sexta-feira, 24 de junho de 2011

Legal agora paga...

Colombo aceita apelo da Assembleia: retira pedido de ilegalidade e rodará folha em paralelo

22 de junho de 2011 | Categorias: 1

Os líderes da Assembleia fizeram dois apelos que foram aceitos pelo governador Raimundo Colombo: o governo retira o pedido de ilegalidade da greve, que estava no Tribunal de Justiça, e rodará uma folha de pagamento suplementar, em paralelo, sem descontar os dias parados. A proposta é que os dias seriam repostos pelo magistério estadual.

O gesto seria para que, durante o final de semana, fossem retomadas as tratativas com os professores em greve há 36 dias. O pedido destinado ao Centro Administrativo foi feito depois de uma hora de reunião entre os líderes do parlamento e o presidente Gelson Merisio. Foi Merisio que informou a decisão de Colombo, depois de comunicar o posicionamento do parlamento.

Há visível desconforto entre os deputados estaduais para votarem a MP que concede o índice que oficializa os valores do piso nacional da cetagoria, mas altera os índices da regência de classe, algo que os representantes dos professores (Sinte) não aceita.

Fonte:

Norberto de Jesus Prochnov <njprochnov@ig.com.br

Professores em protesto

Professores em protesto

Ditador democrático

http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/434/internacional/greves-protestos-e-sarkozy-o-ditador-democratico-da-franca

22 jun (20 horas atrás)

Gabriel

Colombo retira pedido de ilegalidade da greve

O governador Raimundo Colombo determinou ao Procurador Geral do Estado, Nelson Serpa, que retirasse do Tribunal de Justiça a ação que pede a decretaçao da ilegalidade da greve dos professores. Atendeu apelo dos líderes partidários na Assembéia, legada agora há pouco na Casa da AGronômica pelo presidente Gelson Merísio. Os líderes já foram avisados da decisão. Excelente decisão política, que reabre as negociações entre o governo e os professores.

22 jun (19 horas atrás)

giovanni

como confiar em um fdp .. que muda de partido???

10:40 (3½ horas atrás)

George

Carta aberta IV

http://sinte-sc.blogspot.com/2011/06/carta-aberta-iv-esclarecimentos.html Carta Aberta IV - Esclarecimentos à Categoria sobre a Greve do Magistério (Desdobramentos dos Últimos Acontecimentos no Palco Jurídico) Florianópolis, 22 de junho de 2011. Prezados Companheiros do Magistério, Os últimos dias, desde segunda-feira, trouxeram vários desdobramentos para a Greve do Magistério, sobretudo no campo jurídico, de modo que uma nova Carta de Esclarecimentos foi solicitada à Assessoria Jurídica pelo Comando de Greve, o que passa a ser feito. 1. O final da última semana trouxe ao palco de negociações, a informação de que Governo Estadual estaria disposto a “radicalizar” sua postura, cortando o ponto dos trabalhadores grevistas, buscando na Justiça a ilegalidade da greve e encaminhando nova MP a ALESC. 2. Tais informações foram confirmadas no dia de ontem (21.06.2011), com implantação na folha dos cortes no ponto dos trabalhadores paralisados, o ingresso com ação judicial no TJSC pedindo a ilegalidade da greve (autos n. 2011.046211-8), afora o encaminhamento a ALESC da MP n. 189/2011, rodando a folha com base na MP já amplamente repudiada pela categoria em assembleias regionais. 3. Essa postura de marginalização e criminalização do movimento foi ampla e integralmente rechaçada “por toda Santa Catarina”. Não só os trabalhadores da educação, mas as instituições em geral cobraram a revisão da postura do Governo (ALESC, CEE/SC, MPT/SC, etc.) 4. O Comando de Greve, reunido com a Assessoria Jurídica do SINTE/SC, já na tarde de ontem, decidiu pelo imediato ingresso com ação para assegurar a integralidade do ponto dos trabalhadores, a legalidade da greve e a suspensão dos efeitos da MP n. 189/2011. 5. Tal ação já foi protocolada na tarde de hoje, aguardando apreciação judicial acerca do pedido de medida liminar (autos n. 023.11.032304-4).

10:40 (3½ horas atrás)

George

6. Vale ressaltar que a Assessoria Jurídica do SINTE/SC, em comunhão com o Comando de Greve, entende que o Poder Judiciário não é o espaço adequado para a solução da greve. A greve, enquanto justo e democrático movimento de reivindicação, tem na “negociação” o seu palco natural! 7. A ação judicial do SINTE/SC somente foi proposta para salvaguardar os direitos e interesses dos seus associados, sobretudo o afastamento do corte do ponto! 8. Entretanto, o final da tarde de hoje (dia 22.06.2011) trouxe uma inegável mudança de postura do Governo Estadual, com a notícia de que seria desistido da Ação Judicial n. 2011.046211-8 e suspensos os cortes no ponto dos trabalhadores paralisados! Haveria, inclusive, a possibilidade de retirada da MP n. 189/2011! 9. Confirmadas tais informações e efetivamente “reaberto o canal de negociação”, a própria Assessoria Jurídica do SINTE/SC poderá estudar a possibilidade de suspender a Ação n. 023.11.032304-4, retornando a greve para o seu espaço natural, o palco da “negociação” entre a entidade sindical e o Governo. Com esses novos esclarecimentos, a Assessoria Jurídica do SINTE/SC reitera a legalidade e legitimidade da greve, sendo que os prejuízos porventura sofridos pela categoria, coletiva ou individualmente, serão posteriormente defendidos na integralidade. Reiterando os votos de elevada consideração a toda a Categoria do Magistério Público Estadual, colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos e encaminhamentos. Cordialmente, José Sérgio da Silva Cristóvam Advogado do SINTE/SC Professor Universitário. Mestre e Doutorando em Direito/UFSC. Marcos Rogério Palmeira Advogado do SINTE/SC Professor Universitário. Mestre e Doutor em Direito/UFSC.

11:12 (3 horas atrás)

George

Participe: a causa é nobre!

O magistério Catarinense agradece imensamente quem puder contribuir com essa causa e/ou ajudar a divulgá-la! > > Apoio Financeiro Os trabalhadores em Educação da rede pública de ensino do Estado de Santa Catarina estão em greve desde o dia 18 de maio. Somente com uma forte mobilização será possível fazer com que o Governo do Estado pague o piso nacional aos trabalhadores em educação e respeite a carreira do magistério. O SINTE/SC vem freqüentemente sofrendo ataques do Governo do Estado através da mídia, com inserções que confundem a opinião pública e intimidam a categoria com ameaças e chamadas para retornarem a sala de aula. Diante disto, o SINTE/SC, na busca de esclarecer a realidade da categoria e os motivos pelos quais se encontra em greve há mais de um mês, sofre com altíssimos custos para rebater os ataques que o Governo vem promovendo na mídia catarinense para reprimir o movimento legítimo de greve. Entendemos que precisamos contra-atacar estas ofensivas ao nosso movimento e também buscarmos a mídia para estes esclarecimentos. E, para que possamos manter os custos com inserção na mídia, o Sindicato solicita aos seus filiados e à população em geral que apóiem a luta pela valorização da categoria através de doação financeira, de qualquer valor, que poderá ser depositada na conta do Banco do Brasil: C/C 147.1000-5 – Agência 5201-9 – SINTE/SC. Fonte: http://sinte-sc.blogspot.com/2011/06/apoio-financeiro.html

11:26 (2½ horas atrás)

­Marlon

Credo além de fazer greve e prejudicarem os estudantes ainda estão pedindo dinheiro.

11:38 (2½ horas atrás)

George

Marlon

Quem está prejudicando os estudantes é o Governo, desrespeitando a lei federal do Piso Nacional. A Greve é justa: reivindica apenas que a lei seja cumprida integralmente e com isso, o professor seja melhor valorizado. Entendo que a educação pública deve oferecer tanta qualidade quanto a educação privada, ou até melhor, afinal, é direito de todos, independentemente do poder financeiro de pagar por educação, ter acesso a um ensino que atenda suas necessidades de qualificação. A luta dos professores é, no fundo, por essa causa: a melhora da qualidade da educação pública. Os professores poderiam optar por retornar as atividades derrotados nessa causa. As consequências? Tudo teria sido em vão e os estudantes da escola pública continuariam sendo marginalizados perante os mais abastados economicamente que podem pagar por educação privada. É isso, realmente, que nós, como sociedade, queremos?

11:42 (2½ horas atrás)

­Marlon

Sim, ta certo! eu apoio a greve, acho justa demais! Só que porra, pedir dinheiro acho que é demais, tantas outras formas pra se fazer algo, e outra, isso vai ser motivo de muita polêmica pra quem não apoia a greve, vão ser um alvo certeiro em questão de críticas. Principalmente dos pais que querem os filhos na escola.

11:50 (2½ horas atrás)

George

O sindicato não está pedindo dinheiro, você está interpretando mal. A idéia é apenas oferecer um canal para quem quer ajudar de maneira concreta a causa, que é a de rebater o ataque de publicidade mentirosa do governo na mídia. Infelizmente, sem o governo nos pedir, gasta 30 mil Reais do dinheiro dos impostos que todos pagamos por cada comunicado de 30 segundos na TV. A contribuição é livre e voluntária, e servirá apenas para que o Sindicato possa contrapor essas inserções na TV...

14:19 (2 minutos atrás)

disponívelnene papi

Agora é só negociar a forma de pagar o que é de di

A mídia anunciou a retirada do processo de ilegalidade. O risco do governo era de perder e ter que indenizar a categoria. Evitando um processo de impedimento já! Agora é só negociar a forma de pagar o que é de direito. A Presidenta autorizou o Governador a pegar empréstimo do BIRB gastar em vez de desviar o que é nosso de direito. e folha suplementar...

A mídia anunciou a retirada do processo de ilegalidade. O risco do governo era de perder e ter que indenizar a categoria. Evitando um processo de impedimento já! Agora é só negociar a forma de pagar o que é de direito. A Presidenta autorizou o Governador a pegar empréstimo do BIRB gastar em vez de desviar o que é nosso de direito.

Fonte:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=9634&tid=5605521921506697541&na=3&nst=95&nid=9634-5605521921506697541-5619477486222931382

domingo, 19 de junho de 2011

Outono brasileiro

Todo louvor, especialmente, à integridade moral, ao espírito público e ao senso de dever do deputado Aldo Rabelo (PCdoB-SP), que desafiou todos os preconceitos e jogou o peso da sua extraordinária, coerente e incorruptível história pessoal para construir uma das leis mais difíceis, delicadas e imprescindíveis já aprovadas pela Câmara dos Deputados. Senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em nota à imprensa sobre as mudanças no Código Florestal – 30/05/2011 Apoio as manifestações. Acho que é um movimento que não se restringe à Espanha. O que vemos é raiva. Porque a população está entendendo que no poder não estão aqueles que votamos, mas o dinheiro, a mídia e pessoas que não escolhemos. São eles que estão com as rédeas da situação. Por essa razão, as pessoas estão reagindo em nome de uma democracia real agora. Antonio Banderas, ator espanhol – O Estado de S. Paulo – 30/05/2011 Penso que as instituições bancárias são mais perigosas para nossas liberdades do que exércitos inteiros prontos para o combate. Thomas Jefferson, citado por Carlos Lessa, – Valor – 31/05/2011 Cresce a presença feminina no gabinete da Dilma e é possível que até o fim do seu mandato só sobre, como homem, o ministro da Defesa Nelson Jobim, que passaria a participar das reuniões do ministério em uniforme de campanha, por precaução. Luis Fernando Verissimo – O Globo – 12/06/2011 Ao realizar a crítica da economia política e examinar a natureza das relações de produção capitalistas, ele [Marx] desvendou uma incompatibilidade entre o caráter despótico, centralizador e coletivista do capitalismo e as promessas de autodeterminação do indivíduo que acompanharam a ascensão da burguesia. Os valores fundamentais da liberdade, da igualdade e fraternidade estão incrustados no projeto marxista da autonomia do indivíduo. Luiz Gonzaga Belluzzo, em seu livro “Marxismo, crise e capital fictício”, que tem dois capítulos postados na página da Carta Maior – junho de 2011 A nossa igreja é de Cristo, não é de lésbicas ou gays. Mas queremos deixar claro que somos um refúgio, acolhemos todos os machucados e feridos, todos os que foram escorraçados pela intolerância. Lanna Holder, homossexual assumida e fundadora da igreja evangélica Comunidade Cidade de Refúgio – Folha de S. Paulo – 16/06/2011. Bach e Beethoven erigiam catedrais. Eu construo casas onde as pessoas possam morar. Edvard Grieg, compositor norueguês (1843-1907) Amar não significa não enxergar os defeitos do outro, mas achar graça neles. Uma amiga perde um celular por semana; ela sabe que uma relação amorosa está acabando no dia em que seu homem, em vez de achar graça na sua desatenção, irrita-se com seu descuido. Contardo Calligaris, psicanalista - Folha de S. Paulo – 16/06/2011 Questionando o sistema político e o cinismo partidário, a multidão na Porta do Sol, em Madri, proclama: "Nossos sonhos não cabem nas suas urnas". Por diversas formas, esse clamor também crescerá aqui. Chico Alencar, deputado federal – PSOL-RJ – Folha de S. Paulo – 17/06/2011 Leia mais pérolas em http://cacadordeperolas.blogspot.co

sábado, 18 de junho de 2011

Promessa Colombiana

Valorização, mérito e motivação – preparados para uma pedagogia de educação que recupere valores e princípios.

Que valores e que princípios¿

INDIVIDUALISMO + LUCRO + PRIVATIZAÇÕES + EXPLORAÇÃO + CAPITALISMO

Depois de 50 dias de greve!

Governo decide respeitar plano de careira por diversos motivos o principal é pela desistência de profissionais de exercerem a atividade do magistério, os professores comemoram os ganhos para o Estado com a garantia de seus direitos.

http://www.youtube.com/watch?v=ieT8cb6Fndc&feature=player_profilepage

Blumenau Municipais

Professores do município dormiram no ponto, e a decisão saiu na assembléia meio aos apagar das luzes, garantiu-se o Piso Nacional como interesse do PT & Cia. Mas quem está há mais tempo teve uma resolução ínfima de 1,7% , igualando praticamente quem entra com quem está a mais tempo no magistério.

Blumenau

A greve continua! . Sônia Soares . Ontem, à tarde, realizamos a nossa assembleia regional. A categoria decidiu pela continuidade da greve, considerando que a proposta do governo não avançou em relação a proposta da semana passada: Alteração da tabela salarial da carreira do magistério com incorporação do prêmio educar/jubilar e assiduidade, reduçao do pagamento das horas excedentes em 50% e absorção de parte de regência de classe, mantendo os demais valores de gratificação em 15%. As questões centrais para a continuidade da greve são basicamente a redução da regencia de classe e o não compromisso do governo em pagar o piso nacional. O professor nao sairá dessa greve perdendo direitos já conquistados. Portanto, a greve continua!

Muita calma nessa hora!

Muita calma nessa hora!

Se o governo estiverem utilizando esses artifícios descritos no e-mail's para sensibilizar a sociedade é por que certamente estão perdendo adesão. Significa que a sociedade está sensível aos nossos interesses de categoria. Somos um exemplo de luta para todos, os trabalhadores se espelham enquanto classe e principalmente para os jovens que respeitam e espelham no PROFESSOR. O fato é que não abaixamos a cabeça aos desmandes neoliberais que além de explorar os trabalhadores, também estão se enriquecendo de forma licita, criando leis sem ética coletiva, moral e lisura necessária para o equilíbrio da democracia.

Eles tentam desconstruir o nosso discurso, com meias verdades, mas estas não colam pelo simples fato que os Professores estão embasados na realidade. Por mais que o governo diz que não pode pagar. Ao mesmo tempo não tem como provar o que diz, ficando uma pergunta se é má vontade da gestão política.

Sobre possíveis prejuízos dos alunos ,podemos dizer que essa parada faz com que possam pensar muito que precisam fazer para garantir seus direitos. Desde cedo as crianças, adolescentes e jovens arrancam e perdem por falta de política ou a seriedade em suas aplicações. Mas é interessante analisar o conceito aluno, como o governo vê número estatístico. Os Professores que vivem a realidade junto com os familiares ,vêem no meio dos estudantes, a diferença de aluno e estudante é algo discutível. E certamente que perdemos o espaço da sala como mídia a nosso favor e mostrando a realidade para dialogar com a realidade que todos sabemos. Mas ganhamos o dialogo com toda a sociedade para resolver esse problema que é um nó para a educação.

As mudanças não param o avanço tecnológico que exige novas estruturas de exploração do capital. As aulas virtuais no ensino médio que é de saber de todos os vinte porcento das aulas poderão ser virtuais, que qualidade o governo está garantindo para dizer que vai ficar pior¿ Se o Magistério parou é por que oitenta porcento da categoria observou em sua realidade, que não é possível continuar, pois estão com condições mínimas de trabalho.

O plano de carreira com a incorporação do piso nacional é um dos pontos mais importante do momento, mas não é o único que leva a categoria para a greve e que mantém a greve na realidade é que o governo não sede.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Como fazer para ser feliz!?

Escrevo para que possas ler entender e seguir sempre.
Antiga inscrição, datada de 1684, descoberta em uma igreja de Baltimore, EE.UU.
Desiderata
Siga tranquilamente, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha boas relações com todas as pessoas. Fale sua verdade mansa e claramente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois também eles têm sua própria história. Evite as pessoas escandalosas e agressivas; elas afligem o nosso espírito. Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém superior e alguém inferior a você. Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores. Você merece estar aqui. E mesmo sem você perceber, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino. Desfrute de suas realizações, bem como dos seus planos.Mantenha-se interessado em sua carreira, ainda que humilde, pois ela é o ganho real na fortuna cambiante do tempo. Tenha cautela nos negócios, pois o mundo está cheio de astúcia; mas não se torne um cético, porque a virtude sempre existirá. Muita gente luta por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmo. Seja você mesma. Principalmente não simule afeição, nem seja descrente no amor porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão perene quanto a relva. Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os arroubos inovadores da juventude. Alimente a força do espírito qe o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários. Muitos temores nascem do cansaço e da solidão e, a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo. Portanto, esteja em paz com Deus, como quer que você O conceba. E quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, na fatigante confusão da vida, mantenha-se em paz com sua própria alma. Apesar de todas as falsidades, fadigas e desencantos, o mundo ainda é bonito. Seja prudente, faça tudo para ser feliz.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Código Florestal

Por uma agroecologia e ecofloretal

Na realidade galera se usa no discurso que os pequenos agricultores vão perder seu pedaço de chão para plantar, mas as pessoas nem conhecem como é realmente no campo. Estive ontem em uma área rural que pegou enxurrada dia 11 de março, se é o aquecimento global não se tem certeza. Suspeito que o aumento da produção agrícola em áreas impróprios com mais de 45 graus de declividades, a chuva lava o solo tirando nutrientes e a erosão destrói o rio. Já foi dito, mas vale a pena repetir que a mata ciliar é como uma esponja que segura a água mantendo o nível do RIO. Só essa questão da água potável, já é um argumento forte para se sensibilizar em manter a mata ciliar com 30 metros. Os pequenos agricultores em muitos casos estão instalados com suas unidades agrícolas em localidades de morros impróprios para algumas culturas. São Joaquim como outros optam pela uva aproveitando áreas com declives, a silvicultura (laranja, maça etc) se tem algum consenso que segura a terra da erosão. Não é uma mata nativa, mas pelo menos é menos pior. Mas para manter o floresta nativa se precisa encontrar alternativas, em vez de cortar o palmito que chega a 15 ou 20 anos para poder cortar e render em um hectar (100 mt x 100 mt)apenas R$ 2.000,00. Se forem produzidos suco e polpa das semente, essas mesmas jussara rendem R$ 8.000,00 por hectar. Ecoflorestal e agroecologia são saídas ecosustentaveis que garante a sustentabilidade.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Semana do Meio Ambiente

A ecossocioeconomia a garantia social de renda com a manutenção da flora, retirando somente o necessário e sem destruir a capacidade de renovação para as gerações futuras.
Um exemplo prático de manejo sustentável em áreas de preservação ambiental, para evitar a retirada do palmito da Jussara, a alternativa econômica do suco e polpa com a vantagem de permitir a utilização das sementes para produção de mudas em viveiro ou semear direto na área.
Colher a haste, lavar e aquecimento, despolpadeira, armazenar, sementes para fazer mudas ou direto na natureza.
Numa perspectiva multidisciplinar e metodologia de pesquisa-ação a partir do conhecimento tradicional e o conhecimento cientifico. A caminhada geoambiental (transector), a oficinas como maneiras de sensibilizar a população autóctones possibilitando a mobilização em rede da pesquisa com as instituições associativas de bairro, a cozinha comunitária e a força jovem. Os projetos participativos organizando as demandas locais voltadas para um pacto territorial em áreas da mata atlântica em risco.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Plano Nacional de Educação em debate

Qui, 02 de Junho de 2011 15:59
O deputado Ivan Valente, em discurso no plenário da Câmara, na quinta-feira 2, destacou a atuação da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) – Projeto de Lei 8035/2010 – e afirmou que a qualidade na educação brasileira começara a acontecer quando forem destinados 10% do PIB para o setor.
“O quanto se necessita para garantir a qualidade na educação e a universalização da educação básica para uma expansão do ensino superior público com qualidade”, questiona o deputado. “Não podemos trilhar caminhos que sejam atalhos. Temos que falar num salto de qualidade, com o imenso passivo educacional que temos. Por isso defendemos 10% do PIB”.
De acordo com Ivan Valente, a proposta do governo federal vai na contramão do que foi decidido na Conferência Nacional de Educação, da qual participaram milhares de educadores brasileiros, que fizeram sugestões ao PNE.
“Em relação às grandes questões de expansão que há no Plano, como a educação infantil de zero a 3 anos, quer dizer, as creches, e o ensino profissionalizante, as escolas técnicas e tecnológicas, vemos que nos dois planos de expansão a via para a qual se dá a expansão é a mesma que houve no ensino superior brasileiro. Ou seja, via creches conveniadas, num sistema de creches, privatizando, sem qualidade, e pelo chamado Pronatec, para as escolas técnicas e tecnológicas, trazendo para cá o modelo do Prouni, que a meu ver é transferir recursos públicos para o setor privado, quando nós temos já um sistema de escolas públicas que teve expansão com qualidade. Não podemos dar ao pobre a escola pobre!”, argumenta o deputado.
“Quando o MEC propõe que os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o chamado IDEB, sejam colocados como metas para um plano decenal de educação, ele está pegando o varejo da educação e transformando em estratégia”, afirma Ivan Valente. “Não basta avaliar, é preciso haver um sistema nacional de educação com recursos e, particularmente, com a valorização do magistério e dos profissionais da educação. Para isso não se fará justiça no Brasil nem haverá qualidade na educação sem que o financiamento público atinja, no mínimo, 10% do PIB para a educação”.
Leia a íntegra do discurso do deputado Ivan Valente em Pronunciamentos.
Debates – A Comissão Especial do PNE realizou esta semana duas audiências públicas. Os palestrantes destacaram que faltam ações específicas para esse público, como avanços na formação dos professores; melhoria das estruturas físicas das escolas, com laboratórios, bibliotecas e recursos de acessibilidade para as diversas deficiências; além da contratação de profissionais necessários para o atendimento especializado, como psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas e fisioterapeutas.
A presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleusa Rodrigues Repulho, também listou outros pontos que, segundo ela, deveriam constar da proposta. Entre eles, oferta de transporte adequado aos alunos do ensino especial; garantia de educação bilíngue em língua portuguesa e em Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas salas de aula; além de oferta de aulas de Libras para as famílias dos estudantes surdos.
O secretário de Educação do Paraná, Flávio Arns, que representou o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), afirmou que o PNE não deveria estabelecer idades mínima e máxima para a meta de universalização do ensino para pessoas com deficiência. Segundo ele, as pessoas com deficiência muitas vezes precisam de atendimento educacional ao longo de toda a vida.
As ministras da Igualdade Racial, Luiza Helena de Bairros, e de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, defenderam a previsão de medidas de combate à discriminação no Plano Nacional de Educação.
Segundo a ministra Iriny Lopes, o respeito à pluralidade deve ser incentivado no ambiente escolar, pois as crianças começam, desde pequenas, a naturalizar algo que não é natural, que é a discriminação entre homens e mulheres, entre raças e entre orientações sexuais. A ministra Luiza Helena de Bairros apresentou 50 sugestões ao texto, a grande maioria com o objetivo de inserir a superação das desigualdades entres os princípios das ações de governo na área. Para ela, é preciso adotar medidas educacionais que acelerem a igualdade de condições entre brancos e negros, já que estes detêm percentual do dobro do analfabetismo que aqueles.
A proposta que estabelece o PNE tramita em caráter conclusivo na Câmara. No momento, está aberto o período para apresentação de emendas, sendo que já foram apresentadas mais de 600, das quais mais de cem são de autoria do PSOL.
Com informações da Agência Câmara.
Educação de qualidade
Qui, 27 de Maio de 2010 10:47
AddThis Social Bookmark Button

Nas últimas semanas a Comissão de Educação e Cultura-CEC esteve discutindo o papel do capital estrangeiro na educação privada.Já foram realizadas duas audiências públicas sobre o tema.

A educação nas instituições privada do ensino superior e a questão da qualidade são assuntos que sempre permeiam os debates na comissão.O PSOL, como um partido preocupado com os rumos da educação, é autor de proposições importantes sobre o assunto sendo que entre elas destacamos:

PL 2138/03 -Ivan Valente(PSOL-SP)-Proíbe o capital estrangeiro nas Instituições Educacionais Brasileiras.

Esse projeto tramita na comissão de educação e cultura apensado ao PL 7040/10.Deverá ser apreciado pelas comissões de finanças e tributação e constituição e justiça sendo conclusiva pelas comissões.

Confira a integra e a tramitação do projeto

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=136038

PL 2479/07 -Ivan Valente- Dispõe sobre a divulgação obrigatória, pela União, do montante de tributos que deixou de ser recolhido aos cofres públicos a título de benefícios fiscais concedidos às instituições privadas, prestadoras de serviços educacionais, na realização de atividades de ensino.

A referida proposição tramita na comissão de educação e cultura. O deputado João Matos apresentou voto em separado retirando do projeto os artigos que tornam obrigatória a informação, por parte das instituições beneficiadas com compensações fiscais pela união,sobre o valor do montante que deixou de recolher e o número de alunos diretamente atendidos, especificando o total de matrículas por curso.Esse projeto ainda tramitará pelas comissões de finanças e tributação e constituição e justiça sendo conclusiva pelas comissões.

Confira a integra e a tramitação do PL 2479/07

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=378094

PL 2491/07- Dispõe sobre a obrigatoriedade de prestação de informações aos estudantes pelas Instituições de Educação Superior, a cada início de período letivo.

Esse projeto foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura e atualmente tramita na Comissão de Constituição e Justiça.A proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas comissões .

Confira a integra e a tramitação do PL 2491/07

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=378345

Contraproposta do SINTE/SC já está com a SED

Pela nossa pauta dos professores e a pauta do governo podemos observar que tem uma lacuna, a assembléia de terça-feira (7 de junho) regionalmente e na quinta-feira (9 de junho) a assembléia estadual, tem tudo para definir a continuação com movimento da greve. Ainda não se tem um acordo favorável para toda a categoria. Só se o governo apresentar um fato novo rápido. Mas parece que não o que se observa é uma lerdeza e falta de vontade política com a coisa pública no que tange o interesse para melhorar a educação catarinense pela via econômica no sentido de colocar em prática um ganho efetivamente justo para o magistério num todo.

Conforme audiência realizada na 5ª feira, 2, com o governador Raimundo Colombo, o vice governador Pinho Moreira, o secretário de Comunicação Derly Anunciação, o secretario de Educação Marco Tebaldi, e o secretário-adjunto de Educação Eduardo Deschamps, o Comando Estadual de greve apresentou hoje ao secretário Deschmaps uma contraproposta do magistério, de acordo com a deliberação da reunião do comando de greve estadual na noite de 5ª feira e durante toda a manhã desta 6ª feira.
O magistério reivindica:
a) - Cumprimento da lei do Piso Salarial Profissional Nacional da seguinte forma:
· Manutenção de todas as gratificações constantes na carreira do Magistério;
· A incorporação dos Prêmios: educar, jubilar e assiduidade em percentual e de imediato.
b) - Anistia das faltas da greve de 2008 e todas as outras mobilizações a partir de 2007.
c) - Revisão do Decreto 3.593/2010, que trata da Progressão funcional.
d) - Abono das faltas, mediante a reposição das aulas, respeitando a autonomia da comunidade escolar na definição do calendário.
Formação de um grupo de trabalho entre Governo e Sinte para, a partir da segunda quinzena de junho, com prazo de 60 dias:
a) - Chegar ao valor do Piso Nacional na carreira, de forma gradativa, de abril até novembro/2011, de acordo com a tabela salarial vigente;
b) - Realização do concurso de ingresso no segundo semestre de 2011, com prazo máximo de realização das provas até outubro de 2011, para suprir as vagas excedentes e considerando o aumento da jornada da hora atividade para 1/3.
c) - A partir do início do ano letivo de 2012, cumprimento integral da jornada de 1/3 da hora atividade, para todos os professores.
d) - Revisão da Lei 456/2009 (Lei dos ACTs).
e) - Equiparação do valor do vale alimentação com o pago pela UDESC.
f) - Demais pontos da pauta de reivindicação do SINTE/SC, conforme já apresentados para o Secretário de Educação;
O comando de greve solicitou o agendamento de uma nova audiência no dia 06/06/2011 (2ª feira) para dar continuidade ao processo de negociação.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Colombo no MEC

Fonte: MOACIR PEREIRA, 29 de maio de 2011 N° 9184 O governador Raimundo Colombo estará, na próxima quarta-feira, em Brasília. Teve confirmação de audiência especial com o ministro da Educação, Fernando Haddad, depois que desembarcou em Florianópolis, procedente da Europa. Deverá tratar da liberação de recursos federais para fazer uma nova proposta aos professores da rede estadual de ensino e viabilizar o fim da greve. Colombo recebeu um relato informal da greve do vice Eduardo Moreira no hangar do governo no Aeroporto Hercílio Luz. Conversou, depois, com o secretário da Educação, Marco Tebaldi, que também transmitiu informações sobre a situação. Tinha agendado encontro com o vice Eduardo Moreira no sábado. Marcou reunião com o grupo gestor neste domingo. Esta avaliação poderá ser decisiva para as negociações com os professores. O governo tem apenas uma posição inarredável. Diz que não há condições financeiras para a aplicação integral do piso salarial a todo o magistério. A folha teria um aumento mensal de R$ 100 milhões. A única opção que restaria para esta hipótese talvez fosse o pagamento em quatro anos, como ocorreu no Rio Grande do Sul, e a fórmula adotada em São Paulo. É, contudo, a possibilidade mais remota. Como a rejeição dos professores contra a medida provisória foi consensual e acabou se fortalecendo entre os integrantes da carreira e até entre os ACTs, a única via razoável é da negociação. E com nova proposta. O governo parece convencido de que só com a medida provisória não vai acabar com a greve. E os prejuízos políticos estão se acumulando. A votação da MP na Assembleia, se não for melhorada a tabela salarial, tem tudo para se transformar num campo de batalha, com novas perdas também para os deputados da base. O preço a ser pago, mesmo que a medida seja aprovada, seria alto demais. OMISSÃO A coordenadora do Sinte, professora Alvete Bedin, garante que o movimento permanece forte e mais vivo no interior do Estado. Inúmeras iniciativas marcam, de forma criativa, esta greve. São atos públicos, carreatas, passeatas, manifestações a favor da greve. Também declara-se surpresa com uma constatação inédita: a do apoio dos pais, a solidariedade da comunidade e a inexistência de críticas da ação do magistério. Na segunda-feira, estará em Florianópolis a professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, que ganhou projeção nacional falando a políticos do seu Estado, num vídeo que virou campeão de acessos na internet. Fatos novos sobre o desvio de recursos destinados à educação, manipulação de números do orçamento e a aplicação da lei federal ganharam destaque durante toda a semana. Outra revelação, agora, diz respeito à questão financeira federal. O artigo 4º da Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, dispõe que “a União deverá complementar” o piso salarial “nos casos em que o ente federativo, a partir da consideração dos recursos constitucionalmente vinculados à educação, não tenha disponibilidade orçamentária para cumprir o valor fixado”. O parágrafo primeiro diz que “o ente federativo deverá justificar sua necessidade e incapacidade, enviando ao Ministério da Educação solicitação fundamentada, acompanhada de planilha de custo comprovando a necessidade da complementação...”. O Estado deveria adequar seu plano de carreira e a remuneração do magistério até 31 de dezembro de 2009. O problema é que não houve remessa pelo governo estadual de planilha de custos nem adequação do plano de carreira e remuneração. A opção política foi questionar no Supremo Tribunal Federal a aplicação do piso salarial. Decidido pela Suprema Corte que piso é vencimento básico, ao Estado não restou outra alternativa senão pagá-lo. O governo aplicou a lei apenas nos níveis inferiores. Os professores querem o cumprimento integral, que prevê o piso para toda a carreira do magistério.

Não tem como mudar o Brasil?

.
“Brasil necessita de um novo projeto de sociedade” Osni Valfredo Wagner - E-mail: insoosni@gmail.com A maioria está pessimista em relação à possibilidade de mudança. Acaba ficando de cabeça baixa em seu trabalho em projetos individuais garantindo seus interesses imediatos. Uma sociedade amorfa a mudanças mergulhada na ditadura do erro, do medo, da mentira prevalecendo sobre a realidade dos fatos e das coisas. Ainda vivemos diversos Brasis, dominados pela nação Tupi-guarani? Uso da força bélica para exterminar o inimigo como os casos de assassinatos de ainda militantes do MST. Coisa não acontece com os lideres do mst que estão em Brasília. Uma republica tupiniquim ou ainda uma república das bananas, em que tudo vira em pizza, em chantagens para se conseguir o que se quer, mas por cima a elite é que é privilegiada com altos salários, inviabilizando qualquer orçamento federal, estadual e ou municipal na maioria dos casos. Dos partidos: PT, PMDB, DEMOCRATAS ou (PSD), PTB, PR, PDT, PPS, PCdo B entre outros. Poucos Partidos ainda estão fora desse grande esquema como: PCO, PSTU e PSOL. Dos 29 partidos muitos não se tem muito que se falar deles, precisaria fazer estudo mais apurado, o que observo é que o papel de muitos é esse mesmo de pouca importância, um modo de embolar no meio campo do jogo e garantir que a elite se mantenha no poder. Se o exemplo que vem de cima com desprezo aos que são de baixo, impossibilita uma saída democrática, porque perdemos o foco da democracia. Na realidade o Brasil necessita de um novo projeto de sociedade, não que não a tenha, mas esse que está ai tem muitas falhas, no que tange a população em geral, em cumprir com seus direitos, vivemos em um país do faz de conta, para inglês ver como diz Roberto Da Matta. O caminho da democracia necessita de transformações profundas, com maior eqüidade econômica, entre os que têm de mais e os que não tem. Definir um teto máximo de salário e garantir um piso mínimo necessário para se viver como renda é algo que se deve fazer. Em vez de ficar em projetos partidários em que privatizam o que é de todos para individualizar em contas de empresas de amigos que depois poderão ajudar na eleição, mantendo esse ciclo de manipulação ideológica de quem chega ao poder é para manter essa perversa realidade. Que podemos chamar de barbárie capitalista, mais avançada que o feudalismo. Mas que precisa ser superada para um novo modo de viver, em que viabilize a vida para todos, garantido a sustentabilidade no planeta terra; das nações em especial a brasileira que tem biomas variados com ricos recursos naturais. Podemos nos tornaremos otimistas olhando de outra maneira e rompendo com a velha forma de se fazer política com ‘p’ (minúsculo) como deria Rui Barbosa politiquice, politicalha, politicaria, não se pode confundir com política que é organização do Estado em beneficio de todos.

Fim da Guerra às Drogas ...

Em 72 horas, um grupo de poderosos líderes mundiais irá pedir à ONU que acabe a guerra contra as drogas e se mova em direção à legalização. Mas os políticos dizem que a sociedade não irá apoiar políticas alternativas com relação às drogas. Vamos apoiar massivamente esta oportunidade única e agir urgentemente. Assine abaixo, e conte a todos: Em 72 horas nós podemos ver o começo do fim da 'guerra às drogas'. O tráfico ilegal de drogas é a maior ameaça à segurança da nossa região, mas essa guerra brutal falhou completamente em conter a praga da drogadição, ao custo de inúmeras vidas, da devastação de nossas comunidades e do afunilamento de trilhões de dólares em violentas redes de crime organizado. Todos os especialistas concordam que a política mais sensata é a regulamentação, mas os políticos têm medo de tocar nesse assunto. Em 72 horas, uma comissão global incluindo antigos chefes de estado e figuras eminentes da política externa das Nações Unidas, União Europeia, Estados Unidos, Brasil, México e mais quebrarão o tabu e irão pedir publicamente novas abordagens, inclusive a descriminalização e regulamentação de drogas. Este pode ser um momento único -- se um número suficiente de nós pedir um fim a essa loucura. Políticos dizem que entendem que a guerra às drogas falhou, mas alegam que a sociedade não está pronta para uma alternativa. Vamos mostrar a eles que não apenas aceitamos uma política sã e humana -- nós a exigimos. Clique abaixo para assinar a petição e partilhe com todo mundo -- quando nós alcançarmos meio milhão de vozes, ela será entregue pessoalmente aos líderes mundiais pela comissão global: http://www.avaaz.org/po/end_the_war_on_drugs_la/?vl Nos últimos 50 anos as políticas atuais de combate às drogas falharam em toda a América Latina, mas o debate público está estagnado no lodo do medo, da corrupção e da falta de informação. Todos, até o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que é responsável por reforçar essa abordagem, concordam -- organizar militares e polícia para queimar plantações de drogas em fazendas, caçar traficantes, e aprisionar pequenos traficantes e usuários – tem sido completamente improdutivo. E ao custo de muitas vidas humanas - do Brasil ao México, e aos Estados Unidos, o negócio ilegal de drogas está destruindo nossos países, enquanto a drogadição, as mortes por overdose e as contaminações por HIV/AIDS continuam a subir. Enquanto isso, países com uma política menos severa -- como Suíça, Portugal, Holanda e Austrália -- não assistiram à explosão no uso de drogas que os proponentes da guerra às drogas predisseram. Ao invés disso, eles assistiram à redução significativa em crimes relacionados a drogas, drogadições e mortes, e são capazes de focar de modo direto na destruição de impérios criminosos. Lobbies poderosos impedem o caminho da mudança, inclusive militares, polícias e departamentos prisionais cujos orçamentos estão em jogo. E políticos de toda nossa região temem ser abandonados por seus eleitores se apoiarem abordagens alternativas. Mas pesquisas de opinião mostram que cidadãos de todo o mundo sabem que a abordagem atual é uma catástrofe. E liderados pelo presidente Cardozo, muitos Ministros e Chefes de Estado manifestaram-se pela reforma depois de deixar seus cargos. O momento está finalmente chegando de discutir novas políticas na América Latina, Estados Unidos e outras partes do mundo que estão devastadas por essa política desastrosa. Se pudermos criar uma manifestação global nas próximas 72 horas para apoiar os pedidos corajosos da Comissão Global de Política sobre Drogas, nós poderemos superar as desculpas estagnadas para o status quo. Em nossas vozes está a chave da mudança -- assine a petição e divulgue: http://www.avaaz.org/po/end_the_war_on_drugs_la/?vl Nós temos uma chance de entrar no capítulo final dessa 'guerra' violenta que está destruindo milhões de vidas. A opinião pública irá determinar se essa política catastrófica será finalizada ou se políticos continuarão a nos usar como desculpa para evitar a reforma. Vamos nos unir com urgência para empurrar nossos líderes para fora da dúvida e do medo, para cruzar a fronteira e entrar no domínio da razão. Com esperança e determinação, Luis, Alice, Laura, Ricken, Maria Paz e toda a equipe Avaaz FONTES: Drogas e Democracia: Rumo a uma mudança de Paradigma, Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia http://www.drogasedemocracia.org/Arquivos/livro_port_03.pdf Avaliação da Política sobre Drogas dos Estados Unidos http://www.drogasedemocracia.org/Arquivos/peter_reuter_portugues.pdf Drogas. Alternativas à "guerra" http://www.idpc.net/pt-br/publications/drogas-alternativas-a-guerra “Guerra às drogas mostrou-se ineficiente”, afirma presidente da Fiocruz http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/2011051613610/Nosso-pais/guerra-as-drogas-mostrou-se-ineficiente-afirma-presidente-da-fiocruz.html Inovações Lesislativas em Políticas sobre Drogas http://comunidadesegura.com.br/pt-br/node/47715 Os maiores massacres promovidos pelo narcotráfico no México http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/05/20/os-maiores-massacres-promovidos-pelo-narcotrafico-no-mexico-924507620.asp Drogas arrastam mulheres para o comando do tráfico http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=973987 A insustentável guerra às drogas http://www.brasildefato.com.br/node/5269 A Comissão Mundial sobre Política de Drogas, que vai pedir à ONU para acabar com a guerra contra as drogas (em Inglês) http://www.globalcommissionondrugs.org/Documents.aspx Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas -- clique para doar. -------------------------------------------------------------------------------- A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 9 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter. Esta mensagem foi enviada para inso_osni@hotmail.com. Para mudar o seu email, língua ou outras informações, entre em contato pelo link http://www.avaaz.org/po/contact/?footer. Não quer mais receber nossos alertas? Para decadastrar envie um email para unsubscribe@avaaz.org ou clique aqui. Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.

domingo, 29 de maio de 2011

Tradição Família e Propriedade

“A direita armada da baixaria das chantagens impondo ao governo a aprovação de um código florestal no congresso nacional e provavelmente no senado, que desregulamenta a proteção da mata ciliar e protege infratores. Ervas, sementes, árvores, frutos, alimentos, Deus criou tudo (...) era muito bom (Gn 1, 31). Uma questão de interpretação em um país de analfabetos funcionais” Osni Valfredo Wagner Se pudermos comparar o governo de Lula ao de Getulio, então Dilma pode ser comparada com Jânio quadros¿ Calma os militares não vão fazer outro golpe! A direita não precisa disso hoje em dia ela está no poder. Os anos de 1960 foram importantes para avanços da cultura popular apoiadas pelo governo que era impulsionado por reformas de base. Os anos 2011 estamos vivendo em outra conjuntura pos crises do final do século XX. A crise do capitalismo financeiro, a automação com arrocho salarial e desemprego estrutural. Os ideais conservadores liberais estão com um terreno fértil de boa aceitação pela mídia impossibilitando outra ideologia como alternativa ao capitalismo. As possibilidades de governos voltados aos interesses sociais têm poucas opções: diversidade e gênero são bandeiras que esbarram em interesses conservadores de uma moral cristã machista e xenófoba. As hipocrisias de uma cultura das aparências como se não existissem as diferenças de gêneros, a homoafetividades, a africanidades e indígenas. A direita armada da baixaria das chantagens impondo ao governo a aprovação de um código florestal no congresso nacional e provavelmente no senado, que desregulamenta a proteção da mata ciliar e protege infratores. Ervas, sementes, árvores, frutos, alimentos, Deus criou tudo (...) era muito bom (Gn 1, 31). Uma questão de interpretação em um país de analfabetos funcionais. A moda está tão forte que os evangélicos fazem a mesma coisa exigindo o fim dos livros com explicações avançadas sobre a homofobia que é simplesmente a não aceitação de homoafetivos ou mais rústico que beira a homofobia. Coisa que não é tão preocupante entre as crianças e jovens, mas a prática homofóbica é coisa de adulto. O desprezo quem for diferente de heterossexual, uma heteronomatização: só é normal que for heterossexual, um dogma da visão cristã ocidental, os protestantes fizeram uma reforma econômica, mas mantiveram a visão de que o “homem é o provedor da casa e a mulher é a dona de casa”, coisa que não cabem mais em tempos que tanto o homem e a mulher precisam trabalhar para conseguirem ter uma renda satisfatória para prover a família. O dever de educar os filhos e filhas nessa nova mentalidade de que o serviço de casa é da casa e não uma divisão de tarefas da mulher é um avanço importante para romper com as velhas ideologias do machismo. A tentativa de conviver em uma sociedade brasileira plural entre interesses dos trabalhadores para que tenha uma vida digna e saudável e interesses do capital que obtenha lucro com menores custos possíveis; exercer a liberdade sexual por um lado e por outro conservar valores tradicionais da cultura cristã¿

quarta-feira, 25 de maio de 2011

GREVE DO MAGISTÉRIO

“professor na rua governo a culpa é sua” (...) “Lei do Piso Nacional do Magistério o valor atual é de R$ 1.187,97. Lembrando que o Salário Mínimo Necessário para se viver é de R$ 2.255,84(...) a classe trabalhadora em geral ganha pouco o mínimo nominal de R$ 545,00, sancionado pela presidenta Dilma” Osni Valfredo Wagner Professor da Rede Estadual da Educação Professor de Sociologia Formado em Ciências Sociais – FURB Especialização Gestão de Programas de Reforma Agrária e Assentamento Mestrando Desenvolvimento Regional A greve dos trabalhadores da educação rompe silêncio de ano da categoria, outras greves se tiveram alguns avanços, mas essa vez envolve a estrutura de todos vai além da categoria é de classe a greve, os de baixo lutando contra a exploração que o patrão impõe no caso o Patrão é o Estado. Mas agora os trabalhadores vêm com tudo na luta pelo Piso Nacional do Magistério. Tivemos os primeiro semana passada, há segunda semana poderemos ter uma solução rápida por parte do governo ou não. Depende muito mais do governo que até então não demonstrou que vai pagar resolvendo o impasse. Cresce cada vez mais à adesão ao movimento social em coro: “professor na rua governo a culpa é sua” e tantos outros gritos de ordem em passeatas. Ficando claro para toda a sociedade que a Lei 11.738 de 16 de julho de 2008, o governo de Santa Catarina não quer pagar não por não ter dinheiro, mas por falta de vontade política. Caso prove que não tem caixa poderá recorrer ao governo federal em um fundo. Do Caixa Estadual ou do Fundo Federal, os trabalhadores da educação estão em greve exigindo o que é de direito em Lei do Piso Nacional do Magistério o valor atual é de R$ 1.187,97. Lembrando que o Salário Mínimo Necessário para se viver é de R$ 2.255,84; calculados pelo DIEESE, de acordo com a (Salário Mínimo Necessário de acordo com o preceito constitucional salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo; a família é considerada dois adultos e dois filhos chegando a um salário mínimo necessário) Constituição da República Federativa do Brasil, capitulo II Dos Direitos Sociais, artigo 7º inciso IV. Conscientes de que a classe trabalhadora em geral ganha pouco o mínimo nominal de R$ 545,00, sancionado pela presidenta Dilma e que também derrubou na câmara e senado, as emendas de R$ 600,00 e R$ 560,00. A professora Amanda Gurgel (185692 acesos) faz um resumo da educação no Brasil, essa analise recai sobre o Estado de Santa Catarina em que o governo não paga o Piso Nacional do Magistério que é Lei desde 2008, o que se quer é que se cumpra à lei. O valor atual é declarado como constitucional pelo STF. A luta dos professores é uma luta de toda a classe trabalhadora pelos seus direitos, por justiça e legalista.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O som do silêncio e o Código Florestal

Miriam Prochnow e Wigold Bertoldo Schaffer* Nada melhor para tentar entender o momento que estamos vivendo do que ouvir uma música que retrata a situação. No caso das discussões sobre o Código Florestal, essa música poderia ser “o som do silêncio” (Sounds of silence), interpretada por Simon & Garfunkel, já no início dos anos 60, coincidentemente na década em que foi aprovado o atual texto do Código Florestal (Lei 4.771/1965). A música começa fazendo uma saudação: “olá escuridão, minha velha amiga” e fala de tempos em que as pessoas conversam sem falar e ouvem sem escutar. De tempos em que canções são escritas, mas não há vozes para compartilhá-las. Fala de como o som do silêncio pode crescer como um câncer e ninguém se importar ou ousar desafiá-lo, porque as pessoas seguem um padrão pré-estabelecido, que julgam confortável. Fala de tempos em que se tenta oferecer a ajuda, mostrar o caminho, mas as palavras caem como gotas silenciosas. Ou seja...fala dos tempos atuais! Dos tempos em que alguns “ruralistas” apostam na desinformação para criar confusão e discórdia e não querem resolver os problemas reais. A barreira do silêncio, da apatia e da desinformação precisa ser vencida. Seria bom se os ruralistas trabalhassem verdadeiramente para resolver as possíveis dificuldades burocráticas que implicam em custos e dificultam a aplicação efetiva do atual Código Florestal. Na verdade, são alguns “ruralistas intransigentes” que não querem resolver estes problemas ou entraves, pois deles se beneficiam e tiram vantagens em proveito próprio, mas tentam fazer parecer que a voz é da maioria. Não raro apresentam informações distorcidas ou mentirosas e até fazem ameaças e chantagens. Felizmente, a ala dos “ruralistas intransigentes”, é hoje minoria dentro de um pujante e moderno setor agropecuário no Brasil, que precisa reagir e romper o silêncio. Vejamos alguns exemplos de palavras que já foram ditas por muitos, mas que ainda não foram ouvidas. O Código Florestal (Lei 4.771, de 1965) atualizou e aprimorou o Código de 1934, portanto, é uma norma legal com 80 anos de existência, tempo suficiente para que todos pudessem se adequar à lei. A responsabilidade pela não adequação de parcela importante dos imóveis rurais e urbanos aos preceitos legais estabelecidos no Código Florestal, especialmente a proteção/recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a conservação/recuperação da Reserva Legal (RL) é dos proprietários e possuidores de imóveis. Só não regularizou seu imóvel aquele que apostou na impunidade e na ineficiência do estado. Cabe também parcela de responsabilidade ao próprio Estado (aqui falando dos três poderes) que não trabalharam ou não fiscalizaram e nem exigiram a implementação do Código. Conforme destacou Armando Monteiro Filho, Ministro da Agricultura, e responsável pela elaboração do Código Florestal de 1965, trata-se de “uma lei objetiva, fácil de ser entendida e mais fácil ainda de ser aplicada”. Lembramos aqui de uma discussão presenciada num seminário sobre as metragens das APPs a serem preservadas ao longo dos rios. Havia na mesa um juiz de direito, um engenheiro agrônomo e um biólogo. O engenheiro agrônomo defendia a tese de que essas metragens deveriam ser estabelecidas caso-a-caso, com a utilização de diferentes critérios agronômicos, biológicos, geotécnicos e botânicos. O biólogo discordava alegando dificuldades na determinação caso-a-caso. Num determinado momento levantou um agricultor, disse ser uma pessoa humilde e pediu a palavra: “desculpe doutor, mas eu prefiro as metragens”...como assim, estranhou o engenheiro, afinal eu estava defendendo o seu lado. “sabe doutor, 30 metros é o mesmo que 30 cabos de enxada e até eu sei medir. Se for no caso-a-caso, vou ter que contratar técnicos e pagar pra medir e aí eu não tenho dinheiro pra isso”. O juiz de direito aproveitou a deixa e declarou: “pois é, 30 metros até mesmo juiz sabe medir”. Assim, a discussão sobre a pertinência ou não dos parâmetros métricos acabou neste ponto. Moral da história, nada mais simples e fácil de entender e aplicar do que as metragens e percentuais estabelecidos para as APPs e para a RL, como muito bem frisou o Ministro da Agricultura que coordenou a elaboração do Código na década de 1960. Só não cumpre ou não aplica quem não quer. Os “ruralistas” também costumam repetir algumas inverdades à exaustão. Uma dessas mentiras é a de que o atual Código Florestal (Lei 4.771/1965) foi elaborado por ambientalistas e biólogos. O ante-projeto do atual código foi elaborado por um grupo de trabalho constituído e coordenado pelo Ministro da Agricultura Armando Monteiro Filho. O grupo era formado por engenheiros agrônomos e advogados e não teve entre seus integrantes representantes de setores ligados à conservação da biodiversidade ou de ambientalistas (até porque naquela época não existiam órgãos como o Ministério do Meio Ambiente, Ibama, ou comissões de meio ambiente no Congresso Nacional, nem Greenpeace ou outras ONGs ambientais. A FBCN primeira ONG ambientalista do Brasil estava apenas engatinhando). Foi uma lei elaborada para proteger a agricultura e a economia do país e garantir o bem-estar social de todos os brasileiros, do campo e das cidades. Uma pena que os “ruralistas” não conseguiram aprender nada com o passado. Vale a pena recordar as palavras do então Ministro da Agricultura: “Há um clamor nacional contra o descaso em que se encontra o problema florestal no Brasil, gerando calamidades cada vez mais graves e mais nocivas à economia do país. A agricultura itinerante continua se desenvolvendo segundo os métodos primitivos dos primeiros anos do descobrimento. Chega o agricultor, derruba e queima as matas, sem indagar se elas são necessárias à conservação da feracidade do solo ou do regime das águas. Urge, pois, a elaboração de uma lei objetiva, fácil de ser entendida e mais fácil ainda de ser aplicada, capaz de mobilizar a opinião pública nacional para encarar corretamente o tratamento da floresta. Tendo em conta este quadro, surgiu a compreensão da necessidade de atualizar-se e de dar, ao Código Florestal, as características de lei adequada exigida por panorama tão dramático. Assim como certas matas seguram pedras que ameaçam rolar, outras protegem fontes que poderiam secar, outras conservam o calado de um rio que poderia deixar de ser navegável etc. São restrições impostas pela própria natureza ao uso da terra, ditadas pelo bem-estar social”. Como se vê, naquela época, o som do silêncio foi rompido: as palavras foram ouvidas e a realidade foi enxergada com clareza, mas infelizmente essa situação não perdurou. Nos atuais dias de escuridão, um passarinho, desses que juntamente com seu amigo mico-leão-dourado acompanha o desenrolar das discussões do Código Florestal nos corredores do Congresso Nacional ouviu um intrigante diálogo. O diálogo aconteceu entre um experiente e respeitado técnico do setor agropecuário e um jornalista, durante a tumultuada sessão de discussão do Código que começou as 09h00 e terminou as 24h00 do dia 10 de maio de 2011, sem votação, em função de alterações espúrias, ou “pegadinhas” (como o episódio ficou conhecido), introduzidas no texto na escuridão dos corredores da Câmara, após o fechamento de um texto de consenso entre o relator e o governo. O técnico fez a seguinte pergunta em off ao jornalista: “Você já viu o monstro ser morto no primeiro minuto de um filme?” O jornalista obviamente respondeu que não, mas emendou: “O que você quer dizer com isso?” Ouviu a seguinte resposta: “Quero dizer que neste caso do Código Florestal o monstro é a disseminação do medo, a disseminação de que os agricultores estão todos na ilegalidade e serão multados e presos, que os pequenos produtores vão perder suas terras, que os ambientalistas querem internacionalizar a Amazônia, além de outras desinformações. Isso cria um clima de medo, que obviamente beneficia a alguns.” E quem dissemina esse medo perguntou o jornalista? “São alguns parlamentares “ruralistas”, e eles fazem isso não porque estão preocupados em resolver o problema da agricultura, não porque querem um Código Florestal aprimorado, moderno, facilmente aplicável, que realmente leve a agricultura brasileira à vanguarda da sustentabilidade ambiental com alta produtividade. Eles fazem isso porque se beneficiam disso eleitoralmente. Têm alguns que já estão há pelo menos 4 mandatos se elegendo e reelegendo com esse discurso de que vão resolver o problema do “pequeno agricultor” através da modificação ou revogação do Código Florestal.” O mesmo técnico emendou dizendo que a proposta do Aldo, tão radicalmente defendida por esses “ruralistas” como a solução de todos os males da agricultura brasileira, na verdade vai trazer mais problemas do que soluções práticas aos agricultores. Usou adjetivos como: essa proposta do Aldo é burocratizante, confusa, contraditória, dúbia, difícil de entender e aplicar e ainda vai sofrer emendas e possíveis vetos, o que vai transformar o Código daí resultante, se for aprovado, num verdadeiro Frankstein. É nisso que eles apostam, pois um código ruim e difícil de aplicar vai permitir que no dia seguinte à sansão presidencial eles possam voltar às suas “bases” e reiniciar o processo de disseminação do medo, pois o monstro não foi morto no primeiro filme, apenas foi espantado e fugiu para o interior da floresta...necessitando de um segundo, terceiro, talvez quarto filme para morrer...isso se até lá houver floresta onde ele possa se esconder. Ou seja, quanto mais o monstro viver melhor pra eles, não para a agricultura e os agricultores, arrematou o técnico. Por isso, os que falam, ouvem e enxergam de verdade sabem que os verdadeiros atores precisam ocupar a cena e dirigir o enredo a um final feliz.Tem muitos agricultores que sempre cumpriram a lei, tem terras altamente produtivas, geram empregos e riquezas para o país e tudo isso com respeito ao meio ambiente, com o cumprimento do Código Florestal, mantendo APPs preservadas e Reserva Legal preservada e averbada em cartório. Tem outro enorme contingente de agropecuaristas que já perceberam a importância da adequação ambiental para suas atividades e negócios e que estão em busca da regularização, incluindo aí a averbação da RL e a recomposição de áreas faltantes de RL ou APP. Infelizmente a proposta de Código apresentada pelo relator da matéria, pouco dialoga ou reconhece esses esforços. Até mesmo Blairo Maggi, em entrevista ao Congresso em Foco, criticou a estratégia adotada pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do código na Câmara: “Não concordo com o discurso nacionalista que coloca em lados opostos ONGs ambientalistas e produtores rurais. Acho errado dizer que se a Europa desmatou, então nós também podemos desmatar. Podemos ser tão importantes quanto os europeus, sem repetir o que eles fizeram”. Um dos pontos mais perversos do relatório do Aldo é a anistia às multas e à degradação pretérita para aqueles detentores de até 04 módulos fiscais. Isso cria duas classes de produtores: aqueles que cumpriram a lei e vão ter que continuar cumprindo e aqueles que descumpriram a lei e vão ter anistia das punições recebidas e nenhuma obrigação ambiental no futuro. São dois pesos para a mesma medida, contrariando a Constituição Federal que determina que todos sejam iguais perante a lei. Imaginem a discórdia entre vizinhos, onde um, em situação igual ao outro, vai ter que manter 20% ou 80% de Reserva Legal e o outro que desmatou tudo não vai precisar manter e nem recuperar nada. Marcio Santilli, no artigo “A aberração dos quatro módulos fiscais” disponível na integra em (www.socioambiental.org/nsa/direto/direto_html?codigo=2011-05-09-093002) demonstra com fartos exemplos a falta de lógica e de qualquer critério técnico para a utilização dessa figura jurídica, que além de tudo vai aprofundar o estabelecimento de duas classes de produtores rurais. Um exemplo citado por Santilli: “Uma propriedade rural com 100 hectares, que tenha desmatado a sua área de reserva legal, estará isenta de recuperá-la se estiver situada no município de Tietê, mas não estará isenta e estará obrigada a recuperar ou compensar 20 hectares se estiver situada no município de Piracicaba, ambos localizados numa mesma subregião do estado de São Paulo”. Alguns dos mais intransigentes e truculentos “ruralistas” são do estado de Santa Catarina. Eles alardeiam que o cumprimento do Código Florestal inviabilizará a atividade de aproximadamente 180 mil pequenos produtores rurais no estado, cujas plantações de uvas e maçãs estariam todas em APPs de topo de morro ou encostas de mais de 45º. Como isso pode ser verdade se apenas 4,6% do território catarinense se encontra em declividades entre 25 e 450 e que somente 0,19% está em áreas com mais de 450? Eles dizem também que o arroz desaparecerá se os agricultores tiverem que recuperar as APPs, entre outras inverdades. Vamos aos fatos reais. O recém divulgado Inventário Florestal de Santa Catarina, elaborado em parceria entre Universidades (UFSC, FURB), Governo do Estado e Serviço Florestal Brasileiro, constatou que o estado possui 36% de cobertura florestal nativa (em diversos estágios de sucessão), demonstrando claramente que naquele estado, onde a RL exigida pelo Código Florestal é de 20% e estima-se que as APPs representem aproximadamente 10 a 12% do território, existe cobertura florestal nativa suficiente para resolver o problema da Reserva Legal, dentro do próprio estado. Um projeto desenvolvido pela Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), em parceria com as 28 prefeituras da região, e apoio da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da The Nature Conservancy (TNC), da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), do Fundo Brasileiro da Biodiversidade (Funbio) e do Governo Alemão, está mapeando e promovendo a averbação em cartório das Reservas Legais de 45 mil pequenos produtores rurais da região. Foi desenvolvido um sistema informatizado onde o agricultor se apresenta no balcão das prefeituras com a escritura do imóvel e no mesmo dia pode sair com a sua RL averbada em cartório, sem qualquer custo ao produtor. Um dos motivos que levou os prefeitos a apoiar o projeto foi a constatação de que naquela região, colonizada há 100 anos, mais de 90% dos imóveis dos pequenos produtores ainda possuíam remanescentes florestais em percentual suficiente para averbar a RL e que mesmo nos outros 10% dos imóveis havia ainda alguns remanescentes. Ou seja, de cada 10 agricultores apenas um teria que recuperar alguma área. O projeto é uma amostra significativa que desmente o discurso ‘ruralista’ de que os pequenos agricultores de Santa Catarina vão ficar inviabilizados se tiverem que cumprir o Código Florestal. Um estudo de caso no município de Agronômica demonstrou que apenas 8% da lavoura de arroz irrigado está na faixa de APP de 30 metros, percentual que seria reduzido a 0,8% se fosse admitida a proposta já acordada pelo governo com o relator, de reduzir para 15 metros em cada lado do rio, exclusivamente para fins de recuperação, a APP dos rios de até 10 metros de largura. Enfim, no caso do Código Florestal, não queremos mais filmes de monstros, queremos no enredo e na tela, aqueles que tem dado exemplo ao país e que tem mostrado na prática que é possível cumprir a lei e que é possível manter um alta produtividade agropecuária junto com a preservação ambiental. Não podemos deixar que o “som do silêncio” prevaleça nesse momento, porque se isso acontecer, em breve o som das motosserras será ensurdecedor. * Miriam Prochnow, 46 anos, Pedagoda, Especialista em Ecologia, é Coordenadora de Políticas Públicas da Apremavi e Secretária Executiva do Diálogo Florestal. Wigold B. Schaffer, 51 anos, é formado em Administração de Empresas, foi pequeno produtor rural num imóvel de 25 ha em Santa Catarina, é consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Fim da evasão escolar?

“O problema está em querer que o Colégio decida e não o aluno.” Osni Valfredo Wagner Ensino Médio o aluno poder escolher entre Cultura, Ciências, Tecnologias e Trabalho seria o ideal, o aluno montando seu próprio currículo. Mas o que se quer é que a Escola (Colégio) escolha entre as quatro áreas propostas para focar o Currículo. O Que vai acontecer é que cerca de 25% irão para Cultura? outro 25% para Ciências? Dividindo interesses de vestibular, práticas de educação física (ENEM e PROUNI). As tecnologias com 20%? e Trabalho disputarão 30%? com esses cursos também chamados de profissionalizantes. Esse sistema novo em si é interessante. O problema está em querer que o Colégio decida e não o aluno. Centralizando a decisão em mãos de poucos de forma corporativista, de interesse políticos e econômicos. Esse propósito de currículo flexível para o ensino médio, tem interesses econômicos em fazer com que o Ensino Médio prepare profissionais para o mercado de trabalho e diminuindo a possibilidade de avanço em cursos universitários. Um tiro no pé da educação, podendo trazer instabilidades por falta de adaptação do aluno em determinada área, e em ter que deslocar de uma escola para outra se torna inviável devido a deslocamento. Em vez de diminuir a evasão poderá aumentar a evasão. Por que esses sistemas novos não poderiam ser feito dentro dá própria escola (colégio)? E, além disso é precisa ser feito um estudo de demanda de interesses de alunos e do mercado de trabalho. Com o desemprego estrutural não vai ter solução para a empregabilidade que se deseja para a juventude do século XXI. O que a juventude precisa não está sendo colocada como prioridade, essa realidade que a juventude vive precisa ser levada em conta partindo das verdadeiras necessidades e não apenas o que o mercado dita hoje. Com risco de não se formar cidadãos com a devida competência e habilidades necessárias para conviver em uma sociedade de exclusão neoliberal. Mexer na educação dos alunos do ensino médio precisa de muito cuidado. Podemos estar achando que os pobres não precisam de formação e estaremos condicionando ainda mais para áreas que se paga menos e trabalhos pesados que necessitem de habilidades básicas tipo fast food que geram competências técnicas. Ser empregável e produtivista é essa a racionalidade do século XXI. A educação se adequando com a privatização da merenda, agora parece que as escolas receberão um golpe de amigos da escola em que se liberaliza à exploração do trabalho educacional com reformas trabalhistas e tributárias aliadas a privatização das escolas como avanço e novidade com escolhas fantasiosas e fechadas.