terça-feira, 6 de abril de 2010
Dieese: país manteve nível salarial em 2009
Dieese: país manteve nível salarial em 2009, apesar da crise
O Brasil conseguiu manter a massa salarial e o nível do emprego ao longo da crise financeira de 2009, em relação a 2008. A avaliação foi feita pelo coordenador regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo (Dieese), Renato Lima.
Para ele, a decisão do governo federal de adotar uma política semelhante a que reivindicavam os sindicatos - com redução de impostos em áreas vitais para a economia - possibilitou o aumento do emprego em alguns setores, como a construção civil, o que, em parte, compensou o baixo rendimento e o desemprego gerado no segmento industrial.
“No cômputo geral, mesmo com o impacto da crise, a economia interna, dos próprios brasileiros, por meio da circulação de mercadoria e salários, diluiu o impacto maior provocado pela crise – o que não aconteceu nos outros países. Nesses países, que optaram pela continuação da política neoliberal de estrangulamento do crédito, os mercados internos não conseguiram dar pujança e obter resposta.”
As declaração do coordenador regional do Dieese foram dadas à Agência Brasil em reunião realizada esta semana, no Rio de Janeiro, durante a 4ª Jornada Nacional de Debates, a Redução da Jornada de Trabalho e as Perspectivas para 2010.
O encontro reuniu centrais sindicais de todo o país. A ideia era fazer um balanço e uma avaliação mais precisa sobre as negociações do acordo coletivo em 2009, em relação às metas pré-fixadas e às projeções do emprego e da renda para 2010.
“O debate vem demonstrando - através de uma série de estudos estatísticos, qualitativos e quantitativos - que no ano passado nós tivemos, diferentemente dos anos anteriores, um ano com características recessivas dado o impacto que teve, também aqui no Brasil, a crise financeira internacional – especificamente no setor industrial. A conclusão é que, mesmo com a crise, o movimento sindical conseguiu manter os níveis salariais e o nível de crescimento do emprego – uma vez que a queda foi muito pequena e ainda assim localizada.”
“Por outro lado, o movimento sindical brigou muito pela valorização do salário mínimo e isto repercutiu em toda a cadeia da economia, pois mesmo as categorias que não o recebem [o salário mínimo] tiveram seus rendimentos valorizados e puxados para cima”.
Para Lima, programas de transferência de renda do governo federal, como o Bolsa Família, também ajudaram na manutenção da demanda do mercado interno.
“O equilíbrio foi dado pelo aumento do consumo interno, que, incentivado pelos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e pela retirada de impostos de alguns produtos, ajudou o país e o trabalhador a ultrapassar este período turbulento da economia mundial.”
Fontes: Agência Brasil
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=127049&id_secao=2
ATIVIDADE: ESTUDANDO PARA AVALIAÇÃO DO PRIMEIRO BIMESTRE DE 2010
Escola de Educação Básica Hercílio Deeke
Disciplina: Sociologia
Professor: Osni Valfredo Wagner
Revendo texto (OLIVEIRA, 2007, p. 85 até 106, capitulo 4):
1- Qual a definição de cidadania trabalhada no texto?
2- Quais as características da cidadania?
3- Diferencie: capitalismo e cidadania.
4- O que significa direitos civis, direitos políticos e direitos sociais?
5- O que é um movimento social?
6- Quais as principais idéias do PT, do PMDB, do PSDB, do PSOL e DEM?
Revendo seminários p. (OLIVEIRA, 2007, 15 até 83, capitulos 1, 2 e 3)
1- Qual a diferença de senso comum e Sociologia?
2- Explique o feudalismo e o seu funcionamento.
3- Fazer uma crítica ao capitalismo.
4- Diferencie: globalização e neoliberalismo.
5- Cite políticas neoliberais (reforma do consenso de Washington) Explique na prática o que acontece nos Estados Nacionais?
6- Diferencie: fordismo e toyotismo.
7- O que significa “globalização da pobreza”, segundo Michel Chossudovsky?
8- Defina o que é reestruturação produtiva?
9- Quais as conseqüências sociais da precariedade e da flexibilização do trabalho?
10- O que significa a teoria da empregabilidade?
11- O que é o conceito “desemprego estrutural” o que tem haver com a robótica (automação).
12- Qual a sua opinião sobre as privatizações impostas pela ideologia neoliberal?
13- Dê um exemplo de uma das conseqüências das políticas neoliberais na sociedade e na vida cotidiana dos indivíduos, discutir com os colegas.
14- O que você poderia dizer sobre o trabalho hoje em dia?
15- Na sua opinião, a reestruturação produtiva trouxe algum beneficio aos assalariados? Por quê?
16- A teoria da empregabilidade se aplica aos jovens dos cursos técnicos e do Ensino Médio em geral? De que forma? Será que esses cursos tragam-lhe benefícios? Explique?
17- Descreva uns exemplos de reestruturação produtiva.
a) Quais novas profissões
1.
2.
3.
b) Quais não existem mais?
1.
2.
3.
18-Motivo que leva vocês na escolha de profissões?
Referencia Bibliográfica:
OLIVEIRA, Luiz Fernandes de, 1968 – Sociologia para jovens do século XXI/ Luiz Fernandes de Oliveira, Ricardo César Rocha da Costa. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2007.
domingo, 4 de abril de 2010
Trajetória econômica de uma região periférica
LEONARDO GUIMARÃES NETO
*Economista, ex-professor adjunto do Programa de Pós-Graduação e do Departamento de Economia da Universidade Federal da Paraíba – UFPB e consultor econômico privado.
... Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades...
... E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto
Que não se muda já como soía.
Camões
O QUE SE PRETENDE com o presente trabalho é esboçar a provável trajetória para o que se entende hoje por região Nordeste. Tal tentativa é feita com base em número relativamente pequeno de acontecimentos de natureza econômica e de grandes mudanças ocorridas na economia regional. Não obstante a pouca significância numérica de tais transformações, julga-se serem suficientemente relevantes para ajudar na concepção das linhas gerais do caminho percorrido pela região.
O procedimento adotado não é original, consiste na identificação de fatos e aspectos significativos da evolução de determinado objeto de investigação, notadamente seus momentos de inflexão ou de transição e, a partir deles, compor uma trajetória que ajude a entender, mesmo que superficialmente, os traços mais relevantes de sua história. Em outras palavras, mesmo que não sejam apreendidas todas as conexões entre as distintas fases pelas quais passou o objeto de estudo, é possível, no entanto, desenhar, toscamente, alguns dos traços relevantes da trajetória e, assim, explicitar elementos que ajudem a entender sua situação atual.
Um primeiro passo a ser adotado é a concepção de uma periodização que, ao ser concebida como hipótese central do trabalho, permita articular os fatos isolados e servir de base para o exame mais detido de acontecimentos particulares.
No caso especifico do Nordeste, o que se tem em vista é, a partir da sua consolidação como Complexo Econômico Nordestino, no início da fase da colonização, acompanhar o seu percurso, identificando os fatos históricos que foram conformando e transformando esse espaço regional.
A periodização adotada, já trabalhada nos seus vários aspectos em outras pesquisas realizadas pelo autor e por estudiosos da questão regional brasileira e nordestina, embora possa ser formalizada com apoio em trabalhos teóricos, decorre de constatações encontradas em muitos trabalhos empíricos que se aprofundaram em questões como: a formação do mercado interno brasileiro; a do ajustamento das regiões ao seu processo de articulação comercial, às raízes das desigualdades regionais brasileiras e aos processos recentes de concentração, desconcentração e reconcentração espacial no país; a presença, cada vez mais freqüente, de grandes frações do capital nas chamadas regiões periféricas, das quais estavam ausentes até bem pouco e, nelas, passam a definir o seu dinamismo.
O trabalho está dividido em seis partes, sem considerar esta introdução. Na primeira, de modo sucinto, é explicitada a proposta de periodização que serviu de guia para a montagem da trajetória econômica do Nordeste. Em seguida, na segunda parte, discute-se a gênese da região dita periférica, que nasceu e se consolidou quando do nascimento da economia capitalista ou da economia-mundo, centrada na Europa, de acordo com alguns estudiosos.
Na terceira parte, já passando ao desenho da trajetória econômica, examina-se, no processo de formação econômica do Brasil, a passagem da fase de isolamento relativo das regiões brasileiras, entre elas o Nordeste, para uma fase de articulação comercial, com vários determinantes, que vai dar lugar à constituição do mercado interno brasileiro, antes um mercado fragmentado, formado por regiões exportadoras que possuíam mais vínculos com os grandes mercados internacionais e menos com os espaços próximos, no interior do território brasileiro.
O quarto tópico do trabalho está centrado na passagem da fase de articulação comercial, que corresponde à formação do mercado interno nacional, para uma fase aqui denominada de integração produtiva, na qual a forma de relação predominante entre as regiões central e periféricas passa a ser a transferência de capitais produtivos que buscam, nestas últimas, explorar novas oportunidades de investimentos, em grande parte criadas e fortalecidas por políticas regionais que visavam a corrigir desigualdades regionais do desenvolvimento brasileiro.
No quinto item são examinados, após a descrição da trajetória econômica, aspectos associados à grande heterogeneidade atual da economia regional nordestina decorrente das transformações pelas quais passou recentemente e das suas novas formas de articulação mantidas com o restante do país.
Finalmente, na última parte do trabalho são apresentadas algumas considerações à guisa de conclusão.
Uma proposta de periodização
O esforço de identificação das fases mais relevantes pelas quais passou a região Nordeste desde os primórdios da colonização até os anos recentes poderia explorar, como bem provável, a identificação:
• do momento de consolidação de uma estrutura econômica e social que tradicionalmente se identificou como o Complexo Econômico do Nordeste, constituído de vários segmentos exportadores os quais - associados a algumas atividades econômicas mais voltadas para o mercado interno, inclusive a atividade pecuária que a partir de determinado momento passou a ter dinâmica própria - revelou intensa capacidade de absorção de força de trabalho;
• de um segundo momento, no qual este complexo regional volta-se para o mercado interno e passa a se articular, da perspectiva comercial - como produtor ou como consumidor - com os demais espaços nacionais, num movimento mais geral de constituição e consolidação do mercado interno brasileiro;
• de um terceiro momento, que consistiu na superação da articulação comercial anterior, caracterizado - em fase mais recente e correspondente à consolidação dos segmentos mais importante da indústria pesada no país - pela transferência para as regiões periféricas, inclusive o Nordeste, de frações do capital produtivo, público e privado, que, explorando novas oportunidades de investimento nesses espaços, promoveriam uma integração produtiva dessas regiões, já articuladas comercialmente desde a fase anterior.
Da perspectiva do Nordeste, nesse último momento, não se trata apenas de uma forma de relação econômica na qual a região passa a fazer parte - como produtora e consumidora - do mercado interno nacional, absorvendo produtos da indústria nacional concentrada no Sudeste e colocando nos demais mercados parte dos seus excedentes exportáveis dada as dificuldades crescentes de sua colocação no mercado internacional. Trata-se, agora, de ter, no interior de sua economia regional, frações de capitais dos grandes grupos econômicos que já marcavam presença nas regiões mais industrializadas do país.
Em termos empíricos, o primeiro dos momentos referidos - o da consolidação do Complexo Econômico Nordestino - corresponderia ao povoamento e colonização do território que viria a constituir o Nordeste, com base na exploração da cana-de-açúcar, entre outras atividades exportadoras, no início a partir do trabalho escravo, atividades que foram seguidas em fases sucessivas pela produção de algodão, fumo e cacau, entre outras, voltadas para o mercado externo; ademais, teve na pecuária e na agricultura de subsistência atividades que tornaram mais densa e complexa a economia e a sociedade regional.
Fortemente articulada com o exterior do país a partir da grande crise do seu setor exportador e da gradativa consolidação do processo de industrialização concentrado em São Paulo e no Sudeste, o Nordeste abre-se também para o resto do pais e passa a ajustar sua economia às novas relações daí decorrentes. Enquanto o primeiro momento corresponderia à maior parte do período colonial e avançaria até a primeira metade do século passado, a fase de articulação comercial poderia ser situada, no caso do Nordeste, entre o final do século passado e a primeira metade do século atual.
Com a implantação da indústria pesada no Brasil, com a formação dos grandes grupos econômicos, públicos e privados, e a oligopolização da economia brasileira em praticamente todos os segmentos produtivos, os excedentes econômicos antes concentrados na região-industrial do país, passam a abrir novas frentes de investimentos na periferia. Tais fontes foram criadas e se tornaram atraentes em regiões como o Nordeste graças aos investimentos governamentais ou à intervenção do setor produtivo estatal, ou, ainda, graças os estímulos fiscais e financeiros que passaram a ser oferecidos aos empreendimentos privados que se instalassem na região. A integração produtiva é em grande parte resultante das novas formas de atuação que o Estado brasileiro, sobretudo a sua esfera federal, passa a adotar a partir dos anos 60 com relação às partes economicamente mais atrasadas do território nacional.
Em termos mais abstratos, o segundo e o terceiro momentos antes referidos correspondem à concepção de fases que se relacionam com o desenvolvimento dado por alguns estudiosos às idéias de Marx a respeito do chamado ciclo do capital. O ponto de partida é o reconhecimento de que em sua reprodução ampliada o sistema capitalista possui dupla tendência: sua reprodução no seio de uma formação social em que se apoia e estabelece o seu predomínio; sua extensão no sentido de voltar-se para o exterior dessa formação. Na segunda tendência - da extensão - o processo dar-se-ia inicialmente com base na propagação das relações mercantis ou meramente comerciais, por intensificação das relações de compra e de vendas com os demais espaços ainda não devidamente integrados e, em momentos seguintes, pelo aprofundamento das relações produtivas, com a introdução de frações do capital produtivo nos espaços apenas integrados comercialmente. Estes introduziriam novos segmentos produtivos e definiriam no seu interior novas formas de produzir e, conseqüentemente, novas relações sociais de produção.
Na medida que o fundamento das relações já mencionadas está constituído com base no capital comercial, ou a partir do capital produtivo, se definem formas diferenciadas de relações entre os espaços considerados (nações ou espaços regionais). Quando as relações se dão no contexto do chamado ciclo do capital comercial, ou da mera troca de mercadorias, os vínculos que se estabelecem entre os espaços se dão por meio de relações externas, no sentido de serem guardadas as relações sociais e os processo de trabalho próprios em cada espaço, definidores de sua individualidade enquanto espaço diferenciado. Significa dizer que, embora o desenvolvimento das relações comerciais possam constituir indutores de mudanças no interior de cada espaço, elas ocorrem de modo exógeno, principalmente sob a forma de ajustamento às pressões surgidas na compra e venda de mercadorias, comandado pelas frações dos capitais locais. Tal processo consistiria, de fato, na propagação das relações mercantis.
Outro processo refere-se ao contexto das relações à base do capital produtivo. Neste caso, não se trata de mudanças vinculadas à mera propagação das relações mercantis, mas do aprofundamento e da propagação das relações de produção capitalistas no interior de cada espaço, notadamente daquele subordinado e que constitui o recipiente do capital produtivo transferido de um para outro espaço econômico. Antes, o que se tinha eram espaços distintos, integrantes de um mesmo sistema comercial, com sua individualidade. No segundo momento, tais espaços constituem parte de um único sistema de produção, geralmente com diferenciações que dizem respeito a uma hierarquia no interior desse sistema, ou a uma divisão espacial de trabalho.
Os trabalhos empíricos a partir dos quais podem ser extraídos elementos para dar suporte a tal periodização foram desenvolvidos, entre outros, por Furtado (1959, 1977, 1977a), GTDN (1967), Castro (1971), Moreira (1976), Cano (1977 e 1983), Oliveira (1977 e 1990), Araújo (1979), PIMES (1984), Azevedo Brandão (1985), Galvão, 0. (1987), Diniz (1987), Galvão, A. (1987), Vale Souza (1988 e 1995), Guimarães Neto (1989), Affonso & Silva (1995), Pacheco (1996).
No que se refere aos estudo de natureza mais teórica - ou estudos empíricos nos quais foram abordadas questões teóricas antes mencionadas - vale lembrar, entre outros, os trabalhos de Poulantzas (1974), Palloix (1974), Oliveira (1977), Araújo, (1979), Benakouche (1980) e Guimarães Neto (1989).
Quanto à fase mais recente, será que a partir dos anos 80, com a crise fiscal e financeira do Estado, as dificuldades crescentes da economia brasileira para retomar o seu crescimento e a intensificação da abertura, com seus impactos diferenciados sobre o espaço regional, não se está entrando numa fase distinta das que foram caracterizadas anteriormente? Tal questão será abordada mais adiante.
Gênese de uma região periférica
O que constituiu o Nordeste (e o próprio Brasil) em fase posteriores, surgiu e se desenvolveu inicialmente como parte do movimento mais geral de expansão do capitalismo mercantil, na aurora mesmo do capitalismo e da economia-mundo centrada na Europa, com funções muito precisas de uma colônia e no quadro mais geral da divisão de trabalho que começava a se consolidar. Tratava-se, na expressão de Fernando Novais (1979:58), "de um sistema colonial do mercantilismo que dá sentido à colonização européia entre os Descobrimentos Marítimos e a Revolução Industrial". Por esse sistema, através das relações comerciais cada vez mais intensas e desiguais entre um pólo metropolitano e outro colonial, consolidaram-se, na Europa, não só a forma capitalista de organização da produção, mas os Estados metropolitanos, peças fundamentais na consolidação e no aprofundamento das relações capitalistas.
As relações de subordinação e dependência podem ser claramente percebidas através do exame dos mecanismos de funcionamento do sistema colonial, baseado no monopólio comercial ou no exclusivo metropolitano que, segundo Novais, constituía o mecanismo por excelência do sistema de subordinação entre o pólo metropolitano e a colônia (1).
O Nordeste, como região de maior sucesso econômico do território da colônia na sua fase inicial, consolidou-se como periferia da economia capitalista e a ela se atrelou pela transferência de parcela relevante dos excedente gerados no seu interior. A tais aspectos mais gerais do sistema colonial deve-se considerar, na compreensão da evolução da região, outros que foram também da maior relevância. Em primeiro lugar, as relações sociais de produção que passaram a existir, seguramente deixando marcas profundas na estrutura econômica e social da região: a forma de apropriação do território e a consolidação da exploração a partir da grande propriedade; o trabalho escravo e as condições de sua utilização de forma generalizada nas atividades que definiram a dinâmica da economia colonial. As condições específicas do mercado internacional no qual o setor exportador nordestino se inseriu por meio de vários dos seus produtos, como uma espécie de produtor marginal com crescente instabilidade de sua demanda, mudaram à medida que novos produtores e novas áreas exportadoras, no nível mundial, passaram a produzir os mesmos bens.
Celso Furtado, ao confrontar a economia açucareira - que no fundo definiu a configuração da economia nordestina - com a cafeeira destaca aspectos relevantes que ajudam a entender a forma diferenciada com que o Nordeste se articulava externamente, estabelecendo uma estrutura produtiva diferente daquela da região do café: o processo de formação das classes dirigentes; as formas de articulação comercial na qual os produtores tinham maior autonomia e comando nas relações econômicas do que no caso do açúcar; a precoce utilização do governo central na resolução dos problemas específicos de interesses na nova classe exportadora em ascensão, dada, entre outras razões, a proximidade da capital do país (2); as relações de trabalho nas quais, no caso da economia cafeeira, as relações de assalariamento e a massa salarial representaram papel da maior importância na dinâmica da economia e na constituição de um mercado interno relevante (3).
No exame que faz do Complexo Econômico Nordestino e de sua evolução até as primeiras décadas do século atual, buscando identificar as razões pelas quais após a abolição não se deu, no Nordeste, com a intensidade de algumas outras regiões, a acumulação de capital e a expansão do mercado regional, Wilson Cano (1977) assinala os seguintes motivos: o declínio secular dos preços das exportações e a estagnação durante longos períodos das quantidades exportadas; as dificuldades para a conquista de mercado nacional na colocação dos seus excedentes antes vendidos no mercado internacional; a exígua urbanização pela atomização da população e da atividade econômica; a desarticulação da sua atividade produtiva com a pecuária e a atividade de subsistência absorvendo a força de trabalho, assim constituindo o imenso reservatório de mão-de-obra, que se ampliava extensivamente no território regional (4).
Não obstante as mudanças que ocorreram na região, algumas delas significativas, pode-se concordar com afirmativas que ressaltam o fato de, até as primeiras década do século atual, o Nordeste não ter conseguido superar traços marcantes de sua estrutura produtiva herdados do período colonial. Não se pode deixar de registrar, entretanto, que ainda na segunda metade do século XIX ocorreram surtos de exportação baseados em novos ou antigos produtos da pauta de exportação regional; modernização de algumas atividades produtivas, como a própria atividade canavieira com a difusão das usinas; dotação de capital social básico na região com a difusão e modernização do sistema de transporte, sobretudo o ferroviário - através inclusive da ação governamental - que contribuíram para o adensamento e a intensificação das atividades produtivas e do seu inter-relacionamento, no interior de uma estrutura que possuía e continuava a manter os traços marcantes, definidos pelo seu setor exportador e pela atividade baseada no criatório (Pinto, 1949; Eisemberg, 1977; Guimarães Neto, 1989:27-40).
Do isolamento relativo à articulação comercial
Foi, sobretudo, por conta da presença, na economia brasileira, da dinâmica região onde se concentrava a produção e a exportação do café, além de outras razões, como a da crise profunda que ocorreu no setor exportador nordestino nas décadas finais do século XIX, que os produtores e exportadores nordestinos puseram em prática a estratégia de articulação comercial com a economia emergente do complexo cafeeiro, na qual passara a colocar parte de seus excedentes, antes voltados para os mercados internacionais.
Significa dizer que a passagem de um relativo isolamento do Nordeste - no que se refere às demais regiões brasileiras, inclusive a do café - para uma articulação comercial, que posteriormente daria lugar à constituição do mercado interno brasileiro, sem dúvida, num primeiro momento, esteve associada à crise do setor exportador e às condições vigentes na economia regional; inclusive a sua maior complexidade e o desenvolvimento de suas próprias forças produtivas que não mais permitiram a solução, como as das crises anteriores, de letargia e involução das atividades econômicas, usando expressões de Celso Furtado (1977).
Nesta fase, quando a iniciativa da articulação pertenceu ao produtor e exportador nordestino, o que se buscou foi a complementaridade com a economia regional cuja atividade estava centrada na produção do café e dotada de grande dinamismo, mas altamente especializada no inicio do processo. Na tentativa de colocação de excedentes, os produtores nordestinos tiveram de definir formas de convivência, nem sempre pacíficas, com os grande grupos comerciais que passaram a intermediar tais vendas.
Conforme estudos de Gnacarini (1995), valendo-se das posições hegemônicas que ocupavam na economia nacional, esses grupos se apropriaram não só de parte significativa dos lucros extraídos nos processos de produção desses excedentes, como constituíram - em razão da sua posição estratégica no circuito da comercialização e dos seus interesses predominantemente especulativos - elementos de reforço na reprodução e recriação das relações arcaicas de produção no interior do Nordeste, como tradicionalmente atua o capital comercial em determinadas situações. Vale aqui lembrar a forma pela qual os grandes grupos comerciais utilizaram a heterogeneidade da produção açucareira - composta de grande usinas e de unidades produtivas de muito menor porte, como os engenhos, que marcaram sua presença na estrutura produtiva da economia açucareira nordestina até a primeira metade do século atual - para manter sua situação de hegemonia nas relações que estabeleciam com os produtores regionais (5).
Para que se tenha idéia da importância que passaram a representar as vendas no mercado interno brasileiro de determinados produtos nordestinos, antes vendidos em sua quase totalidade no mercado internacional, é suficiente assinalar que o açúcar produzido em Pernambuco e vendido no mercado interno passou de uma média de 10,5 mil toneladas anuais no período 1866-70, para 78 mil toneladas/ano de 1902 a 1917 e para 185 mil de 1926 a 1928. Nos anos extremos da série foi multiplicado por 18 vezes (Gonçalves & Silva, 1929; Eisemberg, 1977; Guimarães Neto, 1989).
No que se refere ao algodão, mais cedo do que comumente se pensa, o Nordeste passou a constituir o grande fornecedor para o mercado interno, sobretudo para a nascente indústria têxtil. A importância do mercado interno em relação à produção nacional de algodão, em grande parte concentrada nos estados nordestinos, já era perceptível nos anos posteriores ao auge das exportações na segunda metade do século XIX. Stein (1979) relata que na década de 90 do século XIX, pelo menos metade da produção de algodão se dirigia para o mercado interno (Stein, 1979). Em trabalho de Cano (1977:66) há referência ao fato de 70% do suprimento das fábricas de São Paulo, até pelo menos 1915, ser originário do Nordeste.
As relações comerciais mantidas por Pernambuco nas décadas iniciais do século atual revelam a evolução e a importância crescente do mercado interno nas vendas totais realizadas pelo estado. No decênio que vai de 1918 a 1928 o mercado interno brasileiro em nenhuma das safras alcançou, no que se refere às exportações de Pernambuco, menos da metade do total exportado, atingindo em várias delas (1918-19, 1920-21, 1926-27) cifras superiores a 70%. À época, o Sudeste já constituía o mercado mais importante para o algodão pernambucano e, provavelmente, para o nordestino (Guimarães Neto, 1989:67-69).
À medida que se desenvolveu e avançou a economia nacional, sobretudo na região exportadora de café, houve diversificação da atividade produtiva, associada por vezes às dificuldades ocorridas no mercado internacional do café. Dessa forma, a complementaridade existente deu lugar à intensificação da competição que começava a deslocar os produtos nordestinos dos mercados do Sudeste e do Sul.
No entanto, já nas primeiras décadas do século XX - o segundo momento do processo de articulação comercial inter-regional - com a expansão da indústria, a competição inter-regional passou a ocorrer não só nos mercados das demais regiões nas quais o Nordeste colocava parte de sua produção, mas no seu próprio mercado regional. A essa altura, já se fazia presente a indústria paulista que, estimulada inicialmente pela demanda local e das demais regiões e, posteriormente, pela necessidade de ocupar sua capacidade instalada, se direcionou cada vez mais para os demais mercados do país (Cano, 1977). Assim, o Nordeste passou a sofrer tanto a perda dos mercados que detinha fora da região quanto a perder espaço econômico no interior de sua própria economia com a entrada de produtos do Sudeste no seu mercado. Isso ocorreu sobretudo com relação à produção de bens não-duráveis de consumo.
Se o inicio da articulação comercial se deveu à busca de colocação de excedentes exportáveis e às tentativas de substituição do mercado externo pelo interno, é à indústria, e à sua busca incessante de mercados que se pode creditar a consolidação do mercado interno brasileiro. Nesse particular, a fase que teve início após a crise de 1929 definiu o contorno da função que a indústria passaria a desempenhar na articulação das regiões brasileiras. Foi a partir da década de 30 que o Estado, em consonância com os interesses dos grupos industriais - concentrados no Sudeste, particularmente em São Paulo - passou a intervir cada vez mais na economia, criando condições para o avanço da atividade industrial. Não só foram eliminados os obstáculos institucionais ao desenvolvimento do comércio inter-regional, a exemplo dos impostos estaduais sobre o comércio entre as unidades da Federação, como ocorreu o desenvolvimento intenso do sistema de transporte (Cano, 1977; Oliveira, 1977; Araújo, 1979; Guimarães Neto, 1989). Na perspectiva do Nordeste, tal fase da indústria leve (industrialização restringida, segundo Cardoso de Mello), implicou o avanço da indústria paulista, sobretudo, no mercado da região, deslocando a produção local - principalmente de bens de consumo não-duráveis, como se fez referência. Além disso, o ritmo das exportações inter-regionais nordestinas - conforme constatação do relatório do GTDN (1967) - indicava o prosseguimento da perda de mercado que o Nordeste detinha fora da região.
Na fase da implantação e consolidação da indústria pesada (a partir da segunda metade dos anos 50) as transformações e os impactos sobre a região foram mais perceptíveis. O mercado nordestino foi literalmente invadido pela produção industrial do Sudeste. Alguns segmentos produtivos da indústria regional foram colocados em xeque, como o têxtil. O grande surto da industrialização concentrada no eixo São Paulo - Rio; o surgimento e a modernização de uma gama variada de atividades (bens intermediários, de consumo duráveis e não-duráveis); o desenvolvimento e a modernização do sistema de transporte, agora com a presença da indústria de autoveículos no país, constituíram, sem dúvida, os determinantes da consolidação do mercado interno, do que decorreu o acirramento da competição que ameaçava a continuidade de algumas indústrias localizadas na periferia. O Nordeste passou, a partir de então, a registrar significativo déficit no seu balanço comercial com as demais regiões, o que se explica, em grande parte, pela dupla perda de mercados: o próprio mercado regional e o das demais regiões nas quais colocava alguns dos seus produtos (Goodman & Albuquerque, 1974).
Os aspectos a serem destacados desse processo de articulação podem ser assim resumidos: articulação comercial com base nos produtos anteriormente voltados para os mercados internacionais, que ocorreu pela presença marcante do capital comercial que obteve ganhos substanciais nesse processo de intermediação; perda de mercados ocorrida quando as regiões que constituíam destino da produção regional diversificaram sua atividade produtiva e deslocaram a produção nordestina; formação e constituição do mercado interno brasileiro, a partir do desenvolvimento industrial do Sudeste e de São Paulo, o qual, em sucessivas fases, foi ajustando a estrutura das demais regiões periféricas pela competição, definido espaços econômicos possíveis para a produção regional.
Da articulação comercial à integração produtiva
De uma periferia no interior da economia capitalista mundial, como o conjunto do Brasil, o Nordeste transformou-se em um espaço periférico no interior da economia nacional, no quadro mais geral das transformações ocorridas (6).
No entanto, após a implantação da indústria pesada, na fase da administração do governo Kubitschek, já no centro de crises política e econômica e de movimentos social e político voltados para a realização das reformas de base, emergiu a questão regional em várias partes do país, mas com maior vigor no Nordeste: havia a clara consciência de o espaço regional haver ficado à margem do processo de industrialização ocorrido e de terem sido significativamente agravadas as desigualdades regionais. Tal questão foi examinada em sua complexidade por vários autores, entre eles Oliveira (1977), Cohn (1977), Camargo (1981), lanni (1984) e o próprio Celso Furtado, na sua Fantasia desfeita (1989).
Para se ter idéia do contexto no qual emergiu a questão regional nordestina da época, é importante fazer referência às ligas camponesas e à sua luta por uma radical reforma agrária; ao movimento já referido pelas reformas de base; à influência da Revolução Cubana que recentemente ocorrera e, em decorrência, às pressões do governo norte-americano para afastar de uma área extremamente crítica, a ameaça de uma nova experiência revolucionária; ao movimento de base da Igreja Católica e à presença do Partido Comunista no campo; à reação dos grandes proprietários de terra que radicalizavam o conflito e se armavam para evitar a desapropriação de suas terras e o atendimento de outras reivindicações dos trabalhadores.
As novas formas de atuação do Estado na região, decorrente desse contexto e de grande mobilização social, representaram mudanças radicais no Nordeste (7) e tiveram significativa importância nos novos rumos da economia nordestina, embora as ações e os resultados obtidos estivessem muito longe daqueles considerados na estratégia de desenvolvimento regional do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste (GTDN, 1967).
A maior disponibilidade de infra-estrutura (notadamente de transporte e energia), a maior presença de um banco regional de desenvolvimento, os poderosos incentivos fiscais e financeiros (34/18-Finor), a racionalização dos gastos públicos através dos planos diretores aprovados pelo Congresso Nacional, o aporte de recursos externos, principalmente enquanto durou a ameaça comunista constituíram alguns dos aspectos relevantes das mudanças examinadas em vários trabalhos (Oliveira, 1977; Araújo, 1977; Souza, 1995).
Os avanços econômicos não foram triviais, embora as mudanças propostas nas relações de trabalho, notadamente no campo, e as voltadas para a redução da pobreza não ocorressem no sentido de, nesse particular, mudar o quadro da região.
Como resultado, a economia regional passou a acompanhar de perto o crescimento da economia brasileira (período 1960-75) e até a superá-lo (1975-80). Houve diversificação industrial, por meio da qual a estrutura do setor público se voltava cada vez mais para a produção de bens intermediários, em detrimento da indústria de bens de consumo não-duráveis (alimentos, têxteis, calçados, vestuário) que constituía o segmento principal da fase anterior. Alguns espaços agrícolas se modernizaram, sobretudo com a irrigação, e os serviços modernos, em particular nas capitais dos estados e regiões metropolitana passaram a marcar presença na vida urbana, simultaneamente ao surgimento de uma economia informal que invadiu as ruas centrais das grande cidades, mostrando as contradições dos processos ocorridos.
Dois pontos são importantes para melhor compreensão do processo nesta fase. Em primeiro lugar o seu caráter seletivo. Tal seletividade diz respeito aos segmentos produtivos que se modernizaram e registraram dinamismo, e se refere também à seletividade espacial. Foram restritas as atividades econômicas e áreas ou sub-regiões que se beneficiaram das transformações ocorridas. Quanto aos segmentos produtivos, não resta dúvida que a expansão econômica e a diversificação da industria regional, tardias em relação à do Sudeste nesta segunda metade do século, teriam de ocorrer nos espaços econômicos permitidos pela indústria já existente, consolidada e concentrada no Sudeste e em São Paulo. No conjunto da economia regional, as áreas de modernização e dinamismo coexistiram e coexistem com áreas estagnadas e tradicionais.
Em outras palavras, o ajustamento da economia regional já referido ocorreu não só pela competição inter-regional, quando a produção industrial do Sudeste avançou sobre os mercados nordestinos e reduziu os espaços de atividades produtivas locais voltadas para os seus próprios mercados, mas ocorreu também quando, por conta dos estímulos das políticas regionais, frações do capital de fora da região (e mesmo locais) passaram a produzir bens capazes de preencher espaços e brechas deixadas pela atividade produtiva da região-industrial, por excelência.
O segundo ponto a ser considerado relaciona-se com a origem e o controle do capital de segmentos produtivos relevantes que vieram a se localizar no Nordeste, os principais responsáveis pela integração produtiva da região (Oliveira, 1977 e 1990; Araújo, 1977; Redwood III, 1984; Guimarães Neto & Galindo, 1992).
Algumas informações ajudarão a entender melhor a questão: do total do capital integralizado nos projetos industriais que receberam aporte de recursos do fundo de incentivo regional denominado de 34/18-Finor, cerca de 61% estavam sob o controle de grupos extra-regionais; 50% deles correspondiam ao controle do capital de grupos do Sudeste sobre a indústria incentivada nordestina. Em termos geográficos, tal controle externo concentrar-se-ia em projetos baianos (71%) e pernambucanos (66%) e, quanto aos segmentos produtivos, em grupos da indústria de bens duráveis e de capitais (80%) e de bens intermediários (64%) (Guimarães Neto & Galindo, 1992). O setor público, através de algumas estatais, teve marcante papel na aglutinação de empresas repetindo, em menor dimensão evidentemente, o papel que desempenhara no processo de industrialização brasileiro décadas antes.
Heterogeneidade, globalização e provável fragmentação
As transformações ocorridas na economia nordestina, sobretudo por conta do aporte de capitais públicos e privados de fora da região, possibilitaram o surgimento e a consolidação das áreas dinâmicas, dos complexos ou pólos industriais, dos pólos agro-industriais, do que resultou a maior heterogeneidade da economia regional, e especializações que passaram a influir na dinâmica da economia nordestina (8). Três estudos têm particularmente ressaltado tais questões: o de Araújo (1995) que tem o sugestivo título Nordeste, Nordestes. Que Nordeste?; o de Katz & Lima (1993), que examinou cada uma das áreas e pólos modernos e dinâmicos; e, mais recentemente, o trabalho de Gomes & Vergolino (1995) desenvolvendo esforços no sentido de mapear, no interior da economia nordestina, suas sub-regiões e o dinamismo diferenciado nela existentes.
Por contraditório que possa parecer, a maior heterogeneidade que passou a prevalecer na região foi resultante - para usar uma expressão cara a Francisco de Oliveira - do processo de homogeneização, que teve, em sua concepção, dimensão nacional. A integração produtiva do Nordeste ao restante da economia nacional criou e consolidou os pólos, os complexos e as áreas dinâmicas dentro de um contexto mais geral, no qual áreas dinâmicas coexistem com grandes sub-regiões estagnadas como o Semi-árido e a Zona da Mata. O que se deseja assinalar aqui, é não se tratar ainda da globalização e de seus impactos sobre a região a partir da maior abertura da economia ou do acirramento da competição internacional. Essa diferenciação no interior da região foi, até o presente, resultante do próprio desenvolvimento da economia nacional e do aprofundamento do processo de integração produtiva inter-regional.
Vainer (1995:452), em trabalho recente, resume em poucas palavras o processo ocorrido nas ultimas décadas: "O território brasileiro dos anos 70, olhado a partir do poder central, certamente poderia ser visto como um espaço submetido a intenso processo de globalização e fragmentação, processo que se consubstanciava num verdadeiro ataque em pinça às regiões tradicionais: por um flanco (por baixo), a região vai sendo reduzida a um conjunto de microgobalizações em que se implantam pólos e programas especiais; por outro (por cima), a região vai sendo dissolvida num espaço nacional totalmente integrado e funcionalizado".
A partir da segunda metade dos anos 80, com o agravamento das crises econômica, fiscal e financeira do Estado, as transformações relevantes deixara de existir na região, salvo a continuidade de um ou outro investimento estatal que garantiu a expansão de alguns segmentos produtivos na economia regional. Esgotou-se também, nesse período, o processo de desconcentração espacial na economia brasileira, que desde 1975 vinha sendo registrado por vários (9).
Não restam dúvidas, no entanto, que as transformações ocorridas de forma seletiva - setorial e espacialmente - poderão ser aprofundadas, provavelmente ampliando o seu caráter restrito com a abertura econômica, o predomínio cada vez maior das forças do mercado e, no contexto da globalização, com o acirramento da competição internacional. Nas condições atuais do país, sem um projeto claro de inserção gradual e negociada na economia mundial, com um Estado em crise e incapaz de definir políticas econômicas (agrícola, industrial, regional, de ciência e tecnologia) que estabeleçam o conteúdo dessa inserção, com uma administração que tende cada vez mais a deixar para o mercado auto-regulado o comando da atividade produtiva e de sua localização, são bastante concretas as possibilidades de crescente marginalização das economias regionais periféricas, as quais, com estruturas produtivas bem mais frágeis, podem ser varridas do mapa sem a presença regulatória do Estado.
Na ausência de um projeto nacional de inserção da economia nacional na economia mundial as possibilidades de fragmentação, nos termos antes referidos, ou de crescente marginalização das regiões periféricas são muito grandes. Em especial quando se considera a dimensão continental do pais e sua heterogeneidade do ponto de vista espacial. Heterogeneidade raramente encontrada na experiência internacional.
Considerações finais
As considerações anteriores enfatizam as relações da região com o seu entorno (ambiente econômico), ou seja, aquele constituído pelos países com os quais, desde cedo, passou a se articular econômica e politicamente, sobretudo pelo comércio internacional; ou o ambiente econômico formado pelas demais regiões brasileiras, com as quais o Nordeste estabelece sua vinculação por comércio inter-regional. Tanto em um caso quanto no outro a posição de subordinação da região fica bem caracterizada a partir das análises e dos estudos já referidos. Além disso, seu espaço econômico aparece com limites bem estabelecidos, definidos pelo ambiente no qual está inserido na sua evolução.
É evidente que para a melhor compreensão da questão regional nordestina, ao lado dessas relações externas, é da maior importância conhecer aspectos bem mais profundos e internos da região e que dizem respeito às formas específicas de organização social e econômica constitutivas da base a partir da qual a região passou a se articular e se integrar com os seus ambientes internacional e inter-regional e a se modificar por conta da sua influência. Neste particular, as relações sociais de produção, especialmente as relações de trabalho, não podem deixar de ser consideradas tanto no que se refere à sua influência sobre a forma de produzir, quanto aos aspectos mais gerais da distribuição de renda no interior da economia regional e da dimensão e estrutura do mercado da região.
Determinados aspectos deixaram, sem dúvida, marcas profundas na economia regional, os quais tiveram - e alguns ainda têm - influência marcante na sua evolução: a grande difusão do trabalho escravo, até o final do século passado e o longo processo de transição para o trabalho livre; a grande capacidade da economia regional de reter populações e absorver contingentes significativos de força de trabalho; o poder de barganha dos empregadores resultante da presença de mão-de-obra abundante (reservatório de mão-de-obra, usando a expressão de alguns estudiosos) que possibilitou, na história da região, a fixação de níveis de remuneração extremamente baixos, simultaneamente a condições de trabalho espoliativas; as dificuldades de acesso à terra e a presença marcante do latifúndio que sempre garantiu ao grande proprietário, no contexto de relativo excedente de população, enorme capacidade de definir relações de exploração de força de trabalho que, no fundo, implicam a expropriação de parte significativa do excedente obtido pelo produtor direto; o papel do capital mercantil no interior da própria economia regional (além do papel que exerceu nas relações do Nordeste com os comércios internacional e inter-regional), notadamente na comercialização da produção agrícola, são alguns aspectos que teriam de entrar na discussão sobre o atraso da região.
Não cabe a discussão sobre se o determinante em última instância da questão regional nordestina, ou do seu atraso econômico, de fato se deve a causas externas ou internas. Mao Tsé Tung, um pensador e líder político, hoje fora de moda, mas que refletiu seguramente sobre tal questão afirmou, em estilo muito próprio, que as causas externas constituem as condições das modificações, mas que as causas internas são a base dessas modificações (10).
O que foi apresentado neste texto constitui esforço no sentido de apresentar, em traços muito gerais, a moldura no interior da qual a economia regional foi se transformando, se tornando mais complexa, redefinindo suas relações com o exterior. No entanto, as relações entre esta moldura externa e os elementos internos, e as relações mútuas que existiram entre eles nas distintas fases da evolução da economia regional não foram consideradas. Não obstante, o simples fato de se chamar a atenção para alguns aspectos fundamentais da relação do Nordeste com o seu ambiente econômico, tanto nas fases pretéritas de sua historia, quanto nas mais recentes, explicitam as condições bastante adversas a que esta economia regional esteve submetida em toda a sua evolução. Torna-se evidente que em toda a sua trajetória, seja como periferia mundial (compartilhada com o resto do país), seja como periferia regional (no interior do país), os limites estabelecidos foram, historicamente, muito estreitos e o Nordeste, até o presente, não conseguiu rompê-los; correndo o risco, com o aprofundamento da heterogeneidade, na ocorrência de uma fragmentação nos termos referidos, de perder sua identidade como espaço politicamente articulado.
Notas
1 ”Examinemos, pois, os mecanismos de funcionamento do antigo sistema colonial do mercantilismo. É no regime de comércio entre as metrópoles e as colônias que se situa o elemento essencial deste mercantilismo. Reservando-se a exclusividade do comércio com o Ultramar, as metrópoles européias na realidade organizavam um quadro institucional de relações tendentes a promover necessariamente um estímulo à acumulação primitiva de capital na economia metropolitana às expensas das economias periféricas coloniais. O chamado monopólio colonial, ou mais corretamente e usando um termo da própria época, o regime do exclusivo metropolitano constituía pois o mecanismo por excelência do sistema, através do qual se processava o ajustamento da expansão colonizadora aos processos da economia e da sociedade européia em transição para o capitalismo" (Novais, 1979, p. 72).
2 Examinar estudo de Olímpio Galvão (1987) a respeito da política de sustentação da produção do café, seu significado econômico, seus custos e a questão regional.
3 Consultar em Formação econômica do Brasil, de Celso Furtado (1977), os capítulos xx e XXVI.
4 No final do século passado, estimativa feita para a população brasileira referente a 1890, mostra que residiam no Nordeste seis milhões de pessoas, representando 41% da população brasileira (IBGE, 1990).
5 "A natureza não-mecanizada do trabalho que dominou totalmente a produção açucareira do país condicionou a subordinação do capital produtivo ao capital comercial de tal modo que, na consciência dos detentores da produção agro-industrial, este falsamente aparece como a causa dos seus males e a razão de sua fraqueza... A esta feição do processo econômico de produção, correspondem no plano político os aspectos constantes à sua acirrada luta regionalista, os quais ganham corpo na competição pelas benesses do poder central na luta das tarifas, na reivindicação de estímulos e subsídios pagos pelos cofres estaduais, com o que cada grupo de produtores procura fazer face à disputa comercial inter-regional” (Gnacarini, 1975, p.329).
6 "... O Brasil é o Império britânico / de si mesmo, sem dispersão; / é fácil de ler nesse mapa, / Colônias, Colônias de Coroa, Domínios e Reinos Unidos, / e a Londres, certo mais monstruosa, / que no Brasil não é cidade, / é região, é esponja e é fluida..." De João Cabral de Melo Neto, Obra Completa, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1994, p. 526). Vale aqui lembrar a complexa análise do mercado triangular do Nordeste com o resto do país e o exterior, e as relações de tipo centro - periferia que dele decorre, na análise feita pelo GTDN (1967) no seu capítulo Relações econômicas do Nordeste com o Centro - Sul.
7 Para que se tenha idéia das formas distintas de atuação do Estado brasileiro nas regiões à época, é suficiente confrontar a descrição que Carlos Lessa (1981) faz do Estado quase-onipresente, válida para o Sudeste, na fase de implantação da indústria pesada, e a descrição que o GTDN (1967) faz, na mesma fase, do Estado assistencialista que somente mareava presença no Nordeste na ocasião das grandes secas.
8 "Os obstáculos que em outra parte do mundo limitam o processo de modernização -
e que se originam na balança de pagamentos e na insuficiente dimensão do mercado interno face às exigências de tecnologias modernas - no Nordeste são contornados graças à integração industrial com o Centro - Sul” (Furtado, 1977a, p. 122).
9 Ver coletânea organizada por Affonso & Silva, 1995.
10 “Ela [a dialética] considera que as causas externas constituem a condição das modificações, que as causas internas são a base dessas modificações e que as causas externas operam por intermédio das causas internas” Mao Tsé Tung - Da contradição.
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http://www.fundaj.gov.br/observanordeste/obte014.doc
PELA FURB PÚBLICA, DEMOCRÁTICA E HUMANA
MANIFESTO
FURB – ELEIÇÕES 2010
PELA FURB PÚBLICA,
DEMOCRÁTICA E HUMANA
(Texto de apresentação)
1. A importância da conjuntura eleitoral para a FURB
Os processos eleitorais são momentos importantes, pois oferecem as condições institucionais que permitem a alternância no poder, quando o seu exercício não mais corresponde aos desejos e anseios das maiorias. Na FURB, felizmente, consolidamos as eleições gerais como meio de escolhermos os nossos dirigentes, a partir dos diferentes interesses, das visões e dos compromissos assumidos no seio da comunidade universitária. Neste ano de 2010, teremos uma nova oportunidade para debatermos o futuro da nossa FURB. Será um momento decisivo, se considerarmos a conjuntura atual, marcada pelos desafios decorrentes da estrutura privada de financiamento e da consolidação da nossa condição de ente público (autarquia pública municipal, de regime especial). Esta situação se conjuga com as desastrosas conseqüências da lógica administrativa implementada pela atual gestão, a exemplo do grave desequilíbrio financeiro e da configuração de um ambiente institucional marcado pela desagregação, a desmotivação, a angústia e a insegurança vivida pelas pessoas que aqui trabalham e estudam.
O processo eleitoral deverá ser uma rica oportunidade para a criação das condições necessárias ao debate e ao envolvimento das comunidades universitária e regional. Para tanto, considerando as conquistas históricas já obtidas na organização, fruto da mobilização coletiva, defendemos o fortalecimento da FURB enquanto Universidade Pública, genuinamente democrática, humana e inserida nos desafios sociais contemporâneos. Mais do que a existência de um processo eleitoral, o momento permite articular tal acúmulo de ações participativas com o processo de constituição de representantes (reitor e vice), a partir de ações que valorizem, acima de tudo, o ser humano de maneira integral.
2. Regras eleitorais mais democráticas
A alteração nas regras eleitorais representou avanços quanto à criação de um melhor ambiente para este processo. A LDB ‒ Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9.394/1996) ‒ impõe limites à eleição democrática dos dirigentes nas universidades públicas, pois confere a um único segmento, o docente (via atribuição de 70% do peso eleitoral), o efetivo poder de escolha, em detrimento da representatividade dos estudantes e dos técnico-administrativos. Para adequar-se à Lei, a regra anterior adotada na FURB atribuía aos estudantes e técnico-administrativos, respectivamente, apenas 15% do peso eleitoral.
As atuais regras eleitorais, aprovadas no final do ano passado pelo Conselho Universitário (CONSUNI), embora contemplem apenas em parte os princípios democráticos de eqüidade e participação, representam um avanço expressivo, ao ampliar o peso do segmento estudantil para 20%, ao unificar o segmento dos servidores (docentes e técnico-administrativos) com peso de 80%, e por ampliar a representatividade dos servidores técnico-administrativos. Esta conquista se assemelha à situação de muitas universidades federais e estaduais, as quais já adotaram a consulta direta com maior equilíbrio na distribuição dos pesos entre os segmentos da comunidade universitária. No entanto, tais avanços somente se consolidarão mediante explícito compromisso ético e político da comunidade universitária no respeito ao resultado da consulta direta, especialmente por parte das chapas concorrentes, dos membros dos Conselhos de Centro (eleições para as direções de Centro) e do Conselho Universitário (eleição para a Reitoria) que, de acordo com o Regime Eleitoral, deverão eleger os respectivos dirigentes.
3. A atual gestão e sua lógica administrativa
Consideramos que a atual gestão da FURB, além de não obter êxito nos seus objetivos estratégicos, adotou uma lógica de gestão inadequada. Não conseguiu implementar decisões que resultassem em equilíbrio financeiro (temos um déficit de R$ 10,9 milhões), tampouco reduziu a dependência das mensalidades estudantis no financiamento da Instituição (aumentou de 70 para 74%). Assim, nos últimos três anos, a nossa FURB não se tornou mais eficiente, mais produtiva ou mais inovadora, conforme prometido.
O mais grave, contudo, é que métodos e procedimentos de gestão adotados conduziram à desmotivação do principal potencial que temos para enfrentar as nossas dificuldades e crises: as pessoas. A atual administração manteve uma fé ingênua com relação às soluções gerenciais, por ela defendidas como sendo suficientes para resolver os problemas. O que percebemos é uma gestão marcada por atitudes centralizadoras e tecnocráticas que geraram crescente insatisfação, desmotivação e angústia nos nossos servidores e estudantes. A predominância da lógica utilitarista e mercantil fez aflorar um sentimento de abandono e de desinteresse nas e pelas pessoas.
O processo eleitoral, por isto, deverá ser o momento de construção e fortalecimento de um projeto efetivo de mudanças para a FURB.
4. Elementos estratégicos para um novo projeto
É necessário, neste contexto, reorientar o debate para outro projeto, com o objetivo de enfrentar os constrangimentos estruturais que incidem sobre nossa Instituição, os quais são vinculados à expansão da oferta de Ensino Superior privado na região, aos limites econômicos das camadas sociais mais empobrecidas a pagarem pelo Ensino Superior, à mudança do perfil demográfico da população, dentre outros.
Neste sentido, propomos que a estratégia para a condução dos destinos da FURB esteja alicerçada em três eixos: O primeiro refere-se à prioridade institucional para se viabilizar a implantação da Proposta FURB Federal; o segundo propõe uma gestão universitária que aprofunde o seu caráter público e democrático, admitindo a centralidade das pessoas nos processos institucionais; o terceiro eixo refere-se ao comprometimento da comunidade regional com os destinos da Universidade.
A Proposta FURB Federal, além de sustentada por um forte movimento social, deverá assumir a condição de prioridade estratégica essencial da comunidade universitária e de sua direção. Fica cada vez mais evidente que o caráter público da FURB somente poderá ser garantido com o financiamento público. Na atual conjuntura, portanto, a inserção da FURB na política nacional de expansão do Ensino Superior federal merecerá prioridade quanto à alocação dos nossos recursos estratégicos e institucionais ainda disponíveis.
Juntamente com a FURB Federal, no entanto, é necessário avançar na implementação de ações que consolidem a nossa condição e o propósito de termos uma universidade pública, democrática, de qualidade, comprometida com os desafios socioambientais da comunidade regional, organizada com a participação do que temos de mais precioso, ou seja, as pessoas.
Assim, o segundo eixo estratégico tem sua centralidade no fortalecimento da dimensão pública e democrática da Universidade. Para além da formalidade jurídica da nossa condição de autarquia, isto significa adotar uma postura de gestão efetivamente participativa e compartilhada, envolvendo diretamente as pessoas, tanto nas decisões quanto na execução das ações. Significa, igualmente, adotar práticas mais dialógicas, em busca do reconhecimento mútuo entre os diversos setores e segmentos da sociedade, cujas existências são a razão de ser da FURB (estudantes, docentes, técnico-administrativos e comunidade externa).
Reconhecemos que a crise que ora nos atinge não advém somente dos processos internos. A estrutura societária não oferece maiores oportunidades para mantermos uma instituição financiada pela venda de serviços educacionais (mensalidades). Disto decorre o terceiro eixo estratégico, que envolve um maior compromisso da nossa Universidade com a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico mais adequado às exigências e aos desafios regionais. Precisamos, pois, estabelecer vínculos mais orgânicos entre a FURB e a comunidade regional. Assim, além de valorizar e dar sentido existencial e profissional ao esforço, à dedicação de cada servidor e estudante, resultarão tais vínculos na compreensão, por parte da comunidade regional, de que a FURB é estratégica enquanto instituição universitária. A manutenção e o desenvolvimento da FURB, por conseguinte, deixarão de ser um desafio meramente institucional para se transformarem em prioridade política da cidadania regional.
5. Perfil da futura gestão
Para conduzir esta proposta, a próxima equipe dirigente da FURB deverá sustentar-se na convicção da importância dos valores da gestão pública e democrática. Deverá ser portadora de reconhecida capacidade de diálogo, quer com a comunidade universitária, quer com a comunidade externa, respeitando diversidades e eventuais divergências. Deverá, igualmente, possuir reconhecido compromisso e envolvimento com a memória dos processos e dos vínculos institucionais, bem como ter habilidade e capacidade político-administrativa para articular as atividades-meio com as atividades-fim; para aprofundar a indissociabilidade do Ensino, da Pesquisa e da Extensão; para fortalecer o Ensino Médio e Profissionalizante; enfim, para encaminhar a bom termo as demandas apresentadas.
6. Uma estratégia política coerente com os desafios.
Portanto, entendemos que o envolvimento no processo eleitoral deverá ser coerente com os propósitos e os desafios aqui colocados. Mais do que uma mera postura eleitoral oposicionista, faz-se necessário que o processo eleitoral sintetize o que já acumulamos coletivamente nas históricas lutas e mobilizações feitas em defesa da Universidade Pública, Democrática e Humana.
A escolha dos dirigentes não pode ser tratada como momento meramente tático de construção da vitória de uns sobre outros. Fundamentalmente, trata-se de um processo político no qual a comunidade universitária formará uma opinião clara a respeito dos nossos desafios e livremente deliberará sobre qual a melhor estratégia para o futuro da nossa Instituição. Tal escolha, para além de personalismos ou corporativismos, deverá proporcionar as mudanças desejadas, construídas através do comprometimento participativo de cada um, com indelével confiança na ação coletiva.
Blumenau, março de 2010.
Subscrevem este Manifesto:
Estudantes:
Ariane Regis (CCS), Arthur Hank (CCS), Eduardo Ramos (CCJ), Eliana Morastoni (CCJ), Giulia Schiochet (CCS), Luana Jamayna Gellert (CCHC), Mairon Edegar Brandes (CCHC), Martin Kreuz (CCHC), Thiago Vizine (CCHC), Osni Valfredo Wagner (CCHC).
(total - 29 estudantes)
Técnico-administrativos:
Adriana De Carli Deggerone, Andreia Martini Pilatti, David Meyer, Lucymara Valentini Borges, Mara Lucia Ferreira, Margélia Muller, Mariana Freitas, Marilene Betta, Marilúcia Mattedi, Rita de Cássia Saraiva Rebelo, Rubens Zunino Pereira, Rúbia Carla Ribeiro, Samara Milene Tschoeke, Sumara Luzia Curi.
(total - 19 Téc. Ad.)
Docentes:
Adolfo Ramos Lamar (CCE), Carlos Alberto Vargas Ávila (CCS), Celso Kraemer (CCHC), Clarisse Odebrecht (CCT), Clóvis Reis (CCHC), Edinara Terezinha de Andrade (CCHC), Gilson Ricardo de Medeiros Pereira (CCE), Ivone Fernandes Morcilo Lixa (CCJ), Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira (CCHC), Katia Ragnini Scherer (CCJ), Lorena Prim (CCS), Luciano Florit (CCHC), Luiz Heinzen (CCEN), Marilu Antunes (ETEVI), Noemia Bohn (CCJ), Rita Buzzi Rausch (CCE), Rita de Cássia Marchi (CCHC), Valmor Schiochet (CCHC), Vilma Margarete Simão (CCHC).
(total - 28 Professores)
sábado, 3 de abril de 2010
O QUE ELES FALAM SOBRE O JOVEM NÃO É SÉRIO
Nos últimos 5 anos temos acompanhado uma avalanche no desmantelamento das políticas voltadas a juventude em Blumenau, se não vejamos: fechamento da Promenor, fim da política de jornada ampliada, falta de vagas na creches, faltas de espaços recreativos e de lazer nos bairros, redução da política de educação de jovens e adultos, redução das políticas sociais, foram decisões políticas equivocadas da atual administração municipal.
Como medida de controlar ou coibir a violência, especialmente entre os jovens, surge uma insana proposta do vereador Jovino Cardoso Neto (ex-PFL/DEM), vereador da base aliada do governo João Paulo Kleinubing (ex-PFL/DEM), a proposta chamada inicialmente de toque de recolher agora travestida sob nomenclatura de toque de acolher. Tal iniciativa pretende restringir a liberdade de um indivíduo, partindo do pressuposto de que ele pode cometer uma infração, proibindo assim, que após as 23 horas, para menores de 18 anos na cidade, uma arbitrariedade e atenta contra a Constituição que prevê a liberdade de ir e vir a todos os cidadãos. Além do mais, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece no seu artigo 106 a privação de liberdade somente ao adolescente que for flagrado no ato da infração. Portanto, essa medida é inconstitucional.
É um imenso equívoco responsabilizar o adolescente pela incompetência do município na garantia dos seus direitos fundamentais. Não existe uma propensão natural da juventude ao crime. A questão está na situação degradante a qual a maior parte dos infratores é submetida ao longo de sua vida: miséria material, ambientes insalubres, acesso aos serviços básicos de baixa qualidade como educação e saúde e presença constante da criminalidade. Nessas condições, a surpresa são aqueles que escapam da vida do crime.
Como proteger a juventude se o toque de recolher a oprime? O combate à violência não pode se apegar apenas a números é preciso pensar também na formação dos jovens. Como será a formação de uma geração proibida de ter vida social, inclusive a noturna? O toque de recolher é abusivo, autoritário, O jovem volta a ser visto como um “problema social”, o toque de recolher é um regresso ao período militar.
Finalizo com um trecho da música poética do cantor Gabriel o Pensador “Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar. O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar. E querem q'eu seja educado, q'eu ande arrumado q'eu saiba falar. Aquilo que o mundo me pede não é mundo que me dá. Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar. Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar. Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar. Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar”. Tenho dito.
"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês
qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer
parte do mundo. É a mais bela qualidade de um Revolucionário."
Che Guevara
1º CISNE NEGRO ORGANIZA SEMANA DAS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS.
Com o apoio de Centros de Umbanda e/ou Candomblé, mandatos populares e sindicatos o MOCNEB – CISNE NEGRO esta organizando a I Semana das Religiões de Matrizes Africanas.
A Lei nº 5428, de autoria da ex-vereadora Maria Emília de Souza, institui a Semana das Religiões de Matrizes Africanas no Município de Blumenau e estabelece que as atividades alusivas à data serão desenvolvidas, anualmente, na semana de 23 de abril, o objetivo da semana é combater à intolerância religiosa, bem como a toda e qualquer forma de preconceito, discriminação e violência contra as comunidades tradicionais de religiosidade de matriz africana; a construção e implementação de políticas públicas, principalmente religiosas, sociais, ambientais e culturais, voltadas para as comunidades tradicionais de religiosidade de matriz africana, na construção de um mundo mais solidário, democrático e justo.
“as religiões de Matrizes Africanas historicamente são perseguidas e massacradas, onde temos a todo instante casas fechadas motivadas principalmente pela intolerância religiosa”. Diz Lenilso presidente do CISNE NEGRO.
Confira a programação (www.movimentocisnenegro.blogspot.com/)
2º PRESIDENTE DO CISNE NEGRO É ELEITO DELEGADO PARA II CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE MENTAL
3º JORNAL CATARINENSE É CONDENADO POR CHARGE RACISTA
4º CARTA ABERTA DO MOVIMENTO CISNE NEGRO PELA APROVAÇÃO DA PL Nº. 6.264 DE 2005, QUE INSTITUI O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL
Lenilso Luís da Silva
Coordenador do Movimento de Consciência Negra de Blumenau - CISNE NEGRO
Coordenação do Grupo LGBT de Blumenau - LIBERDADE
Membro do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Blumenau
Membro do Conselho Estadual das Populações Afro-descendentes
quinta-feira, 1 de abril de 2010
HETEROSEXUALISMO
alun@s: VANESSA ESSIG , TAYS MORGANA GUBER.
Colégio AK - 2°4 -
Ideologia nas mãos e mentes de homens e heterosexuais
As diversas formas de opressão se somam,mas se subtraem .
Se uma lésbica por exemplo explora uma empregada doméstica negra é discriminada por sua opção sexual.
A maior parte dos individuos vivem muitas formas de opresão:As mulheres trabalhadoras homosexuais.
A maioria dos opressores tenta demostrar que a opressão não existe,mais para os gays ser mantido em silêncio seria um comportamento normal.
Muitos heteros acham que lugar de mulher é em casa.Muitos heteros gostam de passar horas conversando entre si,mais reclamam quando as mulheres fazem o mesmo.A grande maioria acham que gays encontram-se sempre com objetivo ''obscenos''.Mais sempre querem saber o que conversam? porque não posso saber ?
Os opressores mantêm o próprio dominio com a coerção e a percuação.A violência doméstica é intolerada,levando a prisão,e a violência contra os gays é tolerada e desprezada.
Gays e lésbicas são constantemente atacados pela ideologia ante-homosexual nos meios de comunicação são ridicularizados na midia e aresentados como " doentes ", " devassos" e "pervetidos".Além disso,instituições fundamentais no pais ,como a igreja e o exercito,condenam a homosexualidade e pregam abertamente a "extirpação" deste "mal" os efeitos dessa ideologia ,para os homosexuais ,são terriveis.
Conclusão:existe muito preconceito ainda contra donas de casa, e gays .
quinta-feira, 25 de março de 2010
Concorrência e Monopólio
E.E.B. Hercílio Deeke
Disciplina: Sociologia
Professor: Osni Valfredo Wagner
Equipe: Ivana Lúcia Morais, Luana de Mello Pradella e Luana Ramos
Série: 1º ano 01 Matutino
Concorrência e Monopólio
Neste trabalho falaremos sobre a concorrência e monopólio em relação econômica, basicamente sobre o capitalismo, burguesia e proletariado. O que é Concorrência? – Concorrência é a disputa por algo, entre duas pessoas ou mais, e ou instituições. O que é Monopólio? – É quando uma empresa, ou instituição ou pessoa mantém o poder total de compra sobre algo. Ele Monopoliza. O que caracteriza o modo capitalista são as relações dos proletariados com a burguesia. A burguesia são o s que possuem posses, as fábricas, os meios de transporte, as terras, os bancos, enfim os que têm dinheiro ou negócios. Já os proletariados são nada mais do que os trabalhadores assalariados. O sistema capitalista é movido pelo desejo de aumentar os lucros, para isso é necessário cada vez mais aperfeiçoamento. A partir da Revolução Industrial, no século XIX, os capitalistas criaram uma série de doutrinas chamadas “lei natural”. Com isso se defendiam quando o governo queria impor novas normas e condições de trabalhos . Diziam que o dever do governo era somente três: Proteger a propriedade privada, não interferir no lucro e preservar a paz. Os economistas que praticavam a chamada “lei natural” eram chamados liberais e suas doutrinas liberalismo. Com o passar do século, as indústrias prosperaram e começou a surgir uma grande concorrência em toda a Europa e nos Estados Unidos, então o preço diminuiu. Para manter o preço baixo era necessário aumentar a produção e colocar no mercado. Como os pequenos capitalistas não conseguiam produzir como os grandes, muito faliram. Os que sobreviveram foras as companhias de ferro, carvão e as ligadas aos bancos. A partir daí o capitalismo deu passos gigantescos, tanto que começou a produzir mais do que necessário... Desde daquela época a situação econômica capitalista tornou-se dramática. O mercado ficou inundado de mercadorias. Era a crise da superprodução, ou seja, muitas mercadorias e poucos consumidores, resultando daí uma crise econômica. Karl Marx tentou provar que a concorrência entre empresas acabaria mergulhando a economia capitalista num terrível caos. Para ele volta e meia haveria terríveis crises econômicas com falências, desemprego, aumento da miséria e da violência. As indústrias tinham que demitir trabalhadores para baixar os custos e prejuízos assim piorava ainda mais a vida desses operários, que na prática eram os consumidores das mercadorias, ou seja, se não houver gente para comprar as mercadorias estas perdem o valor.
No século XIX, os representantes do capitalismo encontraram na África e na Ásia uma das soluções, fizeram a partilha do continente africano em colônias para expandir seus mercados. Dessa época até hoje a história de muitos países latinos americanos, africanos e asiáticos e a de submissão aos interesses do capitalismo monopolista da Europa e dos Estados unidos. Isso ficou conhecido como Imperialismo.
Bibliografia: Oliveira, Luiz Fernandes de 1968. Sociologia para jovens do Século XXI. Rio de Janeiro, Editora Imperial, Novo Milênio. 2007. p. 40 à 43.
terça-feira, 23 de março de 2010
Globalização e Neoliberalismo
EQUIPE: Caroline Martins de Souza
Francielle da Silva Crescêncio
Letícia Zoz
Lisete Spaniol
Rosilaini Neumann
SÉRIE: 3°1
Capítulo 3
Todo mundo come no McDonald’s e é amigo do Orkut? Globalização e mundo do trabalho no século XXI.
O que é um mundo globalizado e neoliberal?
A palavra globalização tem sido frequentemente utilizada para definir a imensa interligação comercial e cultural que vem ocorrendo de forma acelerada entre os diversos países do planeta, determinada principalmente pela “terceira revolução tecnológica”: processamento, difusão e transmissão de informações e, inclusive, de bilhões de dólares em poucos segundos. A globalização iniciou em 1980, quando a tecnologia de informática associou-se à de telecomunicações.
Alguns dados estatísticos, publicados por um jornal diário brasileiro:
1°) Em 1960, os estratos mais ricos da população mundial ganhavam 30 vezes mais que os estratos pobres.
2°) O patrimônio conjunto dos 447 bilionários existentes no mundo em 1994 equivalia à renda somada da metade mais pobre da população mundial ( cerca de 2,8 bilhões de pessoas).
3°) Um terço dos habitantes desses países em desenvolvimento (1,3 bilhão de pessoas) vive com menos de US$ 1 por dia.
4°) Mais de 90% dos investimentos estrangeiros são efetuados nos EUA, Europa, Japão e oito provências da China – que, juntos, reúnem um total de 30% da população mundial.
5°) Das 100 maiores economias do mundo, 50 são mega-empresas. A General Motors, por exemplo, possui faturamento superior ao PIB (Produto Interno Bruto) de países como Turquia, Dinamarca e África do Sul.
Neoliberalismo: liberdade para destruir e desempregar
Chamamos de neoliberalismo a ideologia que serve de suporte à expansão da atual globalização capitalista, esse “novo liberalismo” é caracterizado por alguns elementos inspirados no liberalismo clássico dos séculos XVIII e XIX.
As políticas liberais começaram a ser implementadas primeiramente na Inglaterra e nos Estados Unidos, espraiando-se rapidamente para os principais países capitalistas europeus e, nas décadas seguintes para os países de terceiro mundo.
Seremos todos flexíveis, terceirizados e produtivos
Está ocorrendo uma verdadeira revolução no mundo de trabalho, com a extinção de vários carreiras profissionais, decorrentes do crescimento do trabalho de meio período, da redução dos contratos longos, da proliferação de pequenas empresas, e da substituição da mão-de-obra pelas novas tecnologias.
Outro sinal dos novos tempos do mundo do trabalho é o discurso oficial das escolas técnicas no Brasil. Os estudantes entram nessas escolas banhados de uma idéia de que fazendo qualquer curso profissionalizante, estarão prontos para se tornar “empregáveis”, pois seria a qualidade dos cursos que determinaria a possibilidade de conseguir um lugar no mercado de trabalho.
A crise econômica dos anos 1970
Foi a época em que aconteceu a crise do petróleo, o que levou os EUA a recessão, ao mesmo tempo em que economias de países como o Japão começaram a crescer.
O taylorismo é um modo de organização da produção capitalista originário do Japão, resultante da conjuntura desfavorável do país. O taylorismo foi criado na fabrica da Toyota no Japão após a segunda guerra mundial (foi no taylorismo que se encontrou uma solução para aumentar as taxas de lucros e aumentar ainda mais a exploração sobre os que vivem de salários).
A nova moda econômica: acumular capital de forma flexível
Desde o início do século XX a produção capitalista de mercadorias se estrutura em torno do taylorismo.
Em 1960 e 1970 esse modelo começou a entrar em crise, a solução veio do Japão, com um novo modelo de produção.
Entretanto, o desemprego estrutural marca o novo século no mundo do trabalho.
Enfim a moda pega e destrói futuros
Gaudência Frigotto (1998) afirma que a palavra racionalização resume o símbolo do mundo empresarial do final do século XX e início do novo milênio. Para aumentar suas taxas de lucro é necessário racionalizar a produção, o que significa:
(...) enxugar os quadros, tirar o excesso de gordura, arrumar a casa, passar o aspirador, fazer uma faxina, desoxidar, tirar o tártaro, combater a cirrose.
domingo, 21 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
174-ELEIÇÃO DO CONSELHO TUTELAR
Segundo a Maria Emilia de Souza
Aproxima a eleição para o Conselho Tutelar.
Tomo a liberdade de enviar a todos e todas meu pedido de apoio aos quatro candidatos(as) em anexo. Entendo que, pela nossa história em defesa da criança e do adolescente, não podemos silenciar neste processo. Busquei apoiar aqueles(as) que, no meu entender, poderão estar na defesa incondicional das nossa crianças e adolescentes, em defesa do ECA e do instrumento Conselho Tutelar como uma ferramente eficaz no processo de garantias dos direitos fundamentais infanto juvenil.Tenho a absoluta certeza que estar na defesa da criança e do adolescente é ter sensibilidade suficiente para não suncumbir frente qualquer obstáculo.Estes quatro candidatos tem esta qualidade.Cordialmente Maria Emilia de Souza
Josué N° 15 -Este cientista social é um militante em defesa das políticas públicas afinçadoras de direitos sociais, em especial de políticas de proteção as nossas crianças e adolescentes. Já esteve por um período na condição de Conselheiro Tutelar onde atuou com excelencia. Um militante apaixonado pelas causas da infancia, tem a coragem suficiente de resistir as tentativas sitemáticas de muitos em desestruturar os mecanismos tão arduamente conquistados pelo povo brasileiro expresso no Estatuto da Criança e do Adolescente.Josué é com certeza um cidadão apto para ser o conselheiro da criança.
Aline Nº 03 -também temos na Aliene a clara conficcção que eleita, será uma conselheira da criança e do adolescente, na forma idealizada pelo ECA. Como acadêmica do curso de direito da Furb, teve a oportunidade de atuar como extensionista, no Programa Defesa Articulada dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Também esta ligada ao Projeto Assessoria à Associação Catarinense de Conselhos Tutelares.
Além das atividades que o curso lhe proporciona, atua como presidente da APP do Centro de Educação Infantil Marlise S. Theis onde já testemunhei-quando vereadora- sua forte atuação na defesa da qualidade do atendimento a criança e do adolescente.
Tais atividades lhe conferem ampla experiência na área de atuação do Conselho Tutelar.
Maria Cecília n° 19 - Foi advogada do SINTRAFITE, trabalhou na área de família e mediação de conflitos familiares. É apoiadora do Movimento ligado aos Direitos Humanos. Tem o compromisso de Trabalhar em conjunto com os Movimentos Sociais na defesa da Criança e do Adolescente.
Franciele n° 12 - É psicóloga e faz parte do CDH. Militou no movimento estudantil e já trabalhou na saúde pública e conhece muito sobre políticas públicas, principalmente relacionadas à saúde.
Esperamos renovar os conselheiros com uma visão e prática a partir da Lei do ECA e não a partir de concepções religiosas e ou outras ações conservadoras.
A melhor escolha é aquela que além do legalismo, o social. Esteja presente a equidade e o respeito a diversidade e gênero no desenvolvimento da criança e adolescente.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Concorrência e Monopólio
E.E.B. Hercílio Deeke
Disciplina: Sociologia
Professor: Osni Valfredo Wagner
Equipe: Ivana Lúcia Morais, Luana de Mello Pradella e Luana Ramos
Série: 1º ano 01 Matutino
Neste trabalho falaremos sobre a concorrência e monopólio em relação econômica, basicamente sobre o capitalismo, burguesia e proletariado. O que é Concorrência? – Concorrência é a disputa por algo, entre duas pessoas ou mais, e ou instituições. O que é Monopólio? – É quando uma empresa, ou instituição ou pessoa mantém o poder total de compra sobre algo. Ele Monopoliza. O que caracteriza o modo capitalista são as relações dos proletariados com a burguesia. A burguesia são o s que possuem posses, as fábricas, os meios de transporte, as terras, os bancos, enfim os que têm dinheiro ou negócios. Já os proletariados são nada mais do que os trabalhadores assalariados. O sistema capitalista é movido pelo desejo de aumentar os lucros, para isso é necessário cada vez mais aperfeiçoamento. A partir da Revolução Industrial, no século XIX, os capitalistas criaram uma série de doutrinas chamadas “lei natural”. Com isso se defendiam quando o governo queria impor novas normas e condições de trabalhos . Diziam que o dever do governo era somente três: Proteger a propriedade privada, não interferir no lucro e preservar a paz. Os economistas que praticavam a chamada “lei natural” eram chamados liberais e suas doutrinas liberalismo. Com o passar do século, as indústrias prosperaram e começou a surgir uma grande concorrência em toda a Europa e nos Estados Unidos, então o preço diminuiu. Para manter o preço baixo era necessário aumentar a produção e colocar no mercado. Como os pequenos capitalistas não conseguiam produzir como os grandes, muito faliram. Os que sobreviveram foras as companhias de ferro, carvão e as ligadas aos bancos. A partir daí o capitalismo deu passos gigantescos, tanto que começou a produzir mais do que necessário... Desde daquela época a situação econômica capitalista tornou-se dramática. O mercado ficou inundado de mercadorias. Era a crise da superprodução, ou seja, muitas mercadorias e poucos consumidores, resultando daí uma crise econômica. Karl Marx tentou provar que a concorrência entre empresas acabaria mergulhando a economia capitalista num terrível caos. Para ele volta e meia haveria terríveis crises econômicas com falências, desemprego, aumento da miséria e da violência. As indústrias tinham que demitir trabalhadores para baixar os custos e prejuízos assim piorava ainda mais a vida desses operários, que na prática eram os consumidores das mercadorias, ou seja, se não houver gente para comprar as mercadorias estas perdem o valor.
No século XIX, os representantes do capitalismo encontraram na África e na Ásia uma das soluções, fizeram a partilha do continente africano em colônias para expandir seus mercados. Dessa época até hoje a história de muitos países latinos americanos, africanos e asiáticos e a de submissão aos interesses do capitalismo monopolista da Europa e dos Estados unidos. Isso ficou conhecido como Imperialismo.
Bibliografia: Oliveira, Luiz Fernandes de 1968. Sociologia para jovens do Século XXI. Rio de Janeiro, Editora Imperial, Novo Milênio. Página 40 à 43.............2007.
Evolucionismo versus criacionismo ou Big Bag
Rescentemente uma grande discussao teoligica começou na comunidade, o que nos leva a questao: Em que teoria voce acredita para a existencia do homem?
25 votos (73%) A teoria de Darwin sobre a evolução das especies. 9 votos (26%) A teoria do criacioismo, (deus)
Deus é creador,
a ideia de deus da vida as coisas por isso é creadora, diferente de criar, um problema de tradução, interpretação, ou simplesmente maneira de dominação que o cristianismo se transformou com a teocracia católica, será que vamos viver outros teocracias no século XXI?
Amar sim...
Mas!
Fé é uma coisa,
Esperança, acreditar...
...dizer é fácil!
Ter fé que é complicado.
Existe o preconceitos dos que tem 'religião' oficialmente, etc.
sobre os outros que segundo os da tal religião a do outro ou o que o outro pensa não é boa, só a de si próprio.
Ter fé sabendo que deus existe é fácil.
Mas ter fé sabendo que deus não existe, que foi criado pelo próprio homem.
Defendo teologia da libertação, uma explicação materialista de origem em Sócrates que parte da necessidade e não da idéia.
Platônica ou de Platão alguém pensa as coisas, a natureza...
sentamos por necessidade e não pensamos cadeira antes ...
Deus nasce da necessidade de explicar as coisas...
diferente de deus ter pensado o indivíduo...
Ter fé é isso consciência da realidade, agora podemos falar do amor, Jesus entre outras coisas.
Sem aquela coisa melada, romântica...
Outra coisa
A teoria de Darwin sobre a evolução das espécies. A teoria do criacioismo, (deus) .
E o Big Bang!
O próprio Darwin diz o que fizeram com a tese?
Essa ideia platônica que deus criou, a humanidade é que criou deus para explicar as coisas.
Os 1500 anos do totalitarismo da Igreja Católica está em nossas vidas como verdade.
Augusto Comte. positivista:
Infância = religião
Juventude = filosofia
Adulto = ciência
Karl Marx Dialética: ‘religião é o ópio do povo’ uma contradição da sociedade do capital em que necessita da dominação para poder explorar a humanidade em tempo de automação e desemprego.
Referencia:
http://www.orkut.com.br/Main#CommPollResults?cmm=9634&pct=1267349624&pid=1268081828&msg=2
Bíblia
Não defendo totalmente a bíblia e nem sou totalmente contra, precisa ser tratado com o respeito pela fé que a ela é deposita, podemos ver como uma biblioteca, coleção de livros...
Precisa ser interpretada no contexto histórico e não levar ó pé da letra.
A teologia da libertação utiliza a Bíblia Pastoral, com notas de rodapé explicativas, além das costumeiras introduções.
A história apresenta avanços e retrocessos no campo da política.
Mas isso não é sociologia, podemos dizer que estudar religião pode ser um campo da antropologia ou 'ciência da religião’, os gregos falavam em cosmologia com sendo o campo deste estudo.
Podemos ver por outro ângulo a questão da fé em verdades, o que é verdade?
No oriente as religiões como hinduismo e budismo não têm verdades e dogmas.
Mas defendem humildade, respeito, fraternidade, cooperação que os gregos estudaram e fazem surgir à filosofia.
http://www.orkut.com.br/Main#CommPollResults?cmm=9634&pct=1267371798&pid=1223259841
Outra questão é Jesus histórico e o mito de Jesus
Jesus dizia que era a encarnação de Deus, ou seja defendia a materialização do projeto de Deus e resume tudo no amor.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Desvendar o mito por trás da polêmica das cotas raciais
Por Luciana Araujo
O Supremo Tribunal Federal reacendeu a discussão sobre a justeza da reserva de vagas nas universidades brasileiras para estudantes negros, afrodescendentes ou indígenas - as chamadas cotas raciais – ao realizar, na primeira semana deste mês, audiência pública prévia ao julgamento da ação impetrada pelo DEM contra a Universidade de Brasília.
O evento serviu ao menos para por a nu as reais motivações e objetivos dos DEMOcratas (ex-Arena e ex-PFL). Especialmente esclarecedora foi a declaração do senador Demóstenes Torres, digna de um senhor de engenho. Para ele, as políticas de reparação não se justificam porque a “exportação” de pessoas para o mercado negreiro teria incentivado a economia africana – logo a escravidão seria responsabilidade dos negros. O senador goiano foi além e acusou as mulheres escravizadas de serem coniventes e permissivas com os estupros sofridos.
A advogada dos DEMOcratas, Roberta Kauffmann, ex-pupila do presidente do STF, o ministro Gilmar Mendes – que foi seu orientador durante o mestrado sobre as políticas afirmativas na universidade brasileira - alegou ainda que não se pode estabelecer um processo de “racialização do país, com a segregação de direitos com base na cor da pele”.
A postura dos dois senhores acima mencionados evidencia o grau de reacionarismo e o forte racismo ainda arraigado na sociedade brasileira. É o que explica porque, mais de um século após o 13 de maio de 1888, no Brasil ainda se contrata pessoas pelo critério da “boa aparência”. Ou porque os negros recebem até 90% menos que os trabalhadores brancos para desenvolver a mesma função e são 73% dos 10% mais pobres do país. Ou, ainda, porque um jovem negro em nosso país tem quatro vezes mais chances de morrer assassinado que um menino branco. E porque nas universidades públicas brasileiras apenas 23% dos estudantes são negros (na USP, esse percentual cai para 2%).
Os dados jogam por terra o mito da “democracia racial”. Basta voltar os olhos para as favelas e periferias de nosso país – carentes de quaisquer políticas de garantia de infra-estrutura e onde o único braço do Estado que chega é o da repressão - para perceber que a pobreza no Brasil tem cor.
Essa realidade é resultado dos 358 anos de regime escravocrata no país e pela forma como se deu a abolição até hoje inconclusa. No longínquo 13 de maio, milhares de homens, mulheres, jovens e crianças foram jogados à própria sorte como se o Estado não tivesse nenhuma responsabilidade pelo fato deles terem sido seqüestrados de sua terra natal e mantidos confinados como animais durante quase meio século.
O descompromisso histórico do Estado brasileiro com os negros e as negras no país é também uma forma de perpetuação do preconceito e do racismo. Desde os tempos do regime escravista, direitos básicos são negados aos negros – assim como aos indígenas – em nosso país. É responsabilidade desse Estado reparar a distinção incentivada e patrocinada pelas instituições que fundaram as bases sócio-econômicas e políticas de nosso país.
As ações afirmativas por si só não asseguram o fim da descriminação racial, mas são um elemento concreto de reconhecimento da responsabilidade do Estado pela realidade em que vivemos. O racismo continuará existindo enquanto vivermos sob a égide do capital – que a tudo mercantiliza e se utiliza da opressão, especialmente de gênero e etnia – para legitimar a propriedade e potencializar os lucros de uns poucos ao custo das vidas de milhares. É um subproduto e uma necessidade do capital.
Mas essa realidade não anula o fato de que é devida a nós negros a reparação pela chaga escravista de quase quatro séculos da história brasileira. Enquanto isso não ocorrer, o “não racismo” nacional continuará reservando aos negros a triste representação recentemente exibida na novela ‘Viver a Vida’, da Rede Globo. Na trama, uma mulher negra até galgou o posto de protagonista, mas o enredo a fez submeter-se a ajoelhar diante de outra mulher, branca, para receber uma bofetada e ainda pedir desculpas.
Não foi à toa também que o Estatuto da Igualdade Racial recentemente aprovado no Congresso Nacional foi mitigado, retirando-se do texto as reivindicações mais profundas dos movimentos sociais que lutam contra o racismo.
E também não é uma coincidência que foram os mesmos DEMOcratas que pediram a instauração da CPMI no Congresso Nacional para criminalizar o MST. Esses são exemplos da ação organizada da burguesia brasileira, de uma elite branca e racista que controla o país e impõe, pela via da força quando necessário, sua visão de mundo. E, a julgar pela composição da mais alta corte do país – que ao longo de seus 120 anos de existência sempre atendeu aos anseios da elite que a instituiu – o processo de reparação pelos efeitos da escravidão está ameaçado de um novo retrocesso.
É fundamental a ampliação deste debate para o conjunto da sociedade brasileira e a organização de uma grande campanha em defesa das cotas raciais, bem como para que sejam assegurados os investimentos necessários à ampliação de vagas nas instituições públicas de ensino superior, para efetivar o direito de ingresso de filhos da classe trabalhadora nas universidades brasileiras. As cotas não são uma benesse do Estado aos negros e indígenas, mas o início do pagamento de uma dívida que já dura 510 anos.
Luciana Araujo é jornalista
Artigo publicado originalmente no site da Revista Caros Amgos – www.carosamigos.com.br
terça-feira, 9 de março de 2010
SOCIOLOGIA: Ciência e Tecnologia
E.E.B. Hercílio Deeke
Professor: Osni Walfredo Wagner
Alunos: Ana Carolina Galvão
Thainara Michelmann
Thainá Freiberger
Mara de Deus
Morgana Machado
Emerson de Souza
Gian Foss
Série: 1º 4
Disciplina: Sociologia
Blumenau, 8 de março de 2010
SOCIOLOGIA:
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
INTRODUÇÃO:
Este trabalho aborda questões sobre o que Sociologia tem a ver com o Ensino Médio, as escolas e com a tecnologia do mundo atual. Mostra o surgimento da Sociologia como uma disciplina escolar e como começou.
Para pensar no que fazemos sem pensar!
Como nasce um paradigma.
“Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro pôs uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancadas, logo após mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então os cientistas substituíram um dos cinco macacos.
Quando o “novato” subiu as escadas, os outros rapidamente o retiraram e o bateram, e depois de algumas surras o novato não subia mais. Assim, respectivamente foram substituídos e mesmo nunca tendo tomado o jato frio, continuavam batendo naqueles que fosse às bananas. Se fosse possível pergunta o porquê, os cientistas com certeza responderiam: ‘Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...”
Assim como eles, fazemos coisas sem pensar.
O que se faz difícil entender Sociologia é também por que vivemos numa sociedade tecnológica, que exige uma utilidade prática nos conhecimentos adquiridos em todas as disciplinas.
“Não perder tempo” é uma regra no mundo atual tanto quanto a Filosofia ou a política são consideradas “chatas” e “maçantes”.
Sociologia não é o estudo do homem em seu meio, nem da história da sociedade, Sociologia pode utilizar essas duas disciplinas para entender o comportamento humano em sociedade. Uma disciplina depende da outra.
O que a Sociologia tem a ver com as novas tecnologias?
Esta é uma constante pergunta que nossos estudantes de escolas técnicas fazem. O exercício dessas qualificações exige o aprendizado de alguns conteúdos bastante específicos como, por exemplo: em enfermagem, aprender os cuidados pós-operatórios de um paciente que sofreu intervenção cirúrgica.
Questão importante que justifica a Sociologia no Ensino Médio e técnico-profissionalizante é que se propõe que os estudantes não aprendam somente a “apertar parafusos, a não pensar, a não saber pensar e não ter consciência de sua cidadania”.
E o que a Sociologia tem a ver com o Ensino Médio?
Muitos estudando se questionam sobre o porquê da Sociologia no Ensino Médio.
Quando os jovens perguntam para que serve a Sociologia, ou quando afirmam que muitas disciplinas são chatas, nós precisamos compreender o que está por trás desses comentários.
Ou seja, para uma grande parte dos adolescentes, viver é divertir-se, ao contrário do que significava para gerações anteriores de jovens.
Levando à conclusão de que certas disciplinas como a História ou a Filosofia são “chatas”, a Sociologia deixa de lado a ingenuidade e os preconceitos.
Senso Comum, Sociologia e seu surgimento.
Senso comum se caracteriza por opiniões generalizantes, ou seja, julgam-se coisas e fatos de modo universal, como “todo bandido é favelado” ou “todo político é corrupto”, etc.
Já as atitudes científicas sobre interpretações de comportamento humano e as relações sociais é expressa na Sociologia.
Uma atitude científica em Sociologia é a atitude de observar os fatos e problemas sociais e pronunciar leis e tendências de que um fato ocorra por motivos tais e tais. Essas atitudes podem ser tomadas por causa do desemprego e da violência.
Ao contrário do senso comum, não devemos generalizar ao primeiro contato com um fenômeno social. É preciso investigar causa, efeito, relações entre os fatos e suas raízes históricas.
A Sociologia é nova, tem um século e se desenvolveu como disciplina acadêmica em um momento de transformações na Europa.
O que aconteceu com a Europa do século XV até o século XIX:
No período de grandes transformações econômicas, os mercados e as trocas comerciais se expandiram, os europeus entraram em contato com outros povos – Ásia, África e as Américas entre pilhagens e saques, promoveram um acúmulo de riqueza inigualável até aquela época.
A partir do século XVIII, a produção de mercadorias se expandiu, propiciando a primeira Revolução Industrial – o crescimento das cidades, uma nova classe social (cidades cresceram) dominante – a burguesia.
Os feudos medievais começaram a desaparecer e iniciou-se um processo de surgimentos dos Estados Nacionais. Em 1789 aconteceu a Revolução Francesa, que declarou os direitos dos homens, lançando as bases políticas dos direitos dos cidadãos.
Por fim um desenvolvimento das ciências e um florescimento e expansão da cultura européia que, a partir do Renascimento, transformou o homem europeu no modelo universal da razão e humanidade. Este período foi marcado também pelo Iluminismo, o Renascimento e as reformas religiosas.
A Sociologia, portanto, surgiu a partir da necessidade de que o homem europeu tinha de explicar o mundo, suas relações com os outros homens e com outras sociedades que passou a conhecer.
A Sociologia apareceu sob uma forte influência de teorias científicas, principalmente da Biologia, mas também sofreu influência das idéias Iluministas.
Basicamente tivemos três correntes de pensamento que ajudaram na sistematização do conhecimento sociológico a partir do século XIX.
• Positivismo: defendia o estudo das leis universais que garantissem a ordem e o progresso da sociedade;
• Socialismo: criticava a sociedade burguesa e capitalista, para tentar superá-la.
• Funcionalismo: tentava entender o funcionamento da sociedade, sua organização e instituições (família, trabalho, religiões, escolas, etc.).
Mais recentemente, no século XX, a Sociologia se especializou no estudo de diversas questões como: religiões, família, burocracia, diferenças entre sexos, etnias, culturas, educação...
Academicamente, a Sociologia foi se afirmando com o desenvolvimento tecnológico da sociedade capitalista, o que levou seus especialistas, no caso, os sociólogos, a preocuparem-se com o aumento da violência, com o desemprego, com as desigualdades e conflitos sociais, com os movimentos sociais, com o mercado de trabalho, etc.
Por fim, a partir deste pequeno histórico da Sociologia e das discussões que fizemos sobre a importância desta disciplina para nossa juventude, prestes a ingressar no mercado de trabalho.
CONCLUSÃO:
Concluímos que Sociologia procura entender o comportamento humano diante da sociedade e sugere que os estudantes saibam o que estão fazendo com a tecnologia atual, e é isso que faz no Ensino Médio.
Diferenciando-se do senso comum a Sociologia ignora ideias generalizantes do senso comum, debate sobre por exemplo o preconceitos. E Abrange assuntos importantes socialmente, como família, educação e cultura.
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