quarta-feira, 16 de março de 2011
Ordem e Progresso. Horror e Escárnio
sábado, 5 de março de 2011
Entrevista Tom Zé: “Não faço música, faço rebeldia”
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
“produção de mata ciliar”
sábado, 12 de fevereiro de 2011
SOCIOAMBIENTAIS PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Identificação do Estado de Sucessão da Vegetação Na áreas de APP na Velha Grande e Velha Central
Relevo e Declives de Blumenau estudando as localidades de risco e vulnerabilidade para pensar resiliência na ocupação da Grande Velha
Etnografia da Velha Central: Estudo de Caso
Teologia da Libertação na América Latina
sábado, 29 de janeiro de 2011
Lei da Economia Solidária quer dar mais direitos aos informais
Laranja tem alto índice antioxidante
alimentação & saúde
Comer uma laranja por dia pode impedir a manifestação de certos tipos de câncer, de acordo com um estudo australiano. A Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade Britânica (CSIRO, na sigla em inglês) descobriu que consumir frutas cítricas pode reduzir o risco de câncer de boca, laringe e estômago em mais de 50%.
Uma porção extra de frutas cítricas diariamente, além das cinco porções de vegetais recomendadas por dia, pode também diminuir o risco de um derrame em 19%. O estudo australiano também descobriu "indícios convincentes" de que esses alimentos podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabete. Segundo a pesquisadora Katrine Baghurst, a laranja é a fruta com o mais alto nível de antioxidantes, que apresentam propriedades antiinflamatórias, antitumor e inibem a formação de coágulos no sangue.
75% dos tipos de câncer podem ser prevenidos
Saúde
Má alimentação está associada
a cerca de 30% dos tumores
A medicina está avançando no combate ao câncer. Porém, a cura para todos os tipos de câncer é pouco provável no médio prazo. Apesar de terem algumas características em comum, os diversos tipos de tumores têm causas diferentes. Desvendar cada uma delas é o principal desafio da medicina nas próximas décadas. Por esses motivos, a prevenção e a detecção precoce da doença continuam sendo as principais armas contra a maioria dos tumores.
Segundo estimativas do Ministério da Saúde, até o final deste ano serão registrados no país cerca de 305 mil novos casos de câncer. Ao todo, 117 mil pessoas vão morrer vítimas da doença, que é a segunda maior causa de mortes no Brasil, só perdendo para os problemas cardiovasculares.
Apesar das estimativas, hoje, 75% dos cânceres podem ser prevenidos e 25% diagnosticados precocemente, de acordo com um levantamento do Hospital do Câncer de São Paulo. Fazem parte da lista dos que podem ser prevenidos alguns dos tumores de maior incidência no mundo, como o de pulmão (principal causa de morte pela doença), de pele, mama, próstata, colo-retal e útero. Pensando nisso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta sobre a necessidade de colocar em prática medidas simples, e já bastante conhecidas, que ajudam a evitar o problema.
Segundo a OMS, cerca de 30% dos cânceres estão relacionados à alimentação. Dietas com muito sal, conservas e defumados elevam o risco de desenvolver tumores de estômago e colo-retal. Comidas calóricas, ricas em gordura animal e proteína, favorecem os tumores de cólon, próstata e mama.
Dieta - O consumo diário de 500 gramas de verduras e frutas pode diminuir em cerca de 25% a incidência de cânceres do trato digestivo. Esses alimentos também reduzem os riscos de desenvolver tumores da faringe, laringe e útero. Dietas ricas em vegetais ainda protegem contra tumores de cólon e reto. A ingestão de tomate e derivados diminui em até 35% o risco de câncer de próstata. O benefício é atribuído ao licopeno, um poderoso antioxidante. Diversos estudos mostram que o consumo diário de 80 gramas de carne vermelha e embutidos pode aumentar de 25% a 67% os riscos de desenvolver câncer colo-retal.
Pesquisas também já demonstraram a relação entre o excesso de peso e o risco de câncer. O resultado mais consistente diz respeito ao câncer de útero. O risco de desenvolver o tumor é de duas a seis vezes maior em mulheres obesas, antes e depois da menopausa.
O documento diz que, caso não forem modificadas as tendências atuais de hábitos alimentares inadequados e sedentarismo e mantida a quantidade de fumantes (ver matéria ao lado), o número de novos casos de câncer deve aumentar em 50% nos próximos 20 anos, chegando a 15 milhões em 2020. Apesar da evolução dos medicamentos e da maior probabilidade de eliminar os tumores, o custo e os benefícios de prevenir a doença continuam sendo melhores do que os de tratá-la.
Fonte:
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Redes sociais não fazem revolução
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
SEGREGAÇÃO DE CLASSE SOCIAL
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Estudar para exame final 2010: Sociologia
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Greve do Transporte Coletivo!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Intolerância Religiosa
Intolerância Religiosa: o Exu, a Professora e o Tabu
http://blogln.ning.com/profiles/blogs/intolerancia-religiosa-o-exu-aPor que Jesus pode entrar na escola e Exu não pode?
Este é um artigo de Stela Guedes Caputo
No dia 27 de outubro de 2009, um jornal carioca destacou o caso da professora Maria Cristina Marques proibida de dar aulas em uma escola municipal, no Rio, porque utilizava o livro “Lendas de Exu”. A professora é umbandista e a diretora dessa escola é evangélica. Maria Cristina relatou diversas humilhações, desde ser acusada por mães de alunos de fazer “apologia ao Diabo” à colocação de um provérbio bíblico na sala dos professores chamando-a de mentirosa. Ao lerem a notícia deste caso, certamente muitos sentiram na pele as humilhações sofridas por Maria Cristina. Isso porque é muito comum que professores e professoras, alunos e alunas praticantes de candomblé ou umbanda sejam discriminados nas escolas.
A questão é complexa e podemos fazer muitas perguntas a respeito, mas farei aqui apenas uma: por que Jesus pode entrar na escola e Exu não pode? Por que um Jesus louro, coberto por uma túnica branca, pode estar em um dos livros da coleção para o Ensino Religioso católico, destinada à rede pública e lançada em 2007 pela Cúria Diocesana? A resposta que tenho não agrada. Exu não entra na escola porque este país é racista e, por isso, o racismo está presente na escola. Também acredito que atravessamos uma fase de avanço significativo dos setores conservadores na educação pública. A manutenção da oferta do ensino religioso na Constituição de 88, a aprovação deste como confessional no Rio, o lançamento dos livros didáticos católicos em 2007, a Concordata Brasil-Vaticano aprovada pelo Senado em outubro deste ano. Tudo parece fragmentado, mas não é. Trata-se de vitórias lentas e sigilosas que ampliam, reforçam e legitimam as circunstâncias necessárias para que a discriminação sofrida por Maria Cristina continue sendo uma prática bastante comum em nossas escolas públicas.
A Mãe-de-santo e escritora Beata de Yemanjá, acredita que a discriminação de sua religião acontece porque “pensam que o Brasil é uma coisa só. Por isso nos discriminam e a nossas religiões. Isso é racismo”, diz ela. O pesquisador Antônio Sérgio Guimarães concorda e defende em diversos livros que qualquer estudo sobre racismo em nosso país deve começar por notar que, aqui, o racismo foi, até recentemente, um tabu e que os brasileiros se imaginam numa democracia racial, fonte de orgulho nacional que serve como prova de nosso status de povo civilizado. Para este autor, essa pretensão a um anti-racismo institucional e as regras de pertença nacional suprimiram referências a sentimentos étnicos, raciais e comunitários, contribuindo para a nação brasileira imaginada numa conformidade cultural em termos de religião, raça, etnicidade e língua. É por isso que este autor, entre outros, acha que o racismo brasileiro é do tipo heterofóbico, ou seja, um racismo que é a negação absoluta das diferenças, que pressupõe uma avaliação negativa de toda diferença, implicando um ideal (explícito ou não) de homogeneidade (ou uma coisa só, como diz Beata).
Quando a diretora de uma escola proíbe um livro de lendas africanas ela quer apagar a diversidade presente na sociedade e na escola, quer silenciar culturas não hegemônicas, como as afro-descendentes. Mas como, se a professora discriminada é branca? A professora é branca, mas Exu é negro. Um poderoso e imenso orixá negro. É o orixá mais próximo dos seres humanos porque representa a vontade, o desejo, a sexualidade, a dúvida. Por que esses sentimentos não são bem-vindos na escola? Por que a igreja católica tratou de associá-lo ao mal e ao Diabo (ao seu Diabo) e muitas escolas incorporam essa lógica conservadora, moralista, hipócrita e racista. Exu, no livro proibido, afirma que este país tem negros com diferentes culturas que se entendidas como modos de vida, podem incluir diferentes modos de ver, crer, sentir, entender e explicar a vida. Isso não pode, porque na escola só entra o Jesus lourinho dos livros didáticos católicos (esses são bem-vindos). Positivo foi que muitos professores e professoras se manifestaram contra o ocorrido. Além disso, a Secretaria Municipal de Macaé publicou nota criticando a discriminação e apoiando a professora, o que evidencia, da mesma forma, que a escola não é “uma coisa só”. Por isso, é nas suas tensões cotidianas que devemos fazer, também cotidianamente, a luta contra o racismo de todo tipo, inclusive este, disfarçado de intolerância religiosa.
Para encerrar podemos fazer novas perguntas: a professora silenciada lecionava literatura. Digamos que ensinasse História da África, como ensinar essa disciplina tornada obrigatória? Amputando suas culturas, entre elas, o candomblé e seu riquíssimo panteão de orixás? Alguém questiona quando a disciplina de História fala do catolicismo? Da reforma protestante? Esses conteúdos fazem parte do ensino regular de História (por isso, entre outras coisas, o Ensino Religioso não é necessário). As culturas com suas religiões também fazem parte do ensino de História da África. Como é que vai ser? Pais e professores arrancarão as páginas desses livros? Ou eles já serão confeccionados mutilados pelo racismo? Respondo com a saudação ao orixá excluído da escola (só podia ser ele a armar tudo isso): Laro oyê Exu! Para que ele traga mais confusão e com ela, o movimento, a comunicação e a transformação onde reina.
http://meujazz.wordpress.com/2010/01/24/por-que-jesus-pode-entrar-na-escola-e-exu-nao-pode/