...

Clóvis — Quais são as pessoas que tu admiras na vida pública, fora a Heloísa Helena? (risos)

Dari — Heloísa Helena, claro. É uma figuraça, uma pessoa encantadora. Tinha toda a oportunidade de continuar no governo, poderia ter até um ministério, estar usufruindo as benesses do poder, mas resolveu abrir mão disso. O projeto dela é mais amplo... outra pessoa que admiro... alguns agora vão começar me execrar (risos). Com ressalvas, eu admiro o Hugo Chávez (presidente da Venezuela). Pela coragem de enfrentar...

Valther — Considere-se execrado (risos)

Dari — Mas ele fica na questão do discurso, né? Cão que late mas não morde. Mas pelo menos ele conseguiu se destacar na América Latina com esse discurso.

Valther — Mudando de assunto, o senhor eliminaria os cargos comissionados?

Dari — Como funcionário público, eu posso falar disso sem medo estar falando besteira. Cargo comissionado cai lá de pára-quedas, não sabe o serviço, não entende nada de serviço público. Mas ele vai mandar no profissional que está ali, que sabe como é que o serviço deve ser feito. Então, o cargo comissionado precisa existir mas não nessa quantidade dessas coligações gigantescas.

Clóvis — Além de colunistas do Santa, o Maicon e eu somos professores da Furb. Qual sua posição a respeito do projeto de federalização da Furb?

Dari — Eu sou a favor. Seria uma acinte a pessoa se colocar contra. Porque é uma bandeira muita. Não é uma meia dúzia de pessoas que luta pela federalização. É muito amplo esse movimento. Quando a Furb surgiu em Blumenau, há 44 anos, a promessa era de que ela seria uma universidade voltada aos filhos dos trabalhadores. Então, somos 100% a favor da federalização da Furb.

Maicon — Gostaria de saber sobre o teu plano para educação e cultura. E um livro que você recomendaria, de qualquer assunto.

Dari — Nós defendemos a escola em tempo integral, a escola tradicional já não consegue mais atender a demanda, até pela própria evolução da ciência, da tecnologia. O jovem ocioso acaba sendo presa fácil da marginalidade. E nós defendemos a escola em tempo integral, implantada de forma gradativa, uma concepção moderna de escola. Em um meio período se manteria a escola nos moldes tradicionais e o outro período seria voltado mais pra questão de ética, relacionamento interpessoal... esporte, educação sexual, a questão alimentar...

Valther — O hino nacional também ?

Dari — Exato, (risos) essas coisas não temos mais hoje em dia.

Giovana — E quanto ao livro?

Clóvis — O Capital (de Karl Marx)!

Dari — Ah, não li O Capital.

Maicon — É difícil alguém da esquerda ler esse livro... e da direita também.

Dari — Meu Deus, eu li um livro de poemas, eu tenho que lembrar o nome, que eu gostei muito. Eu comprei lá em Brasília... meu Deus, como é o nome dele!

Valther — Autor nacional?

Dari — É um aqui de Timbó...

Maicon — Lindolf Bell.

Dari — Lindolf Bell! É uma coletânea de poemas. Achei fantástica, tá guardada lá em casa.

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Pol%C3%ADtica&newsID=a2178112.xml

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Qual o método de uma religião cientifica¿

    Outras perguntas também podem ser respondidas além de qual o método de uma religião cientifica¿ Como essa cosmologia pode ser aplicada no século XXI?

    Neste sentido a reflexão de Prof. MsC. Sylvio Fausto Gil Filho a revisão da religião, como fenômeno que a luz do processo histórico empreendeu o desenvolvimento e superação do homem no plano de suas concepções diante da vida e na organização das sociedades, torna-se perfeitamente justificável.

    O que parece-nos razoável diante dos trabalhos sobre o assunto, está sob o prisma de interpretação da realidade religiosa, que em várias épocas e em vários ambientes culturais os diversos pesquisadores do tema anunciaram relações ou mesmo admitiram possíveis conexões entre as diversas religiões reveladas ao mundo.

    Não se trata aqui de escrever mais um ensaio de religiões comparadas tentando na medida do possível buscar no método empregado a objetividade e a neutralidade. Desejamos sim, desenvolver as relações entre as religiões sob a base da revelação de Bahá’u’lláh.

    O que diagnosticamos no cerne das sociedades humanas é a presença da religião com fenômeno de caráter totalizante.

    A opção pôr uma fenomenologia da Religião explica-se pela adaptabilidade do método na não construção de uma argumentação hierarquizante entre os diversos fenômenos possibilitando a busca profunda das realidades.

    A Fenomenologia da Religião emprega base teórico-metodológica de HUSSERL (1859-1938), filósofo alemão. Ele afirma que os fenômenos devem ser apreendidos na medida em que são vivenciados pela consciência intuitiva.

    A metodologia neste caso não baseia-se exclusivamente no empirismo mas buscaria as essências das quais os fenômenos não seriam apenas meras aparências e sim eles próprios em sua totalidade. Ou seja, a fenomenologia preocupa-se com o ser enquanto ser a revelia ao modo pelo qual se manifesta, buscando assim as essências absolutas de tudo o que existe.

    Este fenômeno porém, não pode ser compreendido na escala pura e simples das ciências humanas, embora a utilização de suas concepções sejam significativas. Seria oportuno admitir que toda e qualquer análise que façamos do fenômeno religioso só será devidamente abrangente se também o considerarmos sob os seus próprios padrões de análise. Ou seja, estudar a Religião pôr ela mesma.

    Como comenta ELIADE (1970):

    ...um fenômeno religioso somente se revelará como tal com a condição de ser apreendido dentro da sua própria realidade, isto é, de ser estudado à escala religiosa. Querer delimitar este fenômeno pela fisiologia, pela psicologia, pela sociologia e pela ciência econômica, pela lingüística e pela arte, etc... é traí-lo, é deixar escapar precisamente aquilo que nele existe de único e irredutível, ou seja, o seu caráter sagrado. (Trat. Hist. Rel. p. 17)

    O conhecimento do fenômeno da religião torna-se inteligível na medida em que o analisamos no plano do sagrado.

    Contudo, o problema da análise não é apenas de escala, mas também os ditames da ciência e do método.

    Acreditamos que uma visão holística do conhecimento seja necessária a fim de não corrermos o risco do reducionismo.

    Ao propormos a totalidade do fenômeno religioso tentamos demonstrar a

    necessidade de rompermos as barreiras da compartimentação da ciência de raízes positivistas.

    Quando procuramos uma teoria do fenômeno religioso baseada nos enunciados bahá’ís, nos deparamos com a formação e o conceito de ciência corrente de base materialista. Porque não admite nada além do concreto e objetivo e acredita na neutralidade do método como verdade absoluta.

    A crença dos bahá’ís na unidade orgânica da humanidade e no poder catalisador da Fé, não é compatível à produção do conhecimento baseado estritamente nos parâmetros positivistas.

    De fato não existe verdades absolutas abarcadas pela égide científica.

    A unidade entre ciência e religião se faz necessário. Todavia, o que queremos dizer com esta interação? De nenhum modo podemos condicionar a religião aos limites da ciência ou mesmo aceitar integralmente a objetividade exclusiva pôr parte da ciência.

    Lembrando uma conferência de ARBAB (1986):

    Uma das pretensões do mundo intelectual em qualquer campo é a de que eles são objetivos. Asseveram os pensadores que unicamente a ciência é objetiva e que encontra a verdade pôr meio de métodos científicos. A religião, porém, é considerada como assunto subjetivo. Esta pretensão gravada na mente da maioria dos intelectuais é cem pôr cento falsa. (Anais 1ª Conf. AEBB p.08).

    A tese da objetividade têm como base no método científico ao qual se atribui a supremacia e a unidade da ciência.

    No entanto, não existe apenas um método, mas vários métodos de análise cada qual utilizado de acordo com o caráter da pesquisa que se realiza e às necessidades do cientista.

    Por existir vários conceitos para o método, podemos considerar que ele é o meio pelo qual há contato entre a realidade e a teoria científica, ou seja, através dele sistematizamos o conhecimento e fazemos ciência.

    Para melhor fundamentar nossa elucidação tomemos como exemplo os método dedutivo e indutivo. Tanto o primeiro como o segundo suscitam questões e conclusões do particular para o geral e vice-versa.

    Segundo LAKATOS & MARCONI (1989): “... se nos dedutivos, premissas verdadeiras nos levam a conclusões verdadeiras, nos indutivos, conduzem apenas a conclusões prováveis”.

    O método é limitado tanto como meio de adequar-se à análise de uma realidade, como também pode estar divorciado de qualquer fundamento real. Pois se partimos de teses falsas chegaremos à conclusões errôneas. Além disso, todo cientista está inserido em uma cultura e estrutura social, assim toda interpretação que ele faça da realidade será condicionada pela instância cultural-ideológica, pelo sistema político-social ou pela formação ético-religiosa.

    Não podemos atribuir ao método científico convencional uma preeminência que na realidade não possui.

    Segundo GARAUDY (1980):

    "O Positivismo não conseguiu fugir aos problemas. O idealismo não conseguiu resolvê-los. Esses problemas, (...), decorrem do malogro de um duplo dogmatismo: o da religião e do cientificismo. (Perspectivas do Homem p.13)."

    Para concretizar a harmonia entre religião e ciência há necessidade de se romper esse duplo dogmatismo. Se de um lado acreditamos que a Revelação Bahá’í possui os meios de rompimento com o dogmatismo religioso de outro no plano da ciência devemos não perder de vista que a discussão teórica metodológica é vital para fundamentar o argumento perante uma nova interpretação do processo temporo-espacial e o papel da religião como direcionadora deste.

    Segundo ‘ABDU’L-BAHÁ (19__):

    "Las exigências del presente piden nuevos métodos de solución; los problemas del mundo son sin precedente. Las vejas ideas y formas de pensamiento están rápidamente tornándose anticuadas.(Fund de La Unidad Mundial p.141) "

    A aplicação do método científico convencional na Religião não concretizará a interação possível entre ciência e religião. Porque o método científico de origem racionalista cartesiana e recriado sob o racionalismo idealista do positivismo é incapaz de oferecer uma resposta adequada ao fenômeno da religião.

    O Positivismo que de modo avassalador permeia as ciências tende a deificar a ciência, negar o propósito da religião enquanto ,uma verdade revelada reforçando um sentimento de antireligião e um idealismo desvinculado da existência de uma Divindade. Sob todos os aspectos esta ideologia é contrária as verdades inculcadas em qualquer religião histórica revelada.

    Segundo SCIACCA (1968):

    A ciência é entendida por ele como a revelação do ser, o progressivo realizar-se do Infinito, a solução de todos os problemas, a instauradora de uma nova ordem social.

    Em suma, a Ciência não é apenas o único conhecimento humano, mas é a ‘nova religião da humanidade’, que torna supérfluas todas as religiões tradicionais e é a garantia infalível do melhor destino do homem, como indivíduo e como membro da sociedade. A moral a política, a religião, toda a atividade humana é canalizada à ciência, a grande esperança, a soberana possibilidade do homem, o ideal novo não deludente. A nova sociedade técnica industrial tem o seu fundamento e a sua garantia na ciência. O ‘otimismo’ positivista, ingênuo e romântico, instaura o culto religioso da própria ciência e, ao invés de ter dela um conceito crítico, tem-na num mito e numa superstição. (...); para os positivistas tudo é ciência, inclusive a filosofia e a própria religião. (...); ‘cientismo’ abstrato... Inimigo de toda metafísica, o positivismo é também ele uma metafísica, que se lança até a adoração do fato e à deificação da matéria. (Hist. da Filos. M.F.Sciacca p.143 - III 1968 - Ed Mestre Jou SP).

    Fonte:

    GIL FILHO, Sylvio Fausto, O FENÔMENO DA RELIGIÃO E MÉTODO, (Departamento de Geografia/Universidade Federal do Paraná), http://www.bahai.org.br/virtual/artgil1.htm, acesso 06 de outubro de 2011.

domingo, 2 de outubro de 2011

Enchentes: Não tirem a serapilheira, artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos

A Serapilheira. Um colchão de restos vegetais no chão das florestas e bosques florestados. Enriquece e torna o solo mais fofo e permeável. Ela própria absorve grande parte das águas de chuva.
Fonte: SANTOS, Álvaro Rodrigues dos, Enchentes: Não tirem a serapilheira, artigo http://www.ecodebate.com.br/2011/09/14/enchentes-nao-tirem-a-serapilheira-artigo-de-alvaro-rodrigues-dos-santos/#.Tnz1zzcjto4.facebook acesso 2011.